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Jan 20

PF PRENDE CACIQUE INDÍGENA QUE MATOU SERVIDOR DEGOLADO EM MT

Por ripanosmalandros em 20/01/2021 as 19:00
Publicado em: Notícias

A Policia Federal prendeu na tarde desta quarta-feira (20), o indígena Marvel Xavante, cacique da etnia Xavante. Ele foi condenado a pena de 12 anos, 05 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado pelo crime de homicídio qualificado, no qual a vítima foi um servidor público federal. A ordem de prisão foi expedida pelo juízo da 5ª Vara Federal em Cuiabá.

O crime ocorreu em 2001 e Marvel Xavante foi condenado em 2011 pela morte do servidor da Fundação Nacional do Índio, Floriano Marcio Guimarães. Os jurados entenderam que ele matou o servidor, então chefe do posto da Funai, de forma cruel que impediu qualquer chance de defesa da vitima. Ele aguardava julgamento do recurso em liberdade, já que tinha um habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal (TRF).

O preso foi encaminhado ao Sistema Prisional em Barra do Garças/MT e segue à disposição da Justiça Federal.

A MORTE

A morte do servidor Floriano Marcio Marques teria sido motivada por uma disputa de terras na região. Segundo a denúncia, a vítima, o cacique e um outro indígena foram até a cidade de Nova Nazaré e a caminho da aldeia Tritopa o servidor foi degolado por Marvel com um canivete.

Folhamax


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Jan 20

CÁCERES E MIRASSOL: Polícia Civil investiga fraude de R$ 70 milhões em planos de saúde

Por ripanosmalandros em 20/01/2021 as 18:55
Publicado em: Notícias

Por Walder Galvão, G1 DF

Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (20), operação para coibir fraudes contra planos de saúde praticadas no Distrito Federal e em outras três unidades da federação (veja lista abaixo). A suspeita é de que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 70 milhões. Ao todo, os policiais cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em:

  • Águas Claras (DF)
  • Setor de Indústrias e Abastecimento (DF)
  • Gama (DF)
  • Guará (DF)
  • Riacho Fundo (DF)
  • Luziânia (GO)
  • Rio Verde (GO)
  • Cáceres (MT)
  • Mirassol D´Oeste (MT)
  • Porto Velho (RO)

De acordo com a Coordenação de Repressão a Crimes contra o Consumidor, Propriedade Imaterial e Fraudes (Corf), o grupo praticava crimes como falsidade ideológica, falsificação de documentos, apropriação indébita, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Gestores de uma operadora de plano de saúde e cinco empresas privadas estariam envolvidas no esquema.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – órgão responsável por fiscalizar planos de saúde – identificou a prática criminosa e acionou os investigadores. De acordo com a Polícia Civil, entre 2013 e 2018, diretores, contadores e funcionários de uma operadora do benefício desviaram valores milionários de contas bancárias de planos de saúde.

As quantias eram repassadas a empresas vinculadas a amigos e familiares dos dirigentes. As transações, segundo a polícia, eram feitas sem contratos formais e sem emissão de notas fiscais, "que dessem suporte às transações, que justificassem eventuais serviços prestados ou produtos adquiridos".

Em 2019, operação no DF desarticulou quadrilha que aplicava golpes em quem tem plano de saúde

A operadora investigada atua no Centro-Oeste e em Tocantins. Ao todo, há 55 mil associados.

Movimentação

Os investigadores analisaram 380 mil movimentações bancárias e fiscais da operadora de plano de saúde, de empresas e pessoas envolvidas. Segundo a Polícia Civil, houve divergência na documentação contábil dos envolvidos, além de transações incompatíveis com o faturamento.

Operação investiga fraudes contra concursos públicos no DF e em 3 estados — Foto: PCDF/Divulgação

Nesse período, a investigação apontou transações financeiras de quase R$ 3 milhões feitas para microempresas destinadas a prestação de serviços de chaveiro. Além disso, os suspeitos ainda teriam feito trâmites financeiros com empresas do ramo agropecuário e da cana de açúcar, sem qualquer vínculo com a atividade desenvolvida pelo plano de saúde.

