Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

As forças de segurança de Cáceres entraram em uma verdadeira corrida contra o tempo após o homicídio que vitimou um sargento da Marinha do Brasil, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (30). Em uma ação integrada, equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, Força Tática, Gefron e Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram diligências ininterruptas para identificar, localizar e prender os envolvidos no crime.

Durante as buscas, as equipes receberam informações de que indivíduos suspeitos de terem dado apoio logístico à execução estariam nas proximidades da Rua da Areeira, próximo ao campo de futebol do bairro Jardim das Oliveiras.

As informações levantadas apontaram ainda que os suspeitos teriam deixado a cidade utilizando um veículo de transporte por aplicativo. Diante disso, as características dos envolvidos e demais dados obtidos foram imediatamente repassados às equipes do Gefron, que passaram a atuar de forma integrada com as demais forças empenhadas na ocorrência.

No avanço das diligências, os policiais localizaram a arma de fogo apontada como supostamente utilizada no homicídio. O armamento estava escondido em uma residência localizada na Rua Portugal, no bairro Residencial Valter Fidelis.

No imóvel, foi apreendida a adolescente K.P.A., apontada pelas equipes como responsável por guardar e ocultar a arma.

A caçada continuou e, durante as diligências, os policiais abordaram um veículo VW Polo, de cor branca. Dentro do automóvel estavam os suspeitos F.M.S. e L.G.

Segundo as informações levantadas durante a ocorrência, F.M.S. seria o condutor do veículo utilizado na execução do crime, enquanto L.G. é apontado como o autor dos disparos que atingiram a vítima.

Durante a ocorrência, L.G., apontado como autor dos disparos, teria relatado às equipes que a ação foi coordenada por indivíduos que seriam integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, conhecidos pelos vulgos de “Ninja”, “Religião do Mal” e “Monarca”.

Conforme o relato apresentado, os supostos coordenadores teriam determinado a execução de dois homens que estariam na residência da vítima.

Ainda segundo a versão apresentada, momentos antes do homicídio, L.G. teria ido até as proximidades da residência e cortado a cerca elétrica do imóvel, provocando o acionamento do sistema de alarme.

Após realizar essa ação, o suspeito teria fugido para uma área de mata próxima à residência, onde teria permanecido escondido.

O relato apresentado pelo suspeito traz ainda uma dinâmica que está sendo apurada pelas autoridades. Segundo L.G., enquanto permanecia escondido na área de mata, ele teria participado de uma chamada de vídeo com os supostos coordenadores da ação.

Durante a chamada, os indivíduos teriam conseguido visualizar a vítima por meio da câmera do celular e, conforme a versão apresentada, determinado que os disparos fossem efetuados.

Na sequência, a vítima teria saído da residência para verificar o acionamento do alarme.

Foi nesse momento, ainda segundo o relato, que L.G. teria saído da área de mata e efetuado os disparos de arma de fogo contra a vítima, que morreu no local.

As diligências também apontaram o possível envolvimento de outros adolescentes na logística da ação.

Conforme os elementos levantados durante a ocorrência, o adolescente P.C.S.S. teria sido responsável por levar a arma de fogo até a residência onde posteriormente o armamento foi escondido.

Já as adolescentes L.D.S.M. e D.A.S.A. teriam, segundo as informações apuradas, prestado apoio logístico aos envolvidos, auxiliando na permanência e ocultação dos suspeitos após o crime, além de contribuírem para a posterior fuga e para a ocultação da arma de fogo.

Diante dos fatos, os suspeitos, os adolescentes envolvidos e a arma de fogo apreendida foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres.

Todos foram apresentados à Polícia Judiciária Civil, que ficou responsável pela confecção do Boletim de Ocorrência e pela adoção das demais providências legais cabíveis.

As circunstâncias do homicídio, a participação de cada envolvido e as informações relacionadas à possível atuação de integrantes de facção criminosa deverão ser investigadas pela Polícia Judiciária Civil.