DANÇARINA VOLTA ATRÁS E "ISENTA" MEIA DO CUIABÁ DE AGRESSÃO EM MOTEL
em 10/12/2021 as 20:32
A dançarina Danielle Sarti de Freitas, de 21 anos, confessou que o jogador Rafael Gava não estava presente durante a suposta agressão ocorrida em um motel no bairro Monte Líbano, em Cuiabá. As declarações foram dadas na tarde desta sexta-feira (10), ao site RepórterMT.
Ela explicou que já procurou a assessoria jurídica do jogador para pedir que não entre com uma ação de denunciação caluniosa contra ela. "Não é o Gava, descobri agora. Meu advogado já está cuidando disso para ele não entrar com uma denunciação caluniosa", disse a dançarina.
Na última terça-feira (7), a jovem registrou boletim de ocorrência contra Rafael, o acusando de crime de lesão corporal, que teria ocorrido no quarto do Motel Calla após um desentendimento. Entretanto, após dois dias, o jogador se pronunciou por meio de nota negando qualquer relação com o episódio.
No pronunciamento, Gava reafirmou que no momento do episódio estava em casa com os seus familiares. Além disso, o jogador reiterou que está à disposição da justiça para colaborar com as investigações e se declarou contra qualquer tipo de violência e assédio, especialmente contra as mulheres.
Na tarde de ontem, o Cuiabá Esporte Clube também divulgou nota afirmando que o atacante Clayson confessou ter participado da “festa” no motel logo após a vitória sobre o Fortaleza. Ele também isentou Gava de qualquer participação no fato. Clayson teve o contrato rescindido pelo clube.
PROCESSO EM GOIÂNIA
Ainda segundo a reportagem, Danielle responde a um processo por denunciação caluniosa em Goiânia. A dançarina disse que não queria entrar “no assunto”, mas que foi “coagida a confessar” o fato, que segue em segredo de justiça. A jovem teria acusado falsamente um “ex”, que é empresário em Cuiabá. “Fui coagida a confessar, mas não fui eu. Inclusive foi esse “meu ex” que me denunciou [em Goiânia], que me salvou aqui [em Cuiabá]”, disse.
A investigada faltou à audiência marcada para o último dia 7 sobre o processo em Goiânia. O juiz Luís Henrique Lins Galvão de Lima concedeu prazo de cinco dias para Danielle justificar sua ausência.
O CASO
A dançarina de 21 anos foi socorrida dentro da boate Crystal Night Club, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, após tentar suicídio em razão de um forte abalo emocional provocado pelas agressões físicas que sofreu enquanto participava de uma orgia no motel. No quarto, participavam do ato sexual três homens e três mulheres.
Em seu perfil no Instagram, a dançarina postou um vídeo nos stories exibindo um Boletim de Ocorrência na qual aparecia o nome do jogador Rafael Gava.
A orgia sexual ocorreu na madrugada de terça-feira (7) após a vitória do Cuiabá contra o Fortaleza pelo placar de 1 a 0. Com o resultado, o Cuiabá escapou da zona de rebaixamento.
AGRESSÃO E SUICÍDIO
Conforme a dançarina, os ferimentos no corpo foram causados por um dos homens que participavam da orgia. Ela disse que foi com outras duas garotas, o jogador e outros dois rapazes ao motel e houve confusão na hora do pagamento, já que o atleta não queria fazer PIX porque sua esposa tem acesso a sua conta.
"Eu só falei o seguinte: 'ninguém quis me escutar, ninguém quis me ouvir', mas em tom de brincadeira, zoando. E aí o cara pegou tirou o dinheiro em espécie e me deu. Eu contei e estava faltando R$ 100 ele me pegou. E tava tudo bem", contou.
A briga ocorreu quando ela pegou o boné que estava usando, mas que era de um dos rapazes, e jogou na cama. "Ele tomou isso como um insulto. Ele levantou da cama e começou a me socar na cara. Começou a me falar: me respeita sua p*ta", relatou.
Nesse momento da confusão dentro do motel, a jovem ligou para o gerente da boate. Porém, ela chamou um carro de aplicativo e retornou para a boate onde foi socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com cortes pelo corpo causados por caco de garrafa.
Ela disse que tentou contra a própria vida após não receber apoio do gerente da boate, nem das outras garotas de programa. "Eu estava chorando muito, me sentindo injustiçada. Vou fazer o que eles querem. Não tinha esperança naquele momento. Peguei um caco de vidro e cortei a minha garganta".
Por Folhamax
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