Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

O delegado Paulo Brambilla, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sorriso, afirmou que integrantes de uma facção criminosa estariam executando pessoas após identificá-las, de forma equivocada, como supostos integrantes da facção rival. Segundo ele, foi o que ocorreu nos assassinatos do tatuador Leandro Perboni, conhecido como "Lia", e de Elismar Sales, de 47 anos.

Durante coletiva de imprensa, Brambilla afirmou que os criminosos acreditam possuir uma espécie de "inteligência" para identificar membros da facção rival, mas acabam tomando decisões baseadas em interpretações sem fundamento.

De acordo com o delegado, as investigações descartaram qualquer envolvimento de Leandro com qualquer facção. Ele explicou que o tatuador era usuário de drogas, mas não fazia parte de nenhuma organização criminosa. Conforme apurado, Leandro teria adquirido drogas para consumo próprio e, em determinado momento, repassado parte da substância para outro usuário. A partir disso, integrantes da organização teriam concluído, sem qualquer prova, que ele integrava a facção rival e decidiram executá-lo.

Brambilla também informou que a investigação não encontrou indícios de que Elismar Sales tivesse qualquer ligação com fação. Pelo contrário, segundo ele, a residência da vítima possuía até mesmo uma pichação com referência a outra facção, o que reforça a ausência de elementos que justificassem a acusação feita pelos criminosos.

As declarações foram feitas após a Polícia Civil cumprir mandado de prisão temporária contra Robson da Silva Cruz, apontado como suspeito de prestar apoio aos executores do assassinato de Leandro Perboni.

Por Folhamax