Homem ainda não identificado foi morto pela Polícia Militar, na madrugada desta quinta-feira (30), durante uma ação contra violência doméstica em Barra do Garças (509 km ao leste de Cuiabá). Ele estava com uma faca ameaçando a esposa, que se escondeu no banheiro.
Conforme as informações, a PM foi acionada por volta das 3h após moradores relatarem gritos de socorro vindos de uma residência localizada aos fundos de um estabelecimento comercial.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram uma mulher trancada no banheiro, pedindo ajuda, enquanto o suspeito se mostrava agressivo e armado com uma faca.
Mesmo após diversas ordens para largar a arma, o homem não obedeceu e avançou contra a equipe. Diante do risco iminente à vida da vítima, de uma criança de 3 anos que estava na casa e dos próprios policiais, foi necessário o uso progressivo da força.
Inicialmente, foram efetuados disparos com munição menos letal, mas, como o agressor persistiu, os militares realizaram disparos de arma de fogo para conter a ameaça. Ele não resistiu e acabou morrendo ainda no local.
O suspeito possuía diversas passagens criminais. Todos os procedimentos legais foram adotados, e os órgãos competentes foram acionados para as providências cabíveis.
O Ministério Público (MP) de Cáceres se ofereceu para dialogar diretamente com os proprietários de bares da cidade, visando encontrar soluções para as adequações exigidas pela Lei Municipal 1572/2000, popularmente conhecida como Lei do Silêncio. A decisão surgiu após uma reunião ampliada realizada na tarde desta quarta-feira (29.10), que contou com a participação ativa da Câmara de Vereadores de Cáceres, da prefeita Eliene Liberato, representantes do setor artístico, empresários e promotores de eventos locais.
Durante o encontro, que ocorreu na sede da prefeitura, a promotora do Meio Ambiente em Cáceres, Liane Amélia Chaves, informou aos presentes que os proprietários interessados em regularizar sua situação perante a legislação podem procurá-la no MP dentro dos próximos 30 dias. A promotora explicou que cada caso será analisado individualmente para promover as devidas adaptações à lei, especialmente no que se refere à reprodução de música ao vivo durante o período noturno em estabelecimentos comerciais, com foco nos bares situados no calçadão da Praça Barão do Rio Branco.
Liane Amélia Chaves também manifestou apoio à iniciativa da Câmara de Vereadores em elaborar uma legislação mais moderna sobre o tema. Segundo ela, a nova lei deve dialogar com a realidade local, mas também estar em consonância com as legislações e normas federais referentes aos limites de ruídos e emissão sonora em decibéis.
Contudo, a promotora alertou para a necessidade de cautela na elaboração de qualquer ajuste na legislação, enfatizando que o processo não deve ser apressado e precisa se basear em critérios científicos. Ela ressaltou que uma lei municipal não pode infringir parâmetros estabelecidos pela legislação federal e pelas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os níveis de decibéis adequados para a saúde humana. A OMS aponta que a exposição prolongada a sons de 75 decibéis ou mais pode ser prejudicial à audição.
O vereador Pacheco Cabeleireiro, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, considerou a proposta de adequação dos estabelecimentos junto ao MP como o principal avanço da reunião. Ele destacou o papel da Câmara em representar a demanda da população e em mediar as discussões entre as instituições envolvidas na busca por uma solução.
Pacheco Cabeleireiro mencionou uma questão levantada durante a reunião sobre a atual lei não permitir música ao vivo no calçadão da praça. A prefeita Eliene Liberato se comprometeu a estudar ajustes nesse ponto, citando exemplos de cidades turísticas do Nordeste onde essa prática é comum.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Manga Rosa, também avaliou o encontro como muito positivo. Ele reforçou a importância do Legislativo como representante legítimo da população e a autonomia da Câmara para criar e aprovar leis de interesse da sociedade cacerense. "Eu acredito que tudo vai encaminhar para fazer as adequações, pois os profissionais que tiram o sustento da música estão muito prejudicados com a situação. O papel da Câmara Municipal está sendo cumprido, de ser a mediadora dos assuntos que mexem com a sociedade", afirmou.
A reunião contou ainda com a presença do vice-presidente da Câmara, Isaías Bezerra (REPUBLICANOS), e dos vereadores Marcos Ribeiro (PSD), Jerônimo Gonçalves (PL), Jorge Augusto (PP),Engenheiro Wesley Lopes (União Brasil), Professor Domingos (PSB), Valdeniria Dutra (PSB) e Elis Enfermeira (PL).
Por outro lado, Wagner Sobral, proprietário do Restaurante Todo Dia, demonstrou um panorama menos otimista após a reunião. "Eu acredito que do jeito que foi falado na reunião acabou que nós não resolvemos nada. Sinceramente, devido ao prazo que a promotora quer tratar, cada caso um caso, dessa forma eu acredito que ainda vai ficar mais uns 30 dias parado para voltar à normalidade. E quem vai pagar o preço com isso é principalmente quem vive diretamente da música", lamentou.