Operação Loki

A corporação informou que 150 policiais participaram da ação, que contou com apoio das polícias civis de Goiás, Mato Grosso e Rondônia. A operação foi batizada de "Loki" o pai da mentira na mitologia nórdica.

Penas para os crimes praticados:

  • Falsidade ideológica: prisão de um a cinco anos
  • Falsificação de documentos: reclusão de um a cinco anos
  • Apropriação indébita: reclusão de um a quatro anos
  • Lavagem de dinheiro: reclusão de três dez anos
  • Organização criminosa: reclusão de três a oito anos

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Jan 20

CÁCERES E MAIS DUAS CIDADES DECRETAM TOQUE DE RECOLHER EM MT

Por ripanosmalandros em 20/01/2021 as 18:12
Publicado em: Notícias

Prefeituras de três cidades decretaram toque de recolher em Mato Grosso. As medidas publicadas no Diário Oficial que circulou na terça-feira (19) foram tomadas em razão do avanço da covid-19 nas localidades.

Conforme o documento, os municípios de Barão de Melgaço (113 km ao sul), Cáceres (225 km ao oeste) e Rondolândia (1.600 km a noroeste) terão suas atividades restringidas no período noturno.

Em Barão de Melgaço, ficou proibida a locomoção dos moradores do dia 19 de janeiro a 19 de fevereiro das 22h às 5h. Além disso, quem violar o decreto estará sujeito à multa que pode variar de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

Já em Cáceres, o período do toque de recolher é mais curto, começando nesta quarta-feira (20) e segue até o dia 3 de fevereiro. O horário permanece das 22h às 5h e os eventos sociais poderão ocorrer com apenas 50% da capacidade máxima do local e as devidas medidas de biossegurança.

Escolas públicas e privadas também não poderão ter aula presencial durante esses dias.

No município de Rondolândia, o isolamento social também irá vigorar do dia 20 de janeiro ao dia 3 de fevereiro. A restrição de circulação da população será das 20h às 5h.

Gazeta Digital


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Jan 20

MULHER É PRESA PELO GRFRON SUSPEITA DE TENTAR LEVAR VEÍCULO LOCADO PRA BOLÍVIA

Por ripanosmalandros em 20/01/2021 as 17:00
Publicado em: Notícias

Ontem, 19/01, (terça feira), por volta do meio dia, durante a Operação Hórus/VIGIA, em continuidade a força tarefa do Gefron no combate aos crimes de roubos e furtos de veículos, na fronteira Brasil com a Bolívia, no Estado de Mato Grosso, foi abordado um veículo em fundada suspeita que seguia sentido Brasil/Bolívia pela BR 070 no município de Cáceres/MT, sendo um HYUNDAI HB20 de cor prata, conduzido por uma suspeita, que ao ser indagada sobre qual seria o seu destino, ela relatou que estava indo até o país vizinho Bolívia para visitar um parente, então, ao verificar a documentação do veículo e da condutora foi constatado que se tratava de um veículo locado e com prazo de locação expirado, e o contrato estava em nome de uma outra pessoa.

Ao realizar checagem do veículo via Base Gefron constou um boletim de ocorrência de quebra de contrato e apropriação indébita.

Diante dos fatos o veículo e a condutora foram conduzidos para a Delegacia Especial de Fronteira - DEFRON na cidade de Cáceres-MT.


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Jan 20

"RAÇA MALDITA" - JOVEM É ROUBADA A BASE DE PEXEIRA Á CAMINHO DO TRABALHO NA MANHÃ DE HOJE EM CÁCERES

Por ripanosmalandros em 20/01/2021 as 15:46
Publicado em: Notícias

Na manhã de hoje, 20/01, (quarta feira), por volta das 07:40Hs, a jovem de iniciais K.A.S. de 20 anos, compareceu na delegacia de polícia queixando de um roubo a base de pexeira que sofreu há pouco tempo atrás quando a mesma seguia pela Rua Sepotuba, no Bairro Cavalhada, com destino ao seu trabalho.

