O secretário de Estado de Segurança Pública, Mauro Zaque, entregou o cargo na última quinta-feira (17), ao governador Pedro Taques (PSDB).
Segundo apurou o MidiaNews, o principal motivo foram divergências quanto a condução da política para o setor.Nesta terça-feira (22), ambos conversaram pela manhã sobre a situação, e Taques não decidiu se aceita, ou não, o pedido do secretário.
Uma nova conversa foi marcada para esta tarde. Conforme o apurado, a expectativa é que Zaque deixe mesmo o cargo.
Até o momento, ele não se posicionou e não está atendendo a imprensa.
Oficialmente, o secretário de Estado Comunicação, Jean Campos, negou que tenha havido o pedido de exoneração.
"Ninguém é insubstituível"
Em entrevista à TV Gazeta, na manhã de hoje, Taques falou sobre a situação. Ele elogiou o trababalho de Zaque, mas não confirmou o pedido de exoneração.
"Eu conversei com o secretário antes de vir para cá, e marcamos para conversar depois desta importante entrevista. Agora, uma coisa é certa, a criminalidade no Estado, em razão do trabalho do Dr. Mauro Zaque, do Fábio Galindo, e pela competência da Polícia Militar, do Coronel Zaquel, e o Peralta (Polícia Civil), que desempenham um trabalho firme na Segurança. Agora ainda falta muito. Eu vi essa notícia de manhã (sobre a saída) e vou conversar com o secretário para saber se isso é fato ou não. É um fato importante, mas preciso saber se isso é verdade ou não", disse.
Taques reiterou que, em sua equipe, não há pessoas "insubistituíveis".
"Quando chamei todos os secretários, eu e o vice-governador afirmamos que a cara que estava na urna era a minha e a dele. Ninguém é insubstituível. O Levy acabou de sair (do Ministério da Fazenda) e o Brasil não acabou. E da mesma maneira os secretários", disse.