HOSPITAL É ACUSADO DE MINISTRAR ALTAS DOSES DE MORFINA E AMARRAR PACIENTES COM COVID
em 19/04/2021 as 08:15
O Hospital São Judas, em Cuiabá, está sendo acusado por funcionários de ter ministrado altas doses de morfina (analgésico usado para aliviar dores severas) em pacientes de covid. Nos depoimentos constam ainda que a unidade teria deixado uma mulher com ferimentos nas mãos após a amarrem numa cama.
As informações foram divulgadas pela TV Vila Real, no sábado (17), e fazem parte da última fase do inquérito da Polícia Civil, sob responsabilidade da delegada Luciane Barros Pereira Lima.
Segundo a reportagem, a delegada afirmou que testemunhas disseram em depoimentos que a quantidade de morfina na hora da intubação era extremamente alta, o que pode ter gerado ainda mais complicações aos doentes. É importante lembra que a morfina é um remédio analgésico da classe dos opioides, que tem um potente efeito no tratamento da dor crônica ou aguda muito intensa, como dor pós-cirúrgica, dor causada por queimaduras ou por doenças graves, como câncer e osteoartrose avançada, por exemplo.
A delegada não informou se a mulher que teria sido amarrada se recuperou da doença e se familiares dela serão ouvidos no inquérito. No entanto, a Polícia Civil vai ouvir outros dois pacientes que estavam internados com o Major da PM Major Thiago Martins de Souza.
O fato ocorre após a técnica de enfermagem Amanda Delmondes Benício denunciar de que houve negligência na internação do PM, que morreu no último dia 3.
A técnica de enfermagem denunciou que o Hospital São Judas Tadeu teria realizado dezenas de procedimentos médicos de forma errada que culminaram na morte de outros pacientes com covid.
Ela ainda acusa o hospital de desligar o oxigênio e matar doentes.
Todas as denúncias foram negadas pelo São Judas Tadeu como o leitor pode ver AQUI.
RpórterMT
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