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Out 06

ACUSADO DE M474R E 3SQU4RT3J4R MULHER QUE O DENUNCIOU EM MT É PRESO NO PARÁ

Por ripanosmalandros em 06/10/2026 as 17:01
Publicado em: Notícias
Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

Um homem de 32 anos, investigado pelo assassinato de Aline Cristiane Rocha Lourenço, de 41 anos, foi preso nesta terça-feira (6) por policiais civis de Mato Grosso e do Pará. O crime ocorreu em 2025 na cidade de Alto Boa Vista.

De acordo com a Polícia Civil, a gerente da fazenda onde Aline trabalhava procurou a delegacia da cidade em 29 de junho de 2025 para informar o desaparecimento da funcionária, que não era vista desde o dia 27.

A equipe da Delegacia de Alto Boa Vista realizou diversas diligências e, após intensa investigação, descobriu que a mulher havia sido assassinada por ter denunciado um traficante, que acabou preso em razão da denúncia, e também por dívidas relacionadas a drogas, já que era usuária.

Em novembro de 2025, após uma denúncia anônima, a Polícia Civil localizou a ossada da vítima, acompanhada de uma bolsa com seus documentos pessoais, a cerca de 12 quilômetros do centro da cidade.

As investigações continuaram e o homem apontado como executor do crime foi identificado ainda em novembro. Entretanto, ele permaneceu foragido até esta terça-feira, quando a equipe da Delegacia de Alto Boa Vista, com apoio do Núcleo de Inteligência de Confresa, descobriu que o investigado estava trabalhando em fazendas na região de São Félix do Xingu, no Pará.

A Polícia Civil do Pará foi acionada e uma equipe da Delegacia de São Félix do Xingu cumpriu o mandado de prisão. O suspeito foi preso e está à disposição da Justiça.

Por Gazeta Digital


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Out 06

POLÍCIA APREENDE 1,3 TONELADA DE MACONHA ESCONDIDA EM CASA EM RONDONÓPOLIS

Por ripanosmalandros em 06/10/2026 as 10:44
Publicado em: Notícias
Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

Policiais militares da Força Tática do 4º Comando Regional realizaram a maior apreensão de drogas da corporação no ano e retiraram cerca de 1,3 tonelada de substâncias análogas à maconha de circulação, em Rondonópolis, Sul de Mato Grosso. As drogas foram localizadas em uma residência na noite de ontem, segunda-feira (5).

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial realizava rondas no bairro Jardim Maria Vetorasso e encontrou um homem, que apresentou comportamento suspeito ao ver as viaturas policiais. Os militares se aproximaram para a abordagem, mas ele fugiu em direção a uma residência.

A PM seguiu até o endereço e viu o homem pular o muro da casa. Ele não foi localizado. Em seguida, a equipe fez vistorias na residência e localizou diversas caixas de papelão contendo, ao todo, 1.190 tabletes de maconha, que totalizaram 1,3 tonelada de droga.

Todo o material foi recolhido pela Força Tática e encaminhado para a delegacia para registro da ocorrência e demais providências. As equipes seguem nas buscas para identificação e prisão dos suspeitos responsáveis pelos entorpecentes.

Por RepórterMT


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Out 06

DEU RUIM - REEDUCANDO FOGE DO TRABALHO, ARREBENTA TORNOZELEIRA, APARECE EMBRIAGADO E AINDA DESTRÓI VIATURA EM CÁCERES

Por ripanosmalandros em 06/10/2026 as 10:08
Publicado em: Notícias
Ocorrência policial — Foto por: Reprodução/IA

Uma fuga durante o horário de trabalho terminou em confusão, danos ao patrimônio público e prisão novamente na noite de ontem, segunda-feira (5), em Cáceres.

Por volta das 21h, uma equipe da Polícia Penal compareceu à 1ª Delegacia de Polícia, conduzindo um reeducando de 45 anos, que havia sido recapturado após fugir do local onde cumpria atividades no regime semiaberto.

Segundo o relato apresentado aos investigadores plantonistas, o homem estava prestando serviço na autarquia Águas do Pantanal. Porém, durante a tarde, por volta das 15h, ele teria pegado uma bicicleta e simplesmente deixado o local de trabalho, dando início à fuga.

