<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/o-ideal-seria-cortarmos-com-300-homens-na-fronteira-diz-comandante-do-gefron/assis/" rel="attachment wp-att-40241"><img class="aligncenter size-full wp-image-40241" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/10/assis.jpg" alt="assis" width="640" height="397" /></a>Responsável pela segurança na fronteira do estado de Mato Grosso, em especial aqueles 780 explosivos quilômetros com a Bolívia, o terceiro país do mundo em produção e exportação de cocaína, o comandante do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), tenente-coronel Jonildo José de Assis, acredita que a ação estratégica e a integridade de seus homens são as suas principais armas.
A segurança na fronteira e o combate ao narcotráfico, segundo ele, estão longe do ideal, mas muitos resultados vêm aparecendo. Somente neste ano, foi apreendida 1,5 tonelada de entorpecentes, mais do que o dobro da quantidade apreendida no ano passado.
Dentro das nossas limitações, nós estamos fazendo o nosso trabalho, e um excelente trabalho, que com certeza será reconhecido lá na frente, afirma, nesta entrevista exclusiva concedida ao <strong>Midianews</strong>.
O combate ao crime, para ele, não se faz apenas com repressão: é preciso quebrar a cadeia econômica do tráfico e do crime organizado, oferecendo alternativas aos jovens, hoje facilmente aliciáveis.
Diplomático (e com a mesma disciplina que ele exige de seus comandados), o tenente-coronel evitou tecer quaisquer críticas às forças federais que também atuam na fronteira, também não lhes reservando muitos elogios - o que deixa a transparecer que, assim como o Gefron, cada uma delas faz mais do que pode e menos do que devia.
O tenente-coronel também comentou, pela primeira vez, a abordagem feita pelos policias do Grupo à equipe da <strong>TV Centro América</strong>, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso, que tentou simular o transporte de cocaína, na rodovia MT-070, próxima a Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá).
Segundo ele, os policiais apenas realizaram os seus trabalhos dentro da legalidade e que em nenhum momento se exacerbaram ou quiseram destratar os profissionais. Para o comandante, a ação da TV em tentar mostrar a fragilidade da fronteira, colocou os próprios profissionais em risco.
A fronteira é um local muito perigoso. Lá existem facções criminosas que atuam subtraindo drogas de outros criminosos. Se eles encontrassem um grupo desses ali no meio do mato, onde eles dizem ter passado, isso poderia causar prejuízo à integridade física deles, disse.
Nesta entrevista, o coronel ainda falou sobre a rotina dos policiais do Gefron para impedir a entrada de drogas no Brasil e sobre o combate a outros crimes típicos de fronteira, como roubo de carro, contrabando, tráfico de pessoas e outros.
<span style="color: #800000;"><strong>Confira os pricipais trechos da entrevista :<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/o-ideal-seria-cortarmos-com-300-homens-na-fronteira-diz-comandante-do-gefron/8860f205f9fbad7cfdfbf8a00c36dc3d/" rel="attachment wp-att-40242"><img class=" size-full wp-image-40242 alignleft" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/10/8860f205f9fbad7cfdfbf8a00c36dc3d.jpg" alt="8860f205f9fbad7cfdfbf8a00c36dc3d" width="438" height="292" /></a> </strong></span>
<strong>MidiaNews Como está o combate ao narcotráfico na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia?</strong>
<strong>Coronel Assis -</strong> A nossa atuação na faixa de fronteira é diuturna, lógico que, com as atuais condições do Grupo, não tem como patrulhar 700 km de fronteira seca e mais 250 km de área alegada e alagável. Sempre alguma coisa vai passar, como passa. Hoje, nós contamos com uma base operacional no município de Porto Esperidião, que foi muito bem alocada, porque fica em um ponto estratégico para subir para Comodoro e Pontes e Lacerda e para descer para Cáceres e Poconé . E temos também mais outros três postos estacados dentro da fronteira, um chamado posto da Lagoa Verde, nas proximidades de Porto Esperidião, o posto do Matão, no município de Pontes e Lacerda, e o posto de Vila Cardoso. Então, as nossas operações se baseiam no sentido de que esses postos fazem a fiscalização fixa e as viaturas fazem as fiscalizações móveis, irradiando as operações dos postos.
