ASSIS DIZ QUE FACÇÕES TÊM "EXÉRCITO" PRÓPRIO, COM PODER BÉLICO E FINANCEIRO
em 03/07/2022 as 13:10
Pré-candidato a deputado federal, o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Jonildo Assis (União), afirmou que organizações criminosas tem um ‘exército’ próprio de faccionados em Mato Grosso com forte armamento. Assis não defende pena branda para membros de facção.
Em conversa com jornalista nesta quarta-feira, o coronel afirmou que as facções se profissionalizaram com o tempo. “Elas acabam imitando o estado de direito democrático de uma forma despótica, tirana e violenta, com o intuito de visar o lucro”, explicou.
“Possuem monopólio do poderio bélico. Um armamento ilegal, irrastreável, que você não sabe de onde vem e um mini-exército. Se formos pegar o número de pessoas faccionadas em Mato Grosso vamos chegar a beira de um número entre 5 e 7 mil, que é o efetivo da Policia Militar do Estado”, afirmou.
O pré-candidato não defende uma pena mais branda para membros de facção. “Se não o que vai acontecer? Um estado sem regulamento social definido, sem uma justiça criminal forte, é um estado que vai beirando a barbárie”.
“Acredito que o Estado Brasileiro tem que acordar, tem que entrar nessa temática novamente de se reformular essas leis penais e prover para esse tipo de ação, uma punição efetiva, uma punição que realmente a pessoa tenha o temor de cometer o crime”, concluiu.
A guerra de facções virou um tema recorrente nos últimos dias. De acordo com dados da Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp), o número de homicídios envolvendo facções criminosas têm crescido na cidade de Cáceres.
Os dados mostram que 22 pessoas foram assassinadas nos primeiros meses do ano. O número é quase quatro vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2021, que foram cinco.
A situação é um problema que preocupa o Estado inteiro, já que a facção está presente em quase todas as cidades e “comanda” o crime na região.
Por RepórterMT
Discussão (0)
Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar e comentar as reportagens.
Desta forma os comentários aqui postados por nossos respeitosos leitores são de inteira responsabilidade civil e criminal dos mesmos.