Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

Vídeos divulgados na segunda-feira (11) mostram um homem deixando o que seria um “despacho” (Congá), em frente ao portão de uma residência, em Cuiabá. A moradora da casa é uma ex-garçonete de 42 anos que atualmente move uma ação trabalhista contra o antigo patrão, cobrando cerca de R$ 26,2 mil em direitos trabalhistas.

A mulher, identificada pelas iniciais B.M.B., procurou a delegacia na última quarta-feira (6) para denunciar o ex-chefe, o empresário P.H.M.C., proprietário de uma espetaria na Capital. Segundo ela, o objeto foi deixado na residência justamente por conta do processo judicial.

As imagens registradas por câmeras de segurança mostram um homem se aproximando do imóvel e deixando um recipiente com velas em frente ao portão. Em outro vídeo, gravado pela própria ex-garçonete, ela aparece assustada ao mostrar o material deixado no local.

“Olha o que colocaram no portão de casa, bem em frente ao nosso portão”, diz ela na gravação.

De acordo com a trabalhadora, os problemas começaram após ela entrar com a ação na Justiça do Trabalho. A audiência do processo está marcada para o próximo dia 18 de maio e será realizada por videoconferência.

Na ação, a ex-funcionária afirma que trabalhou entre fevereiro e outubro de 2025 sem registro em carteira. Ela relata que cumpria jornada extensa, começando às 6h da manhã e encerrando apenas às 21h, atuando tanto na cozinha quanto no atendimento de um ponto comercial localizado na Rodovia Palmiro Paes de Barros.

A mulher também alega que foi demitida por meio de uma mensagem de áudio no WhatsApp e que saiu da empresa sem receber direitos trabalhistas, FGTS, horas extras e verbas rescisórias.

Para sustentar as acusações, a defesa anexou ao processo comprovantes de corridas de aplicativo, recibos de pagamento, documentos pessoais e até o suposto áudio da demissão.

Ela afirma ainda que trabalhava em dois pontos diferentes da empresa e precisava pagar do próprio bolso o transporte entre os estabelecimentos.

O caso tramita na 4ª Vara do Trabalho de Cuiabá.

Por Folhamax