FROTA DE CARROS DE LUXO E VIATURAS LOTADAS DE VINHOS APREENDIDOS LOTAM PÁTIO DA PF APÓS MANDADOS CONTRA ALVOS DO TCE
em 29/10/2026 as 11:49
A Polícia Federal (PF) apreendeu grandes quantidades de dinheiro em espécie, vários relógios, incluindo modelos de luxo, uma frota de carros de alto padrão e uma expressiva carga de vinhos durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada hoje (29), contra suspeitas de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT).
O volume de veículos de alto padrão apreendidos foi tão expressivo que não coube no pátio da Superintendência da Polícia Federal, fazendo com que os automóveis começassem a ser estacionados na parte externa da unidade.
As imagens divulgadas pela PF mostram pilhas de cédulas de R$ 100 e R$ 50, além de notas de dólares e euros, que estavam organizadas em grandes maços.
Os registros também mostram diversas coleções de relógios, algumas guardadas em estojos e expositores, além de caixas de vinhos finos recolhidas na ação. Entre os bens fotografados estão ainda um veículo da marca Audi, de cor escura, e uma Mercedes-Benz branca, integrando a frota de luxo recolhida pelos investigadores.

Apesar do volume de dinheiro e dos bens encontrados, o valor total apreendido ainda não foi informado oficialmente. Também não há detalhamento sobre a quantidade exata de relógios e garrafas de vinho, a avaliação dos itens ou a qual dos investigados pertencem os objetos.
A operação resultou na prisão do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, conforme já noticiado pelo RepórterMT.

Investigação
A Operação Tomada de Contas mobilizou mais de 180 policiais federais para o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Conforme divulgado anteriormente pelo RepórterMT, os agentes também realizaram buscas em gabinetes e setores da Corte de Contas, que teve o expediente suspenso durante a ação.
Segundo a Polícia Federal (PF), as investigações apontam indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possível tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.
Outro ponto investigado envolve divergências nos pagamentos realizados a empresas, movimentações financeiras atípicas de servidores e saques frequentes de dinheiro em espécie.
A PF apura possíveis ligações entre créditos bancários e retiradas de valores realizadas nas dependências do próprio Tribunal de Contas.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A PF ainda não esclareceu a origem dos valores registrados nas fotografias nem informou quais bens poderão ser vinculados às suspeitas investigadas.
A defesa dos investigados poderá se manifestar sobre as apreensões e as acusações.
Por RepórterMT
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