<strong>MidiaNews Sabe-se da existência de várias outras estradas abertas pelos traficantes na fronteira, inclusive dentro de fazendas, que servem de rota da droga. Como o Gefron atua para que isso não aconteça?<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/o-ideal-seria-cortarmos-com-300-homens-na-fronteira-diz-comandante-do-gefron/c67b1b2d30f1831891cf2a04e2189381/" rel="attachment wp-att-40243"><img class="aligncenter size-full wp-image-40243" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/10/c67b1b2d30f1831891cf2a04e2189381.jpg" alt="c67b1b2d30f1831891cf2a04e2189381" width="640" height="360" /></a></strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Realmente, os postos já estão defasados em questão de localização. À época, quando eles foram criados, estavam no entroncamento onde todas as vias vicinais se encontravam, então fatalmente seria fiscalizado pelo Gefron. Hoje já se criaram vários desvios, portanto, alguns postos já estão sendo repensados. Mas a fiscalização também é feita nessas novas estradas. Os nossos postos hoje são apenas um apoio para irradiamos operações em toda a faixa da fronteira. Porque, veja bem, a nossa área de atuação é bastante complexa. Na fronteira entre o Brasil e Bolívia temos três ecossistemas definidos, o Pantanal Mato-grossense, o Cerrado e a Floresta Amazônica, isso é bastante complicado para o nosso policial que fica ali exposto ao tempo, e também a doenças como malária, picadas de animais peçonhentos e outros riscos. Então, os postos são como apoio, para proporcionar esse recarregar de baterias ao policial, pois lá ele vai ter uma refeição quente, chuveiro, cama para descansar e depois retornar à sua atividade de fiscalização na fronteira.
<strong>MidiaNews Quantos homens atuam no Gefron atualmente?</strong>
<strong>Coronel Assis -</strong> O Gefron hoje atua com 100 homens. Esses policiais são divididos em escalas.
<strong>MidiaNews Quantos homens seriam ideais para atuar na fronteira ?<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/o-ideal-seria-cortarmos-com-300-homens-na-fronteira-diz-comandante-do-gefron/00f1585c0457d649d69bc02ca715d4a7/" rel="attachment wp-att-40244"><img class=" size-full wp-image-40244 alignleft" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/10/00f1585c0457d649d69bc02ca715d4a7.jpg" alt="00f1585c0457d649d69bc02ca715d4a7" width="438" height="292" /></a></strong>
<strong>Coronel Assis </strong> O ideal hoje seria pelo menos três vezes mais do que nós temos hoje, ou seja, 300 homens. Mas, a falta de efetivo atualmente é uma situação que afeta todos os ramos da Segurança Pública, quer seja na Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros, Perícia Técnica. Estamos em conversação com a Secretaria de Segurança para selecionar alguns desses novos policiais que foram chamados pelo Governo para ir para o Gefron. Chegando lá, eles irão passar por uma capacitação para atuar na faixa de fronteira.
<strong>MidiaNews O grupo conta com quantas viaturas? Há aviões para fazer patrulhamento aéreo?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Nós não temos nada aéreo, porque a parte aérea fica com o Comando do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que é uma coordenadoria integrada do policiamento aéreo. Quando precisamos desse policiamento, apresentamos a nossa demanda e eles vão nos atender. Quanto a viaturas, o Gefron possui dez veículos na sua frota.<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/o-ideal-seria-cortarmos-com-300-homens-na-fronteira-diz-comandante-do-gefron/18257_resize_620_380_true_false_null/" rel="attachment wp-att-40245"><img class=" size-full wp-image-40245 alignright" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/10/18257_resize_620_380_true_false_null.jpg" alt="18257_resize_620_380_true_false_null" width="448" height="283" /></a>
<strong>MidiaNews Essas dez viaturas atende a demanda do Gefron na fronteira?</strong>
<strong>Coronel Assis -</strong> Em termos de frota está muito bem. Porque o que acontece, para o efetivo que eu tenho hoje, está me atendendo. Agora, aumentando o meu efetivo, naturalmente tem que aumentar as viaturas e não só as viaturas, como o armamento, uniforme e alimentação.
<strong>MidiaNews No patrulhamento diário acontecem muitos confrontos entre policiais do Gefron e traficantes?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Os traficantes sempre estão armados quando estão trazendo as suas drogas, mas os confrontos não são uma rotina, até porque eles (traficantes) tentam passar com as drogas acondicionadas nos veículos, em compartilhamentos escondidos. Então, muito raramente eles vêm para confrontos, ou reagem a alguma abordagem do Gefron. Mas os policiais estão preparados caso aconteça.
<strong>MidiaNews - Além dos acondicionamentos nos veículos, quais são os modos que traficantes usam para tentarem passar com a droga na fronteira?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> A droga entra de várias maneiras. Tem a modalidade das "mulas" humanas, em que pessoas carregam as drogas em mochilas, sacos, e vem andando até passar pela fronteira, outras que engolem as drogas, acondicionam em seus corpos, e também os que tentam passar de bicicleta. Outra mobilidade são as aeronaves, que arremessam as drogas em determinado ponto, e as que já levam diretamente para os grandes centros. E por fim, pelos rios. O espaço aéreo não é da nossa competência, mas nós atuamos nos rios, temos policiais especializados para combater o tráfico via fluvial.