VAI VENNNNNNNNNNNNNNNNNNNNDO

A comunicante, muito revoltada, relatou aos investigadores plantonistas na 1DP que por vota das 06:30Hs, seguia tranquilamente pela referida rua quando de repente foi atacada por um malandro armado com uma pexeira (faca), que encostou ao seu lado e anunciou o roubo, mandando a mesma entregar a mochila que carregava.

A jovem disse que nesse momento ficou apavorada e entregou a mochila contendo em seu interior documentos pessoais, cartões de banco, um notebook de marca Samsung e 100 contos em dinheiro, sendo que, após o roubo o ladrão fugiu em disparada, seguindo sentido a Rua Cabaçal, no mesmo bairro.

Diante desse atropelo medonho ela compareceu na delegacia de polícia para comunicar o fato e pedir providências.

A divisão de roubos e furtos da 1DP investiga o caso.

*Vale a pena lembrar que se alguém comprar qualquer objeto produto de roubo/furto será preso e responderá pelo crime de receptação.


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Jan 20

LADRÃO ATACA E FURTA MOTO EM FRENTE RESIDÊNCIA DA VÍTIMA NA MADRUGADA DE HOJE EM CÁCERES; PJC INVESTIGA

Por ripanosmalandros em 20/01/2021 as 15:00
Publicado em: Notícias

Na manhã desta quarta feira, (20/01), por volta das 08:00Hs, o cidadão de iniciais L.J.R. de 28 anos, compareceu na delegacia de polícia clamando do furto de sua motoca Yamaha XTZ, de cor preta, placa NJD 1457, acontecido em frente a sua residência, localizada na Rua América, no Bairro Vila Real.

O comunicante, muito aborrecido, relatou aos investigadores plantonistas na 1DP que na noite anterior deixou sua motoca estacionada em frente a sua residência, porém, nesta manhã, quando acordou levou um susto medonho, cadê a nave? sumiu, só encontrou o rastro, algum malandro baixou por lá e carregou sua motoca.

Diante dessa patifaria ele compareceu na delegacia de polícia para comunicar o fato e pedir providências.

A divisão de roubos e furtos da 1DP investiga o caso.


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Jan 20

ARTISTA CACERENSE REÚNE ARTE E HISTÓRIA SOBRE TELHAS

Por ripanosmalandros em 20/01/2021 as 13:15
Publicado em: Notícias

Quanta história pode conter numa obra de arte? As cores escolhidas, os elementos retratados pelo artista, o material que serve para acolher a manifestação artística e cultural trazem muito
de história. Agora imagine poder unir, quem sabe, mais um século de história e com esse tempo também refletir o momento atual.

É essa a proposta do projeto do artista plástico cacerense, Karlinhos Viana, 53 anos. Apoiado pelo edital da Lei Aldir Blanc ele resolveu colocar sua explosão de cores, de elementos
pantaneiros em telhas centenárias recolhidas dos casarões de Cáceres – MT.

As telhas de barro, produzidas de forma artesanal ainda no século passado foram encontradas jogadas em diversos pontos da cidade e estavam amontoadas no quintal de sua casa, até que o artista tivesse a ideia de propor um projeto que pudesse chamar a atenção para a história da cidade com seus casarões antigos que resistem ao tempo, e pudesse encontrar uma forma de ser apoiado num ano tão complexo como o de 2020, com a pandemia do Coronavírus.

“O ano de 2020 foi um ano muito difícil, o fluxo de pessoas que visitavam nossa cidade reduziu e com isso a nossa venda de telas e artesanato diminuiu muito, principalmente no primeiro
semestre do ano. Ai veio o edital para apoio a Cultura, e fiquei pensando no que poderia propor, e juntamente com a minha esposa, a Clair, resolvemos unir a arte e a história por meio
dessas telhas centenárias que fomos recolhendo ao longo do tempo”, explica.

Segundo ele, ao propor esse projeto o artista quis valorizar a identidade cultural de Cáceres, uma vez que essas telhas foram feitas aqui. “As telhas, os tijolos desses casarões centenários
não vieram de fora, foram feitos aqui, pela nossa gente, e resiste ao tempo, a chuva e ao sol.