A situação ficou ainda mais complicada algumas horas depois. Conforme as informações repassadas pela equipe policial, por volta das 17h52, o reeducando teria rompido a tornozeleira eletrônica e jogado o equipamento em um terreno baldio localizado na Rua dos Espinhais, em frente ao local onde acabou sendo recapturado.

Mas, segundo a Polícia Penal, a confusão não parou por aí. Durante a ocorrência, o suspeito também teria danificado a fiação das câmeras da viatura, além de quebrar a parte elétrica responsável pelo acionamento da fechadura da tampa traseira do veículo.

Como se não bastasse toda a situação, o homem ainda foi submetido ao teste do bafômetro, que teria apontado resultado compatível com embriaguez.

A tornozeleira eletrônica danificada e uma faca que estava em posse do reeducando foram apreendidas e apresentadas às autoridades policiais.

Diante da situação, um boletim de ocorrência foi registrado e o caso encaminhado para as providências cabíveis.


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Out 05

QUATRO SÃO PRESOS APÓS VENDER VOTO POR R$ 50 PARA CABO ELEITORAL EM MT

Por ripanosmalandros em 05/10/2026 as 21:18
Publicado em: Notícias
Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

Quatro pessoas foram presas com dinheiro e santinhos de candidato, na tarde de domingo (4), em Campo Verde, durante o primeiro turno das eleições. O grupo é suspeito de envolvimento em um esquema de compra de votos.

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, três mulheres, de 50, 28 e 38 anos, relataram que teriam recebido R$ 50 cada uma, além de um santinho, em troca do compromisso de votar no candidato indicado por um homem de 48 anos.

Diante da denúncia, os policiais foram até a Avenida César Lima, onde estaria ocorrendo a suposta prática de crime eleitoral. O suspeito foi localizado e abordado pela equipe.

Durante a revista, os militares encontraram dinheiro e diversos santinhos de candidato, que foram apreendidos.

As três mulheres teriam participado de uma reunião com o suspeito antes da abordagem. Diante dos fatos, os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia de Campo Verde, onde o caso foi registrado e deverá ser investigado pelas autoridades competentes.

Por Folhamax


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Out 05

MORTO COM 8 TIROS TINHA ESCAPADO DE CHACINA FINGINDO MORTE EM VG

Por ripanosmalandros em 05/10/2026 as 20:50
Publicado em: Notícias
Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

O homem que foi executado com oito tiros em Várzea Grande, no domingo (4), tinha sobrevivido a uma chacina que deixou cinco mortos em 2014, no bairro São Mateus, em Várzea Grande. Naquela ocasião, ele se fingiu de morto e conseguiu escapar, mas agora, 12 anos depois, não teve a mesma sorte.

Marton da Silva Lisboa Jr., de 37 anos, conhecido como “Júnior da BMW”, foi assassinado no Parque Sabiá, região do bairro São Mateus. Ele usava tornozeleira eletrônica e tinha uma extensa ficha criminal.

Segundo informações divulgadas no Cadeia Neles, da TV Vila Real, Marton atravessava a Rua 15 para ir ao mercado quando um Gol prata se aproximou. Um dos ocupantes desceu do veículo e atirou várias vezes contra a vítima. Os disparos atingiram diferentes partes do corpo, inclusive a cabeça.

Marton caiu no meio da rua e morreu no local. A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas e fizeram o isolamento da área até a chegada das equipes responsáveis pela perícia e investigação.

Mas a história criminal de Marton não começou agora. Segundo a apuração policial citada pelo Cadeia Neles, ele já havia sido alvo de outras tentativas de homicídio e sobreviveu a uma chacina ocorrida em 2014, no bairro São Mateus.

Naquela ocasião, cinco pessoas foram mortas e outras três ficaram feridas. Marton estava entre os sobreviventes. Conforme relatado na reportagem, ele conseguiu escapar da morte ao se fingir de morto após o ataque.

Anos depois, ele voltou a ser alvo de uma execução. Desta vez, não teve a mesma sorte.

Ainda segundo as informações divulgadas no programa, Marton era conhecido no meio criminoso pelo apelido de “Júnior da BMW” e estaria jurado de morte por uma organização criminosa. Essa informação, porém, ainda deverá ser apurada pela Polícia Civil e não há confirmação oficial sobre a motivação do assassinato.

