FALSO MAGO PEDE FOTOS DE JOVENS NUAS PARA DESFAZER FEITIÇO EM CUIABÁ
em 27/11/2018 as 08:00
Adolescentes denunciam falso curandeiro que aplica golpes por meio de aplicativo de mensagens de celular e, com a promessa de livrá-las de suposto feitiço, as orienta a ficar nuas e passarem sal no corpo, ao mesmo tempo em que ele acompanha o ritual por chamada de vídeo.
De acordo com o delegado Cláudio Santana, da Delegacia de Mulher de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, o golpe tem como foco as adolescentes e já foi denunciado tanto na capital quanto em cidades do interior do estado. Temos vários registros de casos semelhantes, sempre com o mesmo modo de agir, disse.
A ação começa com uma ligação em que o suspeito se apresenta como macumbeiro e diz ter sido contratado para fazer um feitiço que vai ocasionar vários males à vida da adolescente. À meia-noite, uma coisa vai acontecer, vai cair cabelo, vai ficar na cadeira de roda, uma coisa muito ruim vai acontecer, não estou brincando, diz o criminoso.
Depois de deixar a vítima assustada, o suspeito passa orientações para desfazer o suposto feitiço.
Entra dentro do seu quarto, que vou te ligar por 'videoconferência'. Você tira a roupa e passa o sal no seu corpo, eu vou estar olhando você passar. Quando você terminar de passar, vai sentir alguém saindo de você, diz a suposta orientação.
O curandeiro insiste, pelo aplicativo de conversa, para que a vítima atenda o pedido. A tia de uma adolescente, que não foi identificada, gravou as conversas e ligações e procurou a polícia. Na delegacia, ela descobriu que não se tratava de um caso isolado, mas de um golpe que vem sendo aplicado em várias adolescentes.
A polícia investiga os casos, No entanto, o golpista ainda não foi localizado.
Segundo o delegado, quando preso, o suspeito deve responder por crime de constrangimento ilegal, ameça e outros crimes previstos pelo Estatuto de Criança e do Adolescente (ECA). O delegado orienta ainda que, caso receba uma ligação semelhante, a vítima não mande fotos, não informe endereço e registre boletim de ocorrência.
Ianara Garcia/TVCA
