Na sexta feira, 11/01, Investigadores da Delegacia Especializada da Defesa da Mulher, sob o comando da delegada Dra. Judá Maali, realizou a prisão do suspeito de iniciais F.E.C.L.C. de 31 anos, acusado de estupro de vulnerável, contra o seu próprio afilhado, sendo um menor de 05 anos.

Segundo a delegada, na data de 21/11/2018, uma senhora (mãe do menor), procurou a referida delegacia para registrar boletim de ocorrência dos fatos, que na verdade, segundo a comunicante, teria acontecido no dia 31/10/2018, as 20:30Hs, que estavam deitados assistindo TV e olhava o celular do seu filho e viu um vídeo do seu filho manipulando o seu orgão genital, como se soubesse o que estava fazendo, apesar da pouca idade, e ao questionar sobre o vídeo, o seu filho ficou envergonhado e começou a chorar.

Após conseguir a confiança do mesmo, ele disse que o seu padrinho (F.E.C.L.C.) teria ensinado ele fazer aquilo, que ainda penetrou o dedo em seu ânus, que lhe causou dor.

Diante da situação ela (mãe), procurou a delegacia de policia para comunicar o fato e pedir providências.

Dra. Judá Maali, disse que á partir dai, começou uma grande investigação sobre o caso, inclusive, ouvindo várias pessoas, onde a mãe da vítima, disse que reconheceu o local onde o vídeo foi gravado, sendo realmente a casa do seu padrinho (suspeito), disse ainda que o suspeito e a sua esposa eram as únicas pessoas que ela confiava em deixar o filho (vítima).

A criança também foi ouvida na delegacia (acompanhada da mãe e de uma psicóloga), onde o mesmo disse que o seu padrinho já lhe mostrou filme de 'piu-piu', contou ainda que o padrinho abaixou a calça e 'fez coisa com o piu-piu', em seguida perguntaram a criança o que o seu padrinho colocava em seu bum-bum, nisso, ele (criança) respondeu que colocava o dedo e o piu-piu.

A vítima disse também que seu padrinho já mostrou filme de 'piu-piu' pra ele e seu irmão, também menor, depois encerrou dizendo que ele (padrinho) é malvado.

OUTRO LADO

Por sua vez, o suspeito F.E.C.L.C. também foi ouvido e disse que tem uma grande amizade com a mãe da vítima, inclusive conhece seu pai, que ele (suspeito) se casou no mês de agosto de 2016, desde então, ela (mãe) deixa o menor em sua casa, sendo que ele as vezes dormia em sua casa, mas que em relação ao abuso, isso jamais aconteceu e se prontificou ir até a delegacia para registrar boletim de ocorrência, pois isso não procede, contou ainda que já veio até a referida delegacia por 02 vezes e nenhum boletim de ocorrência havia sido registrado contra ele, mas um certo tempo depois ficou sabendo que a mãe dele (vítima) havia registrado um boletim de ocorrência em seu desfavor, que jamais praticaria qualquer ato dessa natureza com uma criança, pois, convive com o mesmo há muito tempo.