Marton tinha passagens por pelo menos três homicídios, além de tráfico de drogas e roubo. Ele havia deixado recentemente o sistema prisional e cumpria a medida em liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica.

O assassinato será investigado pela Polícia Civil.

Por Folhamax


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Out 05

O ATAQUE DO PERNETA - CRIMINOSO SEM UMA DAS PERNAS É PRESO EM FLAGRANTE POR FURTO DE FIAÇÃO DE CLÍNICA EM CUIABÁ

Por ripanosmalandros em 05/10/2026 as 19:03
Publicado em: Notícias
Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

Um homem de 26 anos, que tem uma das pernas amputadas e usa muletas, foi preso após furtar a fiação do padrão de energia de uma clínica odontológica na tarde de ontem, domingo (4), no bairro Jardim Cuiabá, em Cuiabá. O crime foi flagrado pelo sistema de segurança do estabelecimento.

De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência. No local, a responsável pelo estabelecimento informou que o alarme da clínica disparou e, ao verificar as câmeras de segurança, viu o homem arrancando os fios do padrão de energia. Após o furto, ele fugiu.

A mulher repassou aos policiais as características do suspeito, incluindo o fato de ele ter uma das pernas amputada e usar muletas. Com as informações, os militares fizeram buscas pela região e o localizaram na Rua Padre Vanir Delfino Cesar.

Durante a abordagem, os policiais encontraram com ele um bolo de fios de cobre já descascados. O homem foi detido e encaminhado para a Central de Flagrantes, onde foi entregue sem ferimentos. Segundo o registro, não foi necessário o uso de algemas.

Enquanto o boletim de ocorrência era confeccionado, um representante de outra empresa também compareceu à delegacia e relatou que o mesmo homem teria furtado a fiação de seu estabelecimento.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

Por Gazeta Digital


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Out 05

DONO DE IMPÉRIO DE MOTOS DE R$ 1,6 BILHÃO EM MATO GROSSO AGORA VAI ABRIR O 1º FREE SHOP DO PANTANAL

Por ripanosmalandros em 05/10/2026 as 18:00
Publicado em: Notícias
Foto por: Reprodução

Na década de 1970, Francis Maris Cruz tinha uma espécie de escritório improvisado na Praça da Sé, no centro de São Paulo.

Quando vinha à capital atrás de fornecedores para a pequena loja de autopeças que havia aberto em Mato Grosso, ficava na casa de uma tia, comprava um punhado de fichas de orelhão e começava a telefonar para fábricas.

Descobria o endereço, perguntava qual ônibus deveria pegar e seguia pessoalmente para tentar abrir portas. Naquele momento, não tinha experiência, crédito, capital nem fornecedores.

Mais de 50 anos depois, aquela Auto Peças Cometa deu origem ao Grupo Cometa, companhia que fatura 1,6 bilhão de reais e que construiu boa parte de seus negócios longe das capitais.

Hoje, são operações de motos Honda, automóveis Hyundai e Volkswagen, agronegócio e outros negócios espalhados por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amazonas e Pará. O grupo tem 1.400 funcionários e alcança 356 municípios.

Agora, Francis está colocando o grupo em um negócio distante das concessionárias, principalmente de motos (ele vende 3.500 por mês) que sustentaram sua expansão.

Em 19 de outubro, a companhia inaugurá em Cáceres, no coração do Pantanal e na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, o Pantanal Free Shop, uma loja franca terrestre de 590 metros quadrados. O investimento já supera 10 milhões de reais.

Segundo o grupo, será o primeiro free shop do estado.

“O objetivo do free shop é trazer o turismo para Cáceres. Queremos trazer o turista para fazer a compra e aproveitar para conhecer o Pantanal, fazer um passeio de barco, pescar, tirar fotografias. É unir e criar uma sinergia com o turismo”, diz Francis.

A diversificação não deve parar aí. O planejamento do Grupo Cometa inclui uma nova concessionária Hyundai em Cacoal, em Rondônia, outra operação em Cáceres e mais lojas de seminovos.

Também estão nos planos novas unidades da Box 73, voltada a oficinas e peças para motos, e a expansão do braço de pecuária, com a genética Nelore Cometa.