ENTENDA
A proibição de música ao vivo e som em áreas externas de estabelecimentos comerciais, especialmente na Praça Barão do Rio Branco, foi notificada pela prefeitura no início de outubro, em decorrência de uma determinação do Ministério Público. A medida permite som apenas no interior dos estabelecimentos com isolamento acústico adequado.
A Lei do Silêncio vigente estabelece um limite de 60 decibéis para ruídos em zonas comerciais a partir das 19h. Esse patamar é considerado muito baixo por músicos e donos de bares, restaurantes e lanchonetes, que propõem um aumento para a faixa de 70 a 75 decibéis, similar ao que já ocorre em Cuiabá.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mato Grosso acompanha a identificação de mortos e presos da Operação Contenção, no Rio de Janeiro, para verificar se há foragidos do Estado entre os alvos da ação. A informação foi confirmada ao pelo delegado Nilson Farias.
Segundo ele, há suspeitos investigados em inquéritos conduzidos pela DHPP que estavam escondidos no Complexo da Maré, uma das regiões monitoradas durante a operação. A delegacia aguarda o relatório oficial do Instituto Médico Legal (IML) e a lista completa de detidos para cruzar os dados com investigações em andamento em Cuiabá.
O titular da unidade, delegado Caio Albuquerque, deve coordenar um levantamento interno para identificar se algum alvo da DHPP consta entre os nomes encaminhados pelas autoridades fluminenses. Até o momento, não há confirmação de que haja foragidos de Mato Grosso entre os mortos ou presos.
A Operação Contenção, realizada nesta terça-feira (28), é considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro. De acordo com a Defensoria Pública do Estado, o número de mortos chegou a 132, sendo 128 civis e quatro policiais. O balanço diverge dos números divulgados inicialmente pelo governo fluminense, que havia registrado 64 mortes e 81 prisões.
A ação, que mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil, Militar e forças especiais, teve como foco conter o avanço territorial de uma facção criminosa e cumprir 100 mandados de prisão. Também foram apreendidos 93 fuzis, e as forças de segurança relataram intensos confrontos nas comunidades da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio.
A Polícia Civil de Pontes e Lacerda prendeu, na noite da última segunda-feira (27), o suspeito de ter dado apoio ao atirador que executou um jovem dentro de um ônibus na rodoviária da cidade. Segundo o delegado responsável pelas investigações, a vítima já constava como “jurada de morte” por uma facção atuante no município.
O crime ocorreu por volta das 14h, quando Hudson Gabriel Souza Silva, 20 anos, natural de Peixoto de Azevedo, entrou em um ônibus do terminal pedindo socorro e dizendo que alguém queria matá‑lo. Pouco depois, um homem se aproximou do coletivo, entrou e efetuou disparos contra Hudson. A vítima foi atingida por dois tiros — um no tórax e outro no rosto — e, mesmo socorrida pelo Corpo de Bombeiros com o auxílio de uma médica que estava no local, faleceu ao dar entrada no hospital da cidade.
No momento do ataque havia poucos passageiros no interior do ônibus; nenhum deles ficou ferido. A Polícia Militar isolou a rodoviária até a chegada da Polícia Civil e da perícia.
A prisão do suspeito de apoio aconteceu à noite, após diligências da Polícia Civil, que identificou indícios de participação no planejamento e na execução do crime. Autoridades afirmam que as investigações seguem em andamento para apurar a participação de outros envolvidos e possíveis vínculos com organizações criminosas.
A Polícia Civil informou que continuará ouvindo testemunhas, coletando imagens e realizando perícias para esclarecer a dinâmica dos fatos e responsabilizar todos os envolvidos na execução.
A equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) interrogou, nesta quarta-feira (29.10), um homem investigado pelo crime de feminicídio, ocorrido em junho de 2022, em Várzea Grande. Ele foi preso em flagrante em uma cidade do estado de Mato Grosso do Sul por cometer outro feminicídio.
Além da prisão em flagrante, ele era considerado foragido da Justiça de Mato Grosso. Ele estava com mandado de prisão preventiva decretado em razão do feminicídio que vitimou Silbene Duroure da Guia. A ordem judicial também foi cumprida nesta quarta-feira.
Em interrogatório realizado por videoconferência, conduzido pelo delegado Edison Pick, G.C.S., o homem confessou a autoria do crime, alegando que estava sendo traído pela companheira. A investigação da DHPP apontou que, na verdade, eles já estavam separados.
Conforme apurado no inquérito policial instaurado na DHPP, o crime foi cometido por ciúme e vingança, após o autor não aceitar o fim do relacionamento. A vítima foi morta com golpes de faca, dentro da residência onde o casal morava, durante uma discussão. O suspeito ligou para o irmão logo após o crime e confessou o homicídio. Em seguida, ele fugiu para o estado de Mato Grosso do Sul, no qual também cometeu outro feminicídio e foi preso em flagrante.
