Foto por: Alair Ribeiro/TJMT

Os réus Norberto Alencar Duarte e Orlando de Alencar Duarte, acusados do homicídio de Manoel Garcia Duarte, encaram nesta quinta-feira (06) o Tribunal do Júri. Além deles, também responde pelo crime Erleston Alencar Duarte, considerado incapaz de participar do julgamento por problemas psiquiátricos. O crime ocorreu em setembro de 2007, durante um velório na Capela Jardins, em Cuiabá. No dia do crime, a vítima estava velando sua sobrinha quando os três homens entraram na capela como se fossem visitar o local.

O júri foi mantido após decisão da juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Monica Catarina Perri Siqueira. Na mesma decisão, a magistrada rejeitou pedidos da defesa e do Ministério Público e manteve a suspensão do processo apenas em relação a Erleston Alencar Duarte, considerado incapaz de participar do julgamento por problemas psiquiátricos.

Conforme a decisão, o depoimento de Erleston, no qual ele assume os disparos e isenta Norberto da execução do crime, poderá ser lido e debatido pelos jurados durante a sessão.

“Reconhece-se a relevância do conteúdo narrado por Erleston em seus interrogatórios, no qual assumiu integralmente a autoria dos disparos sem atribuir a Norberto qualquer participação na execução do crime. Tal circunstância, contudo, não impõe a suspensão do julgamento quanto aos corréus aptos a serem julgados, na medida em que o referido conteúdo já se encontra integralmente documentado nos autos desde a fase policial (Id n. 54507916) e ratificado em juízo (Id n. 54507919), constituindo prova documental plenamente acessível às partes e ao Conselho de Sentença, independentemente da participação pessoal de Erleston na sessão.”, diz trecho da decisão.

O crime 

No dia do crime, a vítima estava velando sua sobrinha quando os três homens entraram na capela como se fossem visitar o local.

Acomodados nas cadeiras, um deles levantou e começou a atirar contra Manoel, que estava em um banco de frente para o corpo e não teve qualquer reação ou possibilidade de se defender. O tiroteio provocou pânico nas pessoas que estavam no local e na sala ao lado. Após a execução, o trio fugiu em um carro que estava estacionado próximo ao local.

Conforme as investigações, Manoel foi morto por engano, já que, segundo populares, os homens que o executaram estariam à procura de outro primo da mesma família. Um rapaz que escapou da morte era suspeito, segundo conhecidos que estavam na capela, de ter assassinado um irmão dos três que estiveram no local em busca de vingança.

Manoel chegou a ser encaminhado para o Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSC), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Por Gazeta Digital