Apontados como principais mandantes da onda de violência que assustou Cuiabá e Várzea Grande na noite de sexta-feira e madrugada de sábado, quatro presidiários que cumpriam pena na Penitenciaria Central de Cuiabá não estão mais no Estado. Eles foram transferidos na madrugada desta terça-feira para outras unidades prisionais, de segurança máxima, no Brasil. Seus destinos não foram confirmados. A informação é que cada um foi para um local diferente, para não continuarem se articulando juntos.

Os considerados líderes da revolta dos presos no final de semana João Luiz Baranosk, Reginaldo Silva Rios, Carlos Alberto Vieira Teixeira e Reginaldo Aparecido Moreira foram retirados de suas celas na Penitenciaria Central de Cuiabá sem que houvesse um único problema entre seus comandados na cadeia. Baranosk, conhecido como Matrinxã, Rios, vulgo Japão e Teixeira, apelidado de Carlinhos, foram presos em flagrante na noite de domingo (12), dentro da PCE.

Agentes penitenciários confirmaram que durante as buscas realizadas nas celas dos chefões nos raios 3 e 4 foram encontrados aparelhos celulares e outros materiais que comprovam a participação dos três nos ataques.

O presidiário Carlos Alberto Vieira Teixeira chegou a confessar que enviou um áudio ordenando que os comparsas fora da cadeia que causassem o terror na cidade. Já Baranosk e Rios negaram a participação nos crimes.

Contudo, em um dos aparelhos apreendidos, foi constatado que Rios estava em grupo de aplicativo do telefone móvel ligado a uma organização criminosa.

Os celulares encontrados passarão por perícia para extrair outras provas, inclusive aquelas que foram deletadas.

Moreira, conhecido como RG, foi o primeiro a ser detido, ainda na noite de sexta-feira (10), quando os ataques iniciaram. Após a prisão, ele foi conduzido para o isolamento na PCE, onde já cumpria pena por crime organizado.

Rios responde por tráfico de drogas. Carlos por assalto a mão armada e homicídio. Por sua vez, Baranosk cumpre pena por formação de quadrilha, roubos majorados e porte ilegal de arma de fogo. 
 

Fonte:24horasnews