CHUPETINHA MALDITA - PIX DE R$ 100 VIRA CASO DE POLÍCIA E JOVEM ADMITE TER INVENTADO ROUBO APÓS ENCONTRO COM TRAVESTI EM CÁCERES
em 31/08/2026 as 17:50
No sereno da madrugada deste domingo (30), um jovem de 19 anos, morador do Bairro Espírito Santo, procurou a 1ª Delegacia de Polícia e contou aos investigadores de plantão uma história que, inicialmente, parecia caso de roubo e extorsão.
Segundo o rapaz, ele estaria passeando de motocicleta pela badalada Avenida São Luís, conhecida popularmente como “Faixa de Gaza”, quando, em determinado momento, estacionou às margens da via e seguiu a pé em direção à residência de um amigo, onde pretendia “desabafar”.
Porém, ainda segundo o relato apresentado na delegacia, o jovem teria sido surpreendido e atacado por uma “mulher”, que o obrigou a entrar em uma área de mata. No local, conforme a primeira versão, ele teria sido obrigado a realizar uma transferência de R$ 100 via Pix.
Depois disso, afirmou não se lembrar de mais nada, alegando que estaria “meio zonzo”. Após recuperar os sentidos, teria embarcado novamente na motocicleta e seguido para sua residência.
VAI VENNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNDO!
Mas a história começou a desandar quando a Polícia Civil entrou em cena.
Na tarde desta segunda-feira (31), investigadores da DERF (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) assumiram o caso e deram início às diligências para esclarecer o suposto roubo.
Durante as investigações, a equipe conseguiu identificar e localizar a pessoa apontada como suspeita. Para surpresa dos investigadores, a suposta “mulher” tratava-se, na verdade, de uma travesti.
Ao aprofundar as apurações e ouvir tanto a vítima quanto a suspeita, a autoridade policial identificou diversas inconsistências na versão apresentada inicialmente pelo jovem.
Diante dos questionamentos, o rapaz acabou confessando que estava embriagado quando estacionou a motocicleta em um posto e, posteriormente, aceitou acompanhar a profissional do sexo até uma área de mata.
Segundo a nova versão apresentada por ele, após o início do programa, percebeu que a profissional era uma travesti e decidiu interromper o encontro. Mesmo assim, realizou voluntariamente uma transferência de R$ 100 via Pix, valor que teria sido previamente combinado pelo programa.
O jovem admitiu ainda que inventou a história de que teria sido vítima de roubo e extorsão. Ele também teria contestado a transação diretamente no aplicativo do banco, numa tentativa de recuperar o dinheiro.
A profissional do sexo confirmou aos policiais que abordou o jovem em seu ponto habitual e que ambos haviam combinado o valor de R$ 100 pelo programa.
Conforme o relato dela, foi realizado apenas sexo oral antes que o cliente decidisse interromper o encontro. Na sequência, ele deixou o local e efetuou voluntariamente o pagamento combinado.
A situação, porém, ganhou um novo capítulo quando a profissional percebeu que o pagamento recebido pelo serviço havia sido contestado e posteriormente cancelado.
Com as versões confrontadas e os fatos esclarecidos, a autoridade policial concluiu pela inexistência de crime de roubo ou extorsão.
O caso foi registrado na delegacia e o jovem deverá responder por falsa comunicação de crime, após admitir que teria inventado toda a história para tentar reaver os R$ 100 pagos via Pix.
Discussão (0)
Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar e comentar as reportagens.
Desta forma os comentários aqui postados por nossos respeitosos leitores são de inteira responsabilidade civil e criminal dos mesmos.