A jovem G.M.R, de 19 anos, foi detida após ser identificada como a responsável por compartilhar áudios prometendo um massacre a Escola Estadual Jaime Veríssimo de Campos Junior, o Jaiminho, no bairro Jardim dos Estados, em Várzea Grande. Conforme Boletim de Ocorrência, a equipe de inteligência do 4º batalhão da PM constatou que a suspeita G.M.R enviou alguns áudios, via