Na manhã desta sexta-feira (20/03), por volta das 9h30, um cidadão de 65 anos procurou a Delegacia de Polícia e relatou aos investigadores de plantão na 1ª Delegacia de Polícia (1ª DP) que, no início da noite da última terça-feira (17/03), seu filho, de 36 anos, usuário de substâncias ilícitas, teria furtado seu veículo, um GM Celta de cor prata, que estava estacionado na garagem da residência.
A vítima informou ainda que já se passaram três dias desde o ocorrido e que, até o momento, não possui qualquer informação sobre o paradeiro do filho ou do veículo.
Diante da situação, ele decidiu registrar a ocorrência e solicitar providências às autoridades policiais.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF).
Acusado de matar um homem a tiros em Colniza, Claudeci Francisco de Freitas continuará respondendo por homicídio qualificado perante o Tribunal do Júri após ter o recurso negado em segunda instância. A decisão foi unânime na Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sob relatoria do desembargador Juvenal Pereira da Silva.
O processo trata da morte de Valdinei Batista Alves. O crime foi classificado como homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme o artigo 121, parágrafo 2º, incisos II e IV, do Código Penal. A defesa pediu a absolvição sumária, alegando que o acusado agiu em legítima defesa, além de solicitar a exclusão das qualificadoras.
Segundo os autos, Valdinei teria passado a mão nas nádegas da esposa de Claudeci e o chamado de “frouxo”, afirmando que ele “não era homem”, além de proferir outros xingamentos. Diante da situação, o réu sacou uma arma e efetuou disparos contra a vítima.
Na denúncia, recebida pela Justiça em 22 de março de 2018, o Ministério Público sustentou que o homicídio foi cometido por motivo fútil e com emprego de meio que dificultou a defesa da vítima.
A materialidade do crime está comprovada por laudos periciais e demais documentos, e há indícios suficientes de autoria, inclusive com a admissão de que o réu efetuou os disparos que resultaram na morte.
Uma informante ouvida em juízo confirmou que houve assédio contra a esposa do acusado e relatou a discussão que antecedeu o crime. Ela afirmou que, após ser tocada indevidamente pela vítima, correu até o banheiro e contou o ocorrido a Claudeci. Em seguida, ele teria ido até Valdinei e ordenado que deixasse o local, iniciando-se uma discussão com xingamentos que terminou com os disparos.
De acordo com a ação penal, os depoimentos das testemunhas e a confissão do réu na fase policial reforçam a versão apresentada pelo Ministério Público, indicando que as atitudes da vítima em relação à esposa do acusado desencadearam a reação que culminou no homicídio.
Ao analisar o recurso, o relator destacou que a decisão de pronúncia não representa condenação, mas apenas o reconhecimento de que existem provas mínimas para submeter o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri. Nessa fase, não é exigida certeza sobre a culpa, mas sim indícios consistentes de autoria e comprovação do fato.
Sobre a alegação de legítima defesa, o magistrado afirmou que não há provas inequívocas de que o acusado tenha agido para repelir agressão atual ou iminente, nem de que a reação tenha sido proporcional. Diante disso, a controvérsia deverá ser analisada pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
Quanto às qualificadoras, o entendimento foi de que elas só podem ser afastadas nessa etapa quando forem manifestamente improcedentes, o que não ficou demonstrado, já que há elementos que, em tese, podem sustentar tanto o motivo fútil quanto o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Uma criança de aproximadamente 5 anos foi encontrada morta dentro de um carro, na tarde de ontem, quinta-feira (19), no estacionamento do campus da Universidade Federal de Rondonópolis. A vítima estava sem sinais vitais no banco traseiro do veículo.
Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 17h30 após a informação de que uma criança havia falecido dentro de um automóvel no campus. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o pai do menino, visivelmente abalado, segurando o filho nos braços ao lado do carro.
De acordo com informações iniciais, o pai, que é professor da universidade, havia deixado o filho no veículo antes de ir trabalhar e, ao retornar, encontrou a criança desacordada.
O local foi isolado com fita zebrada para afastar pessoas que se encontravam nas proximidades. A criança estava acomodada em uma cadeirinha do tipo bebê-conforto em um Jeep Commander.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e confirmou a morte ainda no local. Equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também atuaram na ocorrência.
