BANDO INVENTA DOENÇA EM IDOSO E LEVANTA R$ 350 MIL COM 'GOLPE ESPIRITUAL' EM MT
em 09/05/2026 as 15:35
A Polícia Civil deflagrou a Operação Hipnose Financeira e cumpriu sete ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Sinop contra investigadas por envolvimento em um esquema de estelionato praticado contra um idoso de 71 anos, em Lucas do Rio Verde. A operação foi realizada nesta sexta-feira (08/05), no município.
Conforme apurado nas investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Lucas do Rio Verde, a vítima sofreu um prejuízo financeiro superior a R$ 300 mil ao longo de vários meses, após ser manipulada emocionalmente por meio de promessas relacionadas a supostos rituais espirituais.
As investigações tiveram início após familiares perceberem um comportamento incomum do idoso, que passou a realizar sucessivas transferências bancárias via PIX para contas de terceiros desconhecidos.
A situação chamou a atenção depois que a vítima começou a tentar obter empréstimos bancários e também passou a pedir dinheiro emprestado a familiares, vizinhos e amigos. Segundo a Polícia Civil, o idoso conheceu uma das suspeitas em um supermercado da cidade, ocasião em que a mulher afirmou que ele estaria acometido por uma doença grave.
Após esse contato, iniciou-se uma relação de influência psicológica e emocional, na qual eram exigidos pagamentos sob a justificativa da realização de “trabalhos espirituais” e rituais religiosos destinados à suposta cura da enfermidade.
De acordo com depoimentos colhidos durante a investigação, a vítima apresentava sinais de forte abalo emocional e isolamento familiar.
Familiares relataram receio de que o idoso estivesse sofrendo ameaças psicológicas ou pressão emocional constante. Há ainda registros de cobranças insistentes por novos valores, incluindo a solicitação recente de R$ 15 mil para continuidade dos supostos “trabalhos espirituais”.
Atuação em outras cidades
As investigações também apontaram indícios de atuação interestadual das investigadas, com registros de ocorrências semelhantes em outras cidades de Mato Grosso, envolvendo vítimas vulneráveis e prejuízos elevados.
Segundo a representação policial, o grupo possui grande mobilidade geográfica, estando em constante deslocamento por diversos estados do país, circunstância que dificultava sua localização e a aplicação da lei penal.
Diante dos elementos reunidos no inquérito policial, a Polícia Civil representou judicialmente por medidas cautelares, sendo deferidos mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico e telemático, além da indisponibilidade de bens e valores das investigadas.
A operação teve como objetivo aprofundar as investigações, preservar provas, identificar possíveis novas vítimas e garantir eventual reparação dos prejuízos causados.
Por Folhamax
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