Cada uma é única, não tem uma forma padrão. Ela mistura o nosso solo, a nossa água, o suor da nossa gente”, diz o artista, entre uma pincelada e outra de cor.

Carlinhos Viana relembra que algumas dessas telhas que agora recebem sua arte, foram recolhidas na própria casa de família. “estavam ali na casa do meu pai, na rua Tiradentes no
centro da Cidade. Há mais de 40 anos quando meu pai adquiriu a casa, ele tirou essas telhas de uma construção antiga do quintal. Eu pretendia utilizar em uma cobertura aqui em casa
mesmo, mas ai veio a ideia, que graças a Deus tem sido muito bem recebida pela população.

Afinal em uma única peça é possível unir arte e história. Nenhuma telha é igual a outra, e estavam jogadas, sem valor, é uma parte da nossa história, agora elas estão ressignificadas”,
diz.

Pelo projeto da Lei Aldir Blanc estão sendo produzidas 10 telhas, algumas outras serão produzidas e comercializadas pelo artista. As pinturas nas telhas, assim como nas telas
refletem o cotidiano do pantaneiro, os peixes, as aves como araras, periquitos, tucanos, tuiuiús, além das árvores, do rio Paraguai, da onça, da Catedral de São Luiz e da Praça Barão do Rio Branco.

“Minha inspiração está a minha volta, na natureza que nos cerca, nos elementos da nossa cultura”, conta.

Esses elementos também estão presentes no artesanato fabricado com sobras de madeira, árvores e sementes que ele recolhe enquanto caminha pelas ruas e região de Cáceres.

“Praticamente todas as vezes que saio de casa, eu acabo voltando com matéria-prima para minha arte, meu artesanato. Eu procuro respeitar a natureza, sempre buscando reaproveitar o
que ela nos dá, é uma troca de vida”, afirma.

Trajetória:

Antônio Carlos Viana da Costa, conhecido como Carlos Viana, descobriu o gosto pela arte ainda muito cedo, nas aulas de educação artística ministrada pelo Frei Matheus, no Instituto Santa
Maria, em Cáceres. “Ainda na quinta série, aos 11 ou 12 anos, a gente começava a ter aulas de educação artística, essas aulas eram únicas. Nem na universidade a gente tinha salas de
educação artística tão bem montadas como a que nós tínhamos aqui. O Frei explicava tudo, desde arquitetura, ponto de fuga, linha geométrica, pintura, mistura de cores, natureza,
sombras, tudo ele explicava detalhadamente. E quem tem o dom desperta rápido, e eu desde criança gostava. Nas aulas eu levava bronca, porque ficava desenhando meus colegas. Com
isso eu me dedicava mesmo, e o frei percebeu que eu tinha esse dom e ele sempre me ensinava mais detalhadamente, me incentivava... “, relembra.

“Quando eu entrei no quartel, teve um concurso em Cáceres algo como Pinte Cáceres. Eu estava dentro do quartel e tirei em segundo lugar, com uma pintura a lápis HB-6B, eu fiz a
praça Major. Eu comecei num papel, ia muitas vezes a praça para olhar os detalhes, e depois chegava em casa ia colocando na cartolina. Eu nunca mais achei esse desenho, ele estava
arquivado no Museu, mas...” lamenta o artista.

Outro momento marcante e decisivo para sua arte, Carlinhos Viana, lembra que foi o presente dado por seus pais, Natalino Anacleto da Costa e Catarina Viana da Costa. Um curso por
correspondência de desenho artístico e publicitário. “Nessa caixa tinha um material que eu nunca na vida tinha visto, uns compassos, lápis com toda qualidade de grafite. AÍ eu nunca
mais parei”, conta.

Para ganhar dinheiro com o seu dom, Carlinhos Viana começou a fazer pinturas em camisetas, e mapas de escola. Na época cobrava pouco, mas foi o suficiente para ele ganhar fama entre
os adolescentes e a ganhar dinheiro.

“As camisetas eu só pintava em preto e branco, eu tinha medo das cores”, conta. Os personagens que faziam sucesso nos gibis da época eram o que
ele retratava nas camisetas. “eu gostava de sair na cidade e ver as pessoas com as camisetas pintadas por mim”, relembra.

Após esse momento, o artista queria se dedicar a continuar seus estudos, com isso decidiu se mudar para Cuiabá, onde a Universidade de Cuiabá (Unic) iria abrir a primeira turma do curso
superior em Educação Artística. Ao chegar na capital passou a conviver com nomes consagrados na arte mato-grossense na Fundação Cultural, que ministrava aulas de pintura.

Nessa época passou a aprender com Osvaldina, Benedito de Paula, Adir Sodré, Vitor Hugo, Jared Aguiar, Jadis Moura, Amaro Dias, Gervanne de Paula, Nilson Pimenta e Leonie Vitório (Nico) e chegou a participar de exposições.

“Foi aí que me empolguei, cheguei a vender uma tela nessa exposição”, conta.

Para baratear seu custo de produção Carlos Viana aprendeu a fazer as próprias telas, depois aprendeu a fazer moldura, e começou a investir nesse ramo, chegando a montar uma loja em
Cuiabá. Mas a chegada do primeiro filho, hoje com 27 anos, e a necessidade de buscar uma vida mais tranquila, o trouxe de volta para Cáceres, mesmo antes de concluir a tão sonhada
universidade.

“Eu cheguei em um ponto que precisava respirar, estava ficando sufocado, e por isso larguei tudo e vim para Cáceres. Aqui eu passei a viver de forma mais tranquila, mais sossegada. Foi
nessa época que montei uma loja aqui em Cáceres, e que firmei uma parceria com o meu amigo Sebastião Mendes, que também estava começando. Ele estava dando aulas de pintura e
eu fornecia as telas e também moldura para ele e para os alunos.

Eu mesmo cheguei a dar aulas de pintura aqui em Cáceres para várias pessoas. Meu pensamento era formar clientes para o meu negócio, e por um tempo isso rendeu um bom dinheiro para nós.”, recorda.

Sua trajetória profissional inclui uma passagem pela Europa onde expôs e comercializou trabalhos na França, Espanha, Portugal, bem como Peru, Bolívia e em diversos estados Brasileiros.

“Eu sempre fui meio tímido, muito ligado a família e com isso fui adiando muitos planos. No ano passado, eu e o Sebastião estávamos conversando sobre a possibilidade de
juntos fazermos uma exposição na Austrália, na China e em outros lugares, mas ai veio a pandemia, tudo parou e depois fomos surpreendidos com a morte prematura dele. Foi um
choque”, afirma.

Artesanato:

As incursões pelo artesanato começaram com o envolvimento do Turismo. “O Sebrae começou a dar cursos a fim de movimentar o turismo e chamou a atenção para que em Cáceres tivesse produtos regionais e artesanato local a fim de estimular e vincular ao turismo. Com isso acabei me enveredando pelo artesanato também, e me envolvi com a Associação Pantaneira dos Artesãos de Cáceres – APAC - e eu estive à frente da entidade por seis anos”, explica.

Agora, as telas, dividem espaço com o artesanato. Mas os traços regionais estão presentes em qualquer das expressões artísticas. Com pedaços de madeira, peixes, aves e outros ícones de Cáceres e do Pantanal Mato-grossense vão ganhando formas em diferentes tamanhos.

“Se dá pra fazer uma peça grande, eu faço. Se não der, vira um chaveiro. Eu aproveito qualquer material que tenho disponível”, revela. Depois de dar forma à peça, ela ganha as cores, e o
traço do artista.

Por serem peças com um valor mais acessível do que as telas, o artesanato tem uma grande saída. “Graças a Deus, eu consigo vender bem meu artesanato, tanto que tenho que trabalhar
firme para conseguir repor as peças, tanto na minha loja, como no centro de comercialização da Associação, que funciona no prédio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, na Praia
do Daveron, centro de Cáceres”.

Contato do artista:

Para os que desejam adquirir peças do artista
Carlos Viana – (65) 99905-9518

Texto e Fotos: Lygia Lima


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