Da venda de pastel às primeiras motos

A trajetória empresarial de Francis começou antes da Cometa.

Em 1961, sua família se mudou para Vicentina, em Mato Grosso do Sul. O pai trabalhava como motorista de caminhão e de ônibus. Quando o dono do veículo em que trabalhava decidiu vendê-lo, ficou desempregado.

A renda passou a vir de pequenos negócios. A mãe fazia coxinhas e pastéis para vender. A família chegou a comprar um bar em uma época em que, segundo Francis, não havia água encanada nem energia elétrica regular no local. A geladeira funcionava a querosene.

Depois veio a mudança para Mirassol D'Oeste, em Mato Grosso. Em 1973, Francis abriu a Auto Peças Cometa. Foi daí que surgiu o nome mantido pelo grupo até hoje.

“No início foi muito difícil. Eu não tinha experiência, não tinha crédito, não tinha capital, não tinha fornecedores”, diz.

A virada para as motos começou na década seguinte. A primeira concessionária Honda foi aberta em Vilhena, em Rondônia, em meados dos anos 1980. Em seguida vieram Cáceres, Ji-Paraná e novas cidades.

A estratégia que se formou ao longo dos anos tem uma característica: ir para onde as grandes redes nem sempre chegam.

Hoje, o grupo possui concessionárias e pontos de atendimento em cidades pequenas do interior e também em regiões de acesso mais complexo. Francis cita São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, município próximo ao Pico da Neblina ao qual não há ligação rodoviária com o restante do estado. “Você só vai de avião ou de barco”, diz.

A rede criou formatos menores para atender municípios que não comportariam uma concessionária completa. Em algumas cidades, mantém pontos de venda e envia mecânicos periodicamente. A estrutura administrativa, por outro lado, foi centralizada em Cáceres.

Segundo Francis, processos como contabilidade, cadastro, pedidos e pagamentos são acompanhados da sede. O grupo afirma utilizar 78 robôs de software para tarefas administrativas.

Essa capilaridade ajuda a explicar o peso das motos dentro da operação.

De acordo com números fornecidos pela empresa, são 40.440 motocicletas Honda comercializadas por ano, além de 10.000 consórcios contemplados. O grupo também vende 2.640 carros Hyundai e Volkswagen e realiza cerca de 135.000 atendimentos anuais em suas oficinas.

Por que um grupo de concessionárias decidiu abrir um free shop

O Pantanal Free Shop nasceu de uma combinação de geografia e legislação.

Lojas francas terrestres, os chamados free shops, operam sob um regime tributário específico e precisam cumprir as regras federais destinadas a municípios de fronteira enquadrados para esse tipo de operação.

Francis afirma que a discussão entrou em seu radar quando era prefeito de Cáceres. Ele comandou o município entre 2013 e 2020.

Segundo o empresário, durante sua passagem pela prefeitura houve uma mobilização, com participação da Universidade do Estado de Mato Grosso, para demonstrar os vínculos econômicos, culturais e sociais da região de Cáceres com a Bolívia e viabilizar o enquadramento necessário para receber uma loja franca terrestre.

Anos depois, já fora da prefeitura, foi o próprio Grupo Cometa que decidiu entrar no negócio.

A ideia também parte de uma característica da cidade. Cáceres fica às margens do rio Paraguai e funciona como uma das portas de entrada para o Pantanal mato-grossense. Pesca, passeios de barco e observação de animais já levam visitantes à região.

O plano de Francis é acrescentar a esse fluxo o turismo de compras.

A empresa mira não apenas os cerca de 320.000 moradores de Cáceres e cidades próximas citados pelo fundador. Cuiabá fica a aproximadamente 200 quilômetros. A BR-364 também coloca a cidade na rota de viajantes de outros estados.

Dentro da loja haverá 12 linhas de produtos. A lista inclui perfumes, cosméticos, bebidas, roupas, calçados, eletrônicos, alimentos, relógios, óculos, suplementos e itens para pesca.

Essa última categoria foi escolhida justamente pela localização.

“Vamos ter uma demanda muito grande para material de pesca porque estamos aqui no Pantanal”, diz Francis.

