10 MIL DE MULTA - HOMEM É PRESO PELA POLÍCIA AMBIENTAL APÓS MATAR GATO A PAULADAS EM CÁCERES
em 14/07/2026 as 18:47
Na manhã desta terça-feira, (14/07), uma senhora, integrante de uma associação de defesa dos animais de Cáceres, procurou a Delegacia de Polícia para relatar aos investigadores de plantão da 1ª Delegacia de Polícia que recebeu, de forma anônima, imagens mostrando um morador do bairro Cohab Nova praticando maus-tratos contra um gato utilizando um pedaço de madeira. Segundo a denúncia, o animal não resistiu aos ferimentos e morreu.
Ainda conforme a comunicante, outros integrantes da associação estavam realizando buscas para localizar o corpo do animal.
Diante da situação, ela decidiu registrar a ocorrência e solicitar as providências cabíveis.
A prisão
Após tomar conhecimento dos fatos e ter acesso às imagens, a Polícia Militar de Proteção Ambiental realizou diligências e conseguiu identificar o suspeito, de 41 anos.
Questionado sobre o ocorrido, o homem relatou que estava em sua residência, sentado na varanda tomando tereré, quando o gato apareceu novamente no local. Segundo ele, o animal costumava frequentar sua casa, subindo no telhado e entrando na varanda, situação que lhe causava incômodo, principalmente porque defecava nas proximidades da cozinha, obrigando-o a manter o ambiente sempre fechado.
O suspeito afirmou que pegou um pedaço de madeira apenas com a intenção de espantar o gato para que ele não retornasse ao imóvel e que desferiu um único golpe para assustá-lo, sem a intenção de matá-lo.
Ele contou ainda que, após o golpe, o animal caiu, rolou no chão, levantou-se e correu até um terreno vizinho, onde havia um monte de mato, local em que deitou e permaneceu imóvel.
Em seguida, aproximou-se para verificar o estado do gato e constatou que ele apresentava sinais de intenso sofrimento, debatendo-se, com os olhos revirados e gravemente ferido. Diante da situação, afirmou que acreditou não haver possibilidade de recuperação do animal e, com o objetivo de cessar seu sofrimento, decidiu matá-lo.
O suspeito acrescentou que, anteriormente, tentou descobrir quem era o proprietário do gato, porém nenhum dos vizinhos assumiu ser o dono do animal. Disse ainda que, após a morte do gato, comunicou aos moradores da vizinhança que faria a retirada da carcaça para evitar mau cheiro no local, ocasião em que descartou o corpo do animal.
Perguntado se sua intenção inicial era matar o gato, respondeu de forma categórica que não, afirmando que pretendia apenas espantá-lo para que deixasse de entrar em sua residência.
Ele também declarou que havia instalado arame em um pequeno portão na tentativa de impedir a entrada do animal, mas que o gato continuava acessando o imóvel pelo telhado. Por fim, afirmou que o golpe acabou atingindo a cabeça do gato, causando uma grave lesão, e lamentou o ocorrido, dizendo que o resultado não era o desejado e que agiu posteriormente apenas para abreviar o sofrimento do animal.
Vale ressaltar que o suspeito colaborou com a guarnição da Polícia Militar Ambiental, conduzindo os policiais até o local onde havia descartado o corpo do gato.
Diante dos fatos, o suspeito foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia para as providências legais cabíveis.
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