<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/quadrilha-que-atirou-em-delegado-mantinha-8-pessoas-refens-em-mt/caminhaotiro620x465/" rel="attachment wp-att-36266"><img class="aligncenter size-full wp-image-36266" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/06/caminhaotiro620x465.jpg" alt="caminhaotiro620x465" width="620" height="465" /></a>A quadrilha que atirou contra um delegado e um policial civil, na madrugada desta sexta-feira (5), mantinha oito pessoas reféns em uma fazenda de Barra do Bugres, a 169 km de <a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/cuiaba.html">Cuiabá</a>. O grupo foi abordado por policiais na operação 'Boi bandido', que investigava a ação de uma organização criminosa que roubava gados e defensivos agrícolas em Mato Grosso. Os reféns foram liberados sem ferimentos.
De acordo com a Polícia Civil, seis integrantes foram presos e dois foram mortos na ação. Um dos assaltantes que foi morto era o líder da quadrilha e foi ele quem atirou contra o delegado e o policial. O delegado Nelder Martins Pereira foi atingido por um tiro na lateral do tórax, sem projétil alojado.
Já o investigador Antenor Francisco da Silva foi baleado na panturrilha. Os dois passam por atendimento médico em hospitais de <a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/tangara-da-serra.html">Tangará da Serra</a>, a 242 km da capital, e não correm risco de morte.<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/quadrilha-que-atirou-em-delegado-mantinha-8-pessoas-refens-em-mt/delegadonelder346x260/" rel="attachment wp-att-36267"><img class=" size-full wp-image-36267 alignleft" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/06/delegadonelder346x260.jpg" alt="delegadonelder346x260" width="346" height="260" /></a>
As investigações apontaram que o grupo iria cometer o assalto em uma fazenda que fica a 40 km de <a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/barra-do-bugres.html">Barra do Bugres</a>, no Distrito de Currupira, e levaria o gado para Tangará da Serra e<a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/jangada.html">Jangada</a>. Dois delegados e 14 policiais se prepararam para a operação.
Duas das carretas foram abordadas em uma barreira montada na estrada. Uma delas vinha na frente, quando foi parada pelos policiais. O motorista estava na posse de uma pistola e foi preso. Um outro veículo menor, que agia como batedor das carretas, fugiu ao perceber os policiais. O motorista da segunda carreta jogou o veículo contra os policiais, atirou contra a equipe e acabou morto a tiros.
O primeiro caminhoneiro preso levou os policiais até o local do roubo, onde havia mais seis assaltantes na fazenda. De acordo com o delegado de Tangará da Serra, Alexandre Franco, os bandidos estavam na propriedade deste o final da tarde de quinta-feira, e lá renderam oito pessoas que estavam no imóvel, sendo seis adultos e duas crianças. O delegado explicou como a quadrilha agia.
"Eles chegam ao final da tarde na fazenda, rendem as pessoas que estariam na propriedade, separam o gado e prendem no curral. Depois ligam para os caminhões fazer o carregamento. Quando o caminhão deixa a propriedade, liberam os reféns e saem da fazenda", explicou.
Por terem conhecimento que existiam reféns no local, os policiais deixaram as viaturas e se aproximaram a pé da sede da fazenda. De acordo com a Polícia Civil, os outros cinco integrantes foram presos na propriedade ao serem abordados na saída e no curral da fazenda.
O líder da quadrilha entrou em um carro que pertencia a um dos reféns e jogou o veículo contra os policiais e ainda atirou ao mesmo tempo. Foi nesse momento que o delegado e o investigador foram atingidos. O suspeito foi morto a tiros após reagir.
Uma equipe policial continua na região para tentar localizar os outros integrantes do grupo. Os seis assaltantes presos foram levados para a delegacia de Tangará da Serra. Eles devem responder por roubo qualificado, formação de quadrilha e resistência à prisão. Na operação a polícia apreendeu três motocicletas, três carretas carregadas de gado e um veículo que pertencia aos moradores.
<strong>Investigações</strong>
O delegado informou que quadrilha era monitorada há três meses por agir em vários roubos de gado e defensivos agrícolas por toda região do Médio-Norte e também no Oeste de Mato Grosso. O grupo, formado por mais de 20 pessoas, teria roubado gado e defensivos agrícolas em fazendas de Tangará da Serra, <a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/alto-paraguai.html">Alto Paraguai</a>, Nobre, <a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/rosario-oeste.html">Rosário Oeste</a>, Campo Novo dos Parecis e <a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/salto-do-ceu.html">Salto do Céu</a>.
"São assaltantes que agem com violência e usam armamento pesado. Eles adentram nas propriedades, rendem famílias e funcionários, separam e carregam o gado em caminhões", pontuou o delegado.
Do total de integrantes a polícia diz que 16 já foram presos em outras investigações, sem contar com os seis assaltantes presos nesta sexta-feira. Em abril, <a href="http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2015/04/grupo-e-preso-em-mt-com-carga-de-agrotoxicos-avaliada-em-r-500-mil.html" target="_self">sete assaltantes foram presos pela polícia</a> com uma carga de defensivos agrícolas, avaliada em R$ 500 mil, na cidade de Campo Novo dos Parecis, a 397 km de Cuiabá.
Outros sete membros foram presos pela Polícia Militar, na zona rural de Salto Céu, em uma fazenda onde iriam roubar gados, no dia 9 de maio.
Em Tangará da Serra, um receptador também foi preso durante as investigações e no dia 27 de maio foi preso outro suspeito com um fuzil calibre 30 e 30 munições que seria entregue ao líder da quadrilha, morto na ação desta sexta-feira.
G1/MT