Quais são os desafios

Entrar no varejo de produtos importados também coloca o Grupo Cometa diante de uma operação diferente daquela que conhece nas concessionárias.

Uma moto ou um automóvel chegam por cadeias logísticas estruturadas pelas próprias montadoras. No free shop, o grupo precisou aprender desde a negociação internacional até o calendário de compras.

Antes mesmo de inaugurar, Francis diz que alguns fornecedores já exigiam pedidos com meses de antecedência.

“É totalmente diferente do setor de motocicleta e de carro. É novidade para nós”, diz.

Há ainda uma barreira geográfica: Cáceres está a mais de 3.000 quilômetros de alguns dos principais portos usados para trazer mercadorias do projeto.

Para reduzir o impacto do frete sobre o preço dos produtos, a operação pretende consolidar cargas, reunir pedidos e avaliar o modal mais adequado em cada compra.

O empreendimento começa com mais de 40 empregos diretos, distribuídos entre vendas, caixas, estoque, administração, segurança, limpeza e gestão.

A aposta da empresa é que o efeito não fique restrito à loja. A expectativa é gerar demanda também para hotéis, restaurantes, transporte e outros serviços de Cáceres.

Uma biblioteca no meio das concessionárias

Há outra peculiaridade na expansão do Grupo Cometa que Francis faz questão de mencionar: livro também entra na conta da remuneração dos funcionários.

Há cerca de 20 anos, a companhia mantém o Cometa Leitura. O projeto reúne mais de 11.000 livros em acervos físicos e digitais. As concessionárias possuem bibliotecas e a empresa investe cerca de 65.000 reais por ano no programa.

A leitura está ligada à participação nos resultados.

Segundo Francis, o funcionário precisa ler ao menos um livro por mês, com mínimo de 200 páginas, e entregar um resumo ao RH. Ao final de um ano, são pelo menos 2.400 páginas.

O cumprimento da regra, junto das metas da companhia e de desempenho, é um dos critérios para participar da PLR, a participação nos lucros e resultados.

“Todos os nossos funcionários têm que ler um livro por mês e entregar um resumo ao RH. O funcionário que lê participa da PLR, ganhando décimo quarto ou décimo quinto salário, dependendo do resultado da empresa”, diz.

Até a chegada da inteligência artificial obrigou o programa a mudar. Francis afirma que a companhia passou a usar um software para tentar identificar resumos produzidos com ferramentas como o ChatGPT.

A política de formação também aparece na escolha dos gestores. O CEO, Cristinei Rodrigues Melo, entrou na empresa ainda adolescente e acumula 35 anos no grupo. Segundo Francis, começou em uma função semelhante à de office boy, profissional responsável por tarefas administrativas de apoio.

Outros diretores começaram como vendedor de consórcio ou em funções de entrada na companhia.

“Quando tem uma vaga de gerente, primeiro eu procuro internamente. Quando não encontramos essa pessoa preparada, aí vamos para o mercado”, diz.

Mais concessionárias, oficinas e gado

Embora o free shop represente uma mudança relevante de setor, o plano do Grupo Cometa continua concentrado também nos negócios que construíram sua escala.

Uma concessionária Hyundai está sendo preparada em Cacoal. Cáceres também deve receber uma unidade da marca. No negócio de veículos seminovos, operado pela marca Amado Car, Francis fala em cinco novas lojas previstas para 2027, com cidades como Rio Verde, Primavera do Leste e Barra do Garças no radar.

Há ainda planos para ampliar a Box 73, negócio de oficinas e peças de motocicletas fora da rede tradicional de concessionárias.

No campo, a aposta é no Nelore Cometa. O grupo trabalha com seleção genética e comercialização de animais e material genético.

Francis reconhece que juros altos, mudanças tributárias e incertezas econômicas pesam nas decisões de investimento. Mas, aos 50 anos de grupo, não sinaliza uma desaceleração. “Apesar das dúvidas, apesar dos problemas, estamos acreditando, estamos trabalhando e pretendemos crescer”, diz.

É uma frase que conecta o atual grupo bilionário ao empresário que, cinco décadas atrás, precisava descobrir em um orelhão da Praça da Sé qual ônibus tomar para chegar ao próximo fornecedor.

Por portal.sacre


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