<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/exemplo-de-vida-vendedora-de-picole-em-mt-se-orgulha-de-ver-os-4-filhos-formados/vendedora_de_picole/" rel="attachment wp-att-33558"><img class="aligncenter size-full wp-image-33558" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/03/vendedora_de_picole.jpg" alt="vendedora_de_picole" width="620" height="460" /></a>O trabalho de sol a sol gerou resultados gratificantes para a vendedora de picolé, Doreni Sanches, de 59 anos. Mãe de quatro filhos, há 32 anos ela garante parte da renda da família com a venda nas ruas. Ela investiu na educação dos filhos, que hoje são todos formados, e se diz orgulhosa do trabalho duro. Sul-mato-grossense, ela mora em <a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/cuiaba.html">Cuiabá</a> há 15 anos, depois que o marido, José Dias, arrumou um trabalho em um garimpo no município de Peixoto de Azevedo, a 692 km da capital. A exposição em excesso e os metais pesados usados na atividade garimpeira fizeram com que o companheiro ficasse doente. Em busca de tratamento para a doença, a família se mudou para Cuiabá em 1980. Com o marido internado, por conta própria, a ambulante teve que, por conta própria, ganhar o sustento da família. Ela conta que por um período trabalhou como empregada doméstica, mas o baixo salário mal dava para a comida. “Na época, os patrões pagavam a quantia que queriam. Não tinha essa coisa de salário”, contou. As lágrimas caem dos olhos quando ela lembra que se desdobrava em três. “Tomava conta do meu marido no hospital. Ttinha que estar em casa por causa dos filhos e ainda trabalhar fora. Até choro de lembrar”, desabafou. Atualmente, um dos filhos dela, formado em arquitetura, mora em Roma. Uma é professora e os outros dois fizeram curso técnico de montador de veículos e administração. A história de como começou a vender picolé na rua é curiosa. Ao voltar da casa dos primeiros patrões, após se demitir, ela conta que encontrou um menino de 12 anos com um carrinho de picolé. "Estava disposta a trabalhar, então eu perguntei para ele o que eu tinha que fazer para vender picolé também. Ele me disse que sustentava a mãe que era paraplégica. Ele me explicou e eu já topei", relembrou. Hoje, ela e o marido trabalham cerca de 7 horas por dia em um ponto fixo na região central e um dos orgulhos foi investir na formação dos filhos. “Hoje, eles estão formados e eu dou graças a Deus por isso”. Ela disse que não pensa em parar de trabalhar por enquanto. “Adoro vender picolé e, até quando tiver forças, quero ganhar meu próprio dinheiro”, afirmou. Outra conquista dela com o suor do trabalho foi a compra da casa própria. Ela não deixa os cuidados com a beleza de lado. "Sempre que posso, vou ao salão. E se não der, eu mesma pinto meu cabelo, faço minha unha e assim vai", contou sorrindo. Doreni Sanches não nega a origem simples e disse estar sempre pronta para o que vier. “Se precisar trabalhar, vou de cabeça erguida. Só não faço coisas erradas”, pontuou. Ela conta que está sempre disposta a ajudar as outras pessoas que precisam. Para ela, a mulher precisa ser corajosa, amorosa e fazer tudo com carinho. Fonte:G1/MT