Durante as investigações, foi constatado que o casal mantinha um relacionamento conturbado, com histórico de ameaças, brigas e agressões. O autor e a vítima haviam se separado em 2021, mas ele continuava a persegui-la e ameaçá-la, por não aceitar que a vítima estava começando um novo relacionamento.
“Por meio do interrogatório, ficou claro que ele premeditou o crime, uma vez que foi buscar a vítima no trabalho com o pretexto de que o filho estava doente, mas, na verdade, ele já tinha o plano em mente de tirar a vida da ex-companheira”, explicou o delegado.
Na tarde de ontem (28), terça-feira, por volta das 17h, a Polícia Militar foi acionada via Ciosp para atender uma ocorrência de violência doméstica em uma residência localizada no bairro Jardim Panorama.
Ao chegar ao local, a equipe constatou a veracidade da denúncia e encontrou um homem de 30 anos em frente à casa. Ele foi abordado e relatou aos policiais que havia sido agredido pelo próprio pai com um martelo.
Diante da situação, os militares adentraram a residência e encontraram várias pessoas exaltadas. O pai, um idoso de 75 anos, contou que vive com medo do filho, pois o mesmo já o agrediu em outras ocasiões. Segundo ele, nesta data o filho tentou matá-lo, com isso, lhe obrigando a se esconder dentro da casa. O idoso relatou ainda que após isso, o filho pegou uma enxada e começou a quebrar a porta dos fundos e as janelas da residência, então, para se defender, jogou um martelo em direção ao filho agressor, vindo a atingí-lo na região da testa.
O suspeito foi encaminhado à UPA, onde recebeu atendimento médico e levou alguns pontos, sendo posteriormente liberado.
Ainda conforme a polícia, durante o atendimento médico o homem afirmou várias vezes que iria matar o pai.
A vítima e as testemunhas relataram que convivem há muito tempo com o comportamento agressivo do suspeito. No último domingo (26), ele teria ameaçado novamente os pais e perfurado a porta da geladeira com uma faca.
Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido ao CISC para as devidas providências.
Um homem de 26 denunciou ter sido vítima de uma tentativa de sequestro por membros do Comando Vermelho enquanto trabalhava em uma empresa na tarde desta quarta-feira (29) em Jaciara. Os faccionados fizeram diversas perguntas sobre o estado de origem da vítima, se possuía tatuagens, vínculos com facção rival e ainda tentaram levá-lo para um ‘salve’.
Segundo apurado pelo , a Polícia Militar foi acionada com informações de um possível sequestro em andamento em uma empresa de grãos e cereais. O denunciante relatou que um homem estaria sendo levado por membros da facção criminosa Comando Vermelho. Já no local, os militares visualizaram um grupo de pessoas em frente ao portão da empresa.
P.H.D.F. de 21 anos, conhecido no meio policial, afirmou aos militares que não trabalha na empresa, porém não informo o motivo de estar lá. Também abordado, T.S.S. de 23 anos, estava em um veículo Renault Logan e ao perceber a presença dos policiais, tentou esconder seu celular no veículo. O segundo a ser abordado afirmou que trabalha na empresa.
Junto deles, os militares identificara duas vítimas, um homem de 26 e uma mulher de 22. O rapaz relatou que, pela manhã, logo após iniciar o expediente, foi abordado por T.S.S., seu colega de trabalho, que passou a fazer diversas perguntas pessoais, como local de nascimento, cidades onde havia morado e locais de trabalho anteriores.
Pouco depois, chegou ao local o indivíduo P.H.D.F., que portava uma arma de fogo e se apresentou como integrante do Comando Vermelho (CV). O suspeito iniciou um interrogatório semelhante, questionando a origem da vítima, se possuía antecedentes criminais, se pertencia a alguma facção e até solicitando seu número de CPF.
Ao mesmo tempo que fazia os questionamentos, o suspeito repassava as respostas em tempo real, via mensagens, a outros integrantes do grupo criminoso. Ele perguntou ainda sobre tatuagens e quis saber se ele já havia sido “averiguado” pelo CV.
A vítima declarou que nunca pertenceu a nenhuma facção criminosa e que estava na cidade apenas para trabalhar. Diante disso, o suspeito afirmou que retornaria mais tarde para levá-lo a uma “averiguação”.
á por volta das 11h, P.H.D.F. retornou à empresa e informou à vítima que seria levada para a “quebrada”, onde passaria por um “tribunal do crime”, mencionando suas tatuagens e por ser natural de outro Estado e que seria submetido a um “salve”, podendo até ser morto.
A vítima relatou ainda que seria levada pelos suspeitos em uma motocicleta e o carro faria a escolta. A vítima ainda desabafou que o proprietário da empresa chegou a acompanhar a situação, viu o momento em que o suspeito retornou armado ao local, não tendo em momento algum tentado intervir ou acionar a Polícia.
O caso agora segue investigado pela Polícia Civil.