<strong>MidiaNews - A droga que passa na fronteira segue que rota?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> A maioria para o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerias, Goiânia e também para cidades da Europa.
<strong>MidiaNews Alguma porcentagem dessa droga fica em Mato Grosso?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Sim, não sabemos dizer a porcentagem, mas com certeza fica.
<strong>MidiaNews- Todas essas drogas são produzidas na Bolívia?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Sim, todas na Bolívia.
<strong>MidiaNews O senhor tem conhecimento de alguma conversação entre o Brasil e Bolívia para coibir a fabricação desse produto?<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/o-ideal-seria-cortarmos-com-300-homens-na-fronteira-diz-comandante-do-gefron/10678629_621384887971133_7244901114287849108_n-2/" rel="attachment wp-att-40247"><img class="aligncenter size-full wp-image-40247" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/10/10678629_621384887971133_7244901114287849108_n.jpg" alt="10678629_621384887971133_7244901114287849108_n" width="640" height="384" /></a></strong>
<strong>Coronel Assis-</strong> Existem sim alguns projetos nesse sentido, mas não tenho muito conhecimento, porque foge da minha atribuição. O que posso falar é da cooperação entre as forças dos policiais do Gefron com a polícia boliviana. Por várias vezes eles já nos entregaram veículos roubados do Brasil, que foram apreendidos por lá.
<strong>MidiaNews A segurança na fronteira é de responsabilidade do Governo Federal. O Exército está presente naquela área?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> O Exército Brasileiro sempre se fez presente na fronteira através dos seus destacamentos. Hoje eles implementaram os pelotões especiais de fronteira, que é um implemento de efetivo especializado e eles fazem as suas rondas ali, dentro das suas especificidades. O Exército Brasileiro sempre nos apoiou na fronteira.
<strong>MidiaNews Falta investimento do governo federal na fronteira entre Bolívia e Mato Grosso?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Não tenho competência para falar sobre isso.
<strong>MidiaNews- Quantos quilos de drogas já foram apreendidos pelo Gefron em 2015?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Em 2015 nós já apreendemos 1,5 tonelada de drogas. Em 2014, foram apreendidos 849 quilos, ou seja, nem acabou o ano e nós já apreendemos quase o dobro da droga apreendida em todo o ano passado.
<strong>MidiaNews E quantos veículos já foram recuperados?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Já recuperamos 74 veículos roubados neste ano. Em 2014 foram 40. Também apreendemos 140 carros em 2015 e localizamos 5.
<strong>MidiaNews Há estáticas de quantas armas, munições, dinheiro e pessoas apreendidos?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Sim. Neste ano 27 armas foram apreendidas, 411.100 munições e 34 pessoas foram presas por mandados. Apreendemos R$ 1,7 milhão e US$ 4,1 mil. Também apreendemos 22.430 produtos de contrabando.
<strong&ggt;MidiaNews- Além de aumento de efetivo, veículos e armamentos, o que senhor acredita ser necessário para coibir o tráfico de drogas na fronteira?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Na verdade, é preciso que sejam implementadas políticas públicas na faixa da fronteira. Porque o crime de tráfico de drogas é muito atrativo pela questão da rentabilidade. Então, atrair jovens para trabalhar de mulas é fácil, porque é mais rentável do que, por exemplo, o trabalho de peão de gado de uma fazenda, onde ela vai ganhar um salário mínimo. Acredito que tem que ter uma questão de políticas públicas voltada para educação, projetos sociais, esportes, no sentido de trazer essa pessoa para o lado do bem. Nós, do Gefron, estamos trabalhando para poder contribuir de certa forma, através da nossa base operacional em Porto Esperidião, para ajudar os jovens de lá, a exemplo dos programas sociais que acontecem aqui na Capital também. Mas isso ainda é muito pouco em um universo de 28 municípios, então essas políticas públicas precisam chegar lá. Tem que se investir na parte repressiva, sim, tem que se investir, mas tem que investir também em questão de políticas públicas. Isso é básico, essencial.
<strong>MidiaNews Além do tráfico de drogas, quais são outros crimes que acontecem na fronteira?<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/o-ideal-seria-cortarmos-com-300-homens-na-fronteira-diz-comandante-do-gefron/assis/" rel="attachment wp-att-40241"><img class="aligncenter size-full wp-image-40241" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/10/assis.jpg" alt="assis" width="640" height="397" /></a></strong>
<strong>Coronel Assis </strong> A faixa de fronteira trata com todo tipo de crime. Contrabando, crimes ambientais, tráfico de pessoas, defensivos agrícolas que entram sem recolher impostos, tráfico de armas, munições e combustível. E o Gefron atua em todas essas frentes, nós temos "n" crimes na faixa de fronteira. É uma área politicamente sensível, no sentido de que uma ocorrência na faixa de fronteira tem repercussão local, municipal, estadual, nacional e internacional, porque em Cáceres nós temos um consulado da Bolívia, nós estamos tratando com cidadãos de outro país; por isso, a capacitação do policial é muito importante.