A principal linha de investigação indica que a criança possa ter sido esquecida dentro do veículo, mas as circunstâncias exatas ainda serão apuradas pelas autoridades. O pai, em estado de choque, recebeu atendimento médico.
Em nota a Universidade Federal de Rondonópolis manifestou pesar pelo ocorrido e decretou luto oficial de três dias. As atividades acadêmicas e administrativas foram suspensas durante o período de luto
"A UFR manifesta suas mais sinceras condolências, unindo-se à comunidade acadêmica neste momento de luto.", diz trecho da nota.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20.3), a Operação Conluio Pantaneiro, para cumprir 62 ordens judiciais contra uma facção criminosa que atua nas regiões de fronteira de Mato Grosso e outros três estados da federação, cometendo crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, chegando a movimentar R$ 54 milhões.
Estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, 17 mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de valores e sequestro de veículos, expedidos pelo Juízo da Quarta Vara Criminal da Comarca de Cáceres, em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Poconé, Taubaté (SP) e Cruzeiro do Oeste (PR).
A investigação, realizada pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), teve início após a prisão de um homem, de 42 anos, no dia 02 de setembro de 2023, na Estrada Transpantaneira de Poconé, pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), enquanto ele transportava 461,275kg de cocaína.
Após a apreensão, as investigações, que tiveram duração de mais de dois anos, identificaram uma facção criminosa voltada para os crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com envolvimento de pelo menos 20 pessoas e 12 empresas.
O líder da organização criminosa, morador de Cáceres, controlava o recebimento da droga na região de fronteira, o armazenamento, transporte para outros estados e a lavagem de dinheiro, por meio de terceiros e pessoas jurídicas.
“Entre 06 de junho de 2023 e 17 de agosto de 2023 foram recebidos pelo menos seis carregamentos de drogas com êxito, logo, estima se que a organização criminosa recebeu no período cerca de 2.700Kg de pasta base de cocaína”, afirmou a delegada Bruna Laet, responsável pela investigação do caso.
As investigações identificaram a existência de um complexo mecanismo de circulação de valores e ocultação patrimonial, estruturado por meio de múltiplas contas bancárias e empresas interligadas, destinado a redistribuir e dar aparência lícita ao dinheiro proveniente da atividade criminosa.
Durante as investigações, a Polícia Civil contou com a cooperação da Receita Federal e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que foram essenciais na obtenção de provas e consequentemente na identificação da estrutura e modus operandi da facção criminosa, bem como com a celeridade do Ministério Público e do Poder Judiciário, respectivamente, nas manifestações e decisões.
A operação conta com apoio de equipes da Delegacia Regional de Cáceres (Delegacias de Rio Branco, Mirassol D’Oeste, DEDM, DEA, Derf e 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres), da GCCO, da DRCI e das Polícias Civis dos estados de São Paulo e Paraná.
Operação Pharus
Em 2026, a Polícia Civil iniciou ações do planejamento estratégico no âmbito da Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.
O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.
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Duas pessoas foram resgatadas após serem sequestradas e torturadas por integrantes de uma organização criminosa, em Itaúba, na quarta-feira (18). A ação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil resultou na prisão de três suspeitos e evitou a execução das vítimas.
De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada por uma das vítimas, que conseguiu fugir do local onde estava sendo mantida em cativeiro. Ela relatou que havia sido sequestrada no dia anterior junto com outra pessoa e levada para uma residência, onde ambos foram agredidos.
Ainda segundo o relato, as vítimas estavam sendo submetidas ao chamado “tribunal do crime”. Os suspeitos alegavam que os dois estariam sendo investigados apenas por serem de outros estados, uma mulher do Pará e a outra vítima do Maranhão.
Após o acionamento, os policiais iniciaram diligências com apoio da Polícia Civil e localizaram os envolvidos, efetuando a prisão de todos os suspeitos. A ação impediu que as vítimas fossem mortas.
Os detidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Itaúba para os procedimentos cabíveis.
Durante a ocorrência, foram apreendidas cinco munições calibre 22 intactas e uma motocicleta Honda CB 300.