Deyverson Ferreira de Oliveira Motta, 29 e Kaio Henrique Miranda de Araújo, 25, foram identificados como dois dos 4 mortos no confronto com a Força Tática, na madrugada de sexta-feira (30), no bairro Vila Artur, em Várzea Grande. Kaio tinha várias passagens criminais. Outros dois mortos não portavam documentos e não foram identificados pelas equipes da Segurança Pública.
Em 2016, por exemplo, foi preso ao lado de um comparsa ao tentar roubar uma agencia bancária em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá). Na ação eles usaram um revólver calibre 38 e um simulacro de arma de fogo.
Em 2017, ele também foi alvo da Operação Criminale, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que desarticulou uma quadrilha especializada em roubos contra casas e comércios. A investigação apontou que o grupo ‘alugava’ armas para outros criminosos cometerem crimes.
Já Deyverson era conhecido como ‘Gordinho’, ele tinha passagens por roubo em residenciais de Várzea Grande e chegou a ser preso com simulacro de fuzil em 2018. Os crimes incluíam até cárcere privado.
Em um dos crimes, a polícia encontrou celulares roubados e fotos dos suspeitos utilizando produtos levados das casas das vítimas.
Crime em andamento
De acordo com as informações obtidas pelo Gazeta Digital , a Força Tática recebeu uma denúncia de que a quadrilha iria roubar uma chácara na região de Bonsucesso em Várzea Grande.
Sendo assim, foi montado um cerco com bloqueio, com objetivo de abordar o veículo HB20, conforme denunciado. Quando o carro se aproximou, o motorista não obedeceu as ordens de parada – sinais sonoros e luminosos – e, ao mesmo tempo, os ocupantes sacaram armas de fogo e apontaram para os policiais, que reagiram e atiraram contra o grupo.
Mortes
O motorista parou o veículo, dois dos suspeitos desceram e correram para dentro de um pasto. Eles foram baleados e logo caíram em solo.
Quando os policiais perceberam que não havia mais movimentação, se aproximaram e encontraram Deyverson no banco do motorista e ao seu lado, outro suspeito sem identidade. No pasto, estava Kaio e o comparsa, também sem identidade.
Dois deles apresentavam sinais vitais e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas os feridos não resistiram e morreram no local. Delegada da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Eliane Moraes esteve no local e apreendeu as 4 armas de fogo.
Kaio e Dayverson só foram identificados, pois faziam o uso de tornozeleira eletrônica. O grupo todo estava sem nenhuma documentação. O carro ficou sob responsabilidade da DHPP.
Fonte: Gazeta Digital


