Inicialmente quero me apresentar a vocês. Sou Cristina Ferreira da Silva, psicóloga, registrada pelo CRP-MT 18/04756, trabalho no consultório sito a Rua 06 de Outubro, nº 160 no
Centro de Cáceres – MT. Atuo como Psicóloga voluntária na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, pois durante a graduação iniciei o estágio dentro desta unidade, juntamente com a
Psicóloga Suely de Abreu, através do Conselho da Comunidade de Cáceres.

Era um sonho se tornando realidade, pois há muito tempo desejava ajudar a comunidade de alguma forma, e quando recebi este desafio, prontamente aceitei, porque sabia que ali precisava de um profissional.

Após a graduação, como agradecimento a Deus, continuei a trabalhar com este projeto e depois de 01 ano de trabalho, por motivo pessoal, minha sócia precisou afastar.

Com o passar dos dias senti que não poderia parar, porque percebi o quanto era importante para mim o desenvolvimento deste projeto, bem como a necessidade de um profissional atuando na Unidade Penal.

A profissão do Psicólogo está sendo essencial na atualidade e cada vez mais procurada nesse momento atípico em que estamos vivendo, e na cadeia pública não é diferente.

Desta forma busquei devolver a autoestima e a qualidade de vida das mulheres que são excluídas da sociedade por cometerem algum tipo de crime. Na psicologia desenvolvemos o senso da empatia, e ao não julgamento, que para mim são ensinamentos bíblicos, “amai uns aos outros como eu vos amei”. E nesse sentido acredito que todo ser humano é capaz de se tornar uma pessoa cada dia melhor, basta acreditarmos nisso e a ajuda-lo, dando uma segunda chance.

O presente projeto visa auxiliares mulheres que estão em cárcere privado, tendo como proposta a intervenção psicológica na carceragem, que atualmente se dá através das consultas via rede social, Skype, uma vez por semana. Temos recuperandas de várias cidades do Mato Grosso, até mesmo fora do Estado.

São realizadas algumas comemorações como dia das mulheres, dia das mães, setembro amarelo, janeiro branco, outubro rosa, natal, sempre buscando proporcionar às mulheres a melhoria da qualidade de vida, despertar a valorização de si, proporcionar à superação das necessidades básicas e expectativas de vida de cada uma, recordar as experiências vividas, promover sua autoestima, resgatar e defender a dignidade.

Encontram-se ali mulheres que foram encarceradas por diversos crimes e os sentimentos mais comuns apresentadas por essas mulheres são: tristeza, inquietação, ansiedade, medo entre outros.

Desenvolvo junto com a direção ciclos de palestras com dinâmicas, de diversos temas como o abandono, a família, saúde e o conhecimento sobre seus direitos e deveres perante a
sociedade e na sua estadia enquanto estiver ali encarcerada, atendimentos individuais entre outros, também envolvemos os familiares nas datas comemorativas como dia das mães na busca de que elas saiam de lá acreditando que é possível ter uma vida digna sem voltar à criminalidade e que sintam abraçadas e protegidas pela família, proporcionamos momentos agradáveis com brindes que são permitidos a entrada na unidade.

Por Cristina Ferreira da Silva/Psicóloga CRP-MT 18/04756