DESAPARECIMENTO DE ADVOGADO QUE SAIU DE CÁCERES PARA IR A BOLÍVIA HÁ CINCO ANOS AINDA É UM MISTÉRIO
em 07/02/2020 as 09:24
Há quase cinco anos o advogado Marcos Alves Barbosa, de 39 anos, desapareceu após sair de Cáceres (a 220 quilômetros de Cuiabá) para ir à Bolívia, alegando que iria atender um cliente.
Ele foi visto pela última vez no dia 17 de agosto de 2015. Até hoje o caso é um mistério.
Apesar de não ter sido arquivado, não há novas informações no inquérito policial há muito tempo.
Conforme a Polícia Judiciária Civil, ele saiu de casa em direção à Bolívia e disse que voltaria em aproximadamente 40 dias.
Em pesquisa na internet, não há qualquer menção sobre o sumiço do advogado em sites de notícias. Um jornalista de Cáceres também disse nunca ter ouvido falar do fato.
Eduardo Sortica de Lima foi presidente por seis anos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Subseção em Cáceres, inclusive na época do desaparecimento de Marcos.
Ao Olhar Direto, também alegou desconhecer o caso.
Já a mãe do advogado contou à reportagem que o rapaz morava em Cuiabá e disse que primeiramente iria para Cáceres e depois para o país vizinho. Não deu muitos detalhes do que iria fazer lá, apenas que iria atender um suposto cliente.
Ele chegou a mandar algumas mensagens para a mãe. Porém, o delegado que investigava o caso disse que a escrita seria semelhante a de bolivianos, por usar com frequência a letra z.
A mãe ainda teria pedido para que o celular do advogado, que tem uma filha de oito anos, fosse rastreado pela Polícia Civil, o que não aconteceu. "As investigações apontaram que não tinham nada. Eu entreguei para Deus", disse a mãe.
Um novo cartaz com a foto dele foi feito e o caso é investigado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidos da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).
Desaparecimento de advogado que saiu de Cáceres para ir a Bolívia há cinco anos ainda é um mistério.
Por Fabiana Mendes
Discussão (0)
Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar e comentar as reportagens.
Desta forma os comentários aqui postados por nossos respeitosos leitores são de inteira responsabilidade civil e criminal dos mesmos.