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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), presidida por Tião da Zaeli, manifestou preocupação com o fim da escala de trabalho 6x1, aprovada em dois turnos pelo Senado Federal na noite de quarta-feira (14). Em posicionamento divulgado nas redes sociais, a entidade alerta para possíveis impactos econômicos sobre as empresas e defende diálogo entre empresários e trabalhadores antes de mudanças nas regras trabalhistas.

A federação declarou apoio à posição da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e ressaltou que a alteração na jornada de trabalho exige análise dos custos e das condições de funcionamento das empresas, especialmente das micro e pequenas.

Segundo a Fecomércio-MT, a diversidade das atividades econômicas de Mato Grosso precisa ser considerada na discussão. A entidade avalia que a redução da jornada pode exigir reorganização operacional, adequação de custos e mudanças na gestão de pessoal, com possíveis reflexos sobre a competitividade das empresas e a manutenção dos empregos.

A federação também criticou a condução do debate durante o período eleitoral. Para a entidade, decisões estruturais sobre as relações de trabalho devem ser tratadas com responsabilidade e sem instrumentalização política.

Como alternativa para conciliar os interesses de trabalhadores e empregadores, a Fecomércio-MT defende a negociação coletiva, com participação dos representantes das duas categorias e respeito às particularidades de cada setor e às condições econômicas regionais.

A entidade afirma reconhecer a importância de melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores, mas sustenta que as mudanças precisam conciliar avanços sociais com a sustentabilidade das atividades econômicas.

“Nosso compromisso é com a valorização dos trabalhadores, a segurança jurídica e o fortalecimento das empresas”, afirmou a federação na publicação.

A manifestação ocorre após o Senado aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso. O texto estabelece a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial.

A votação terminou com 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos. A proposta segue para promulgação pelo Congresso Nacional.

Por RepórterMT