<strong>MidiaNews Recentemente houveram algumas expulsões de policiais do Gefron, que estavam exigindo propina para facilitar o contrabando. Isso prejudica o trabalho do grupo?</strong>
<strong>Coronel Assis-</strong> Na verdade, esses policiais que saíram não eram do Gefron. Eles foram do Gefron na época em que aconteceu o fato. Depois que aconteceu, eles forma mandados embora. Daí, eles voltaram para as fileiras da Polícia Militar, onde permaneceram até o transcorrer de todo o processo. Hoje, os policiais do Gefron se preocupam muito com a imagem do grupo, o policial do Gefron é um exemplo do policial polido, do policial honesto, mesmo porque nós pregamos muito isso onde nós passamos como comandante.
<strong>MidiaNews Neste final de semana está sendo realizada uma operação na fronteira. Como estão sendo feitos os trabalhos?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> O Estado de Mato Grosso, dentro dessa estratégia nacional de fronteira, criou o Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira. Esse órgão congrega as instituições policiais, Judiciário, Ministério Público, Receita Federal e outros para discutir a questão da fronteira. A partir das reuniões foi criada a Operação Força Tarefa. Essa já é a nona edição. Por congregar todas as forças, temos resultados muitos expressivos, no sentido de apreensão de drogas, carros e prisão de pessoas. E essa operação é um modelo para todo o Brasil.
<strong>MidiaNews- Como o senhor avalia a polêmica envolvendo a reportagem da TV Centro América, que tentava mostrar a fragilidade da fronteira?<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/o-ideal-seria-cortarmos-com-300-homens-na-fronteira-diz-comandante-do-gefron/aa9731b4e6a9a6f2a8011ebf957d6825/" rel="attachment wp-att-40248"><img class=" size-full wp-image-40248 alignleft" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/10/aa9731b4e6a9a6f2a8011ebf957d6825.jpg" alt="aa9731b4e6a9a6f2a8011ebf957d6825" width="448" height="298" /></a></strong>
<strong>Coronel Assis -</strong> Eu entendo que a imprensa nos auxilia muito; nós, inclusive, precisamos desse espaço nos veículos de comunicação, para que as coisas que acontecem na fronteira, sejam noticiadas, sejam elas positivas ou negativas. Com relação à detenção dos profissionais da TV Centro América, para nós foi uma situação de serviço. Os policiais que realizaram a abordagem em nenhum momento se exacerbaram, ou quiseram de alguma forma destratá-los. Quando foi identificado o produto de pó branco, parecido com cocaína, eles foram conduzidos para a delegacia. Não houve nada além disso.
<strong>MidiaNews Três associações ligadas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros emitiram uma nota de repúdio à TV. Eles afirmaram que aquele tipo de reportagem incentivaria o tráfico de drogas. O senhor concorda?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Eu acredito que existem duas fases, nesse caso. A fase sim, de incentivar, mas também a fase de mostrar que precisamos de mais investimentos na fronteira para acabar com a sua fragilidade. Como disse o próprio secretário de Estado de Segurança Pública, Mauro Zaque, a nossa situação não é a ideal, ela está longe de ser, mas dentro das nossas limitações, nós estamos fazendo o nosso trabalho, e um excelente trabalho, que com certeza será reconhecido lá na frente. A tendência é só melhorar, até porque a Segurança Pública é uma das prioridades do governador Pedro Taques, e não há como falar de Segurança Pública sem pensar em algo estratégico para fronteira. Pois a droga que entra lá é a droga que é vendida aqui na boca-fumo. Então, quando se dificulta lá para entrar, se dificulta aqui para vender, e isso representa também menos roubos, homicídios, furtos, ou seja, menos toda a gama de criminalidade que a droga traz..
<strong>MidiaNews - O jornalista e os funcionários da TV poderiam correr algum tipo de risco ao tentar passar com as drogas falsas na fronteira?</strong>
<strong>Coronel Assis </strong> Sim. E essa foi uma das preocupações dos policiais da Gefron. Eles colocaram as suas vidas em risco, pois a fronteira é um local muito perigoso. Lá existem facções criminosas que atuam subtraindo drogas de outros criminosos. Se eles encontrassem um grupo desses ali no meio do mato, onde eles dizem ter passado, isso poderia causar prejuízo à integridade física deles, principalmente depois que os criminosos descobrissem que o que tinha no carro não eram drogas de verdade.
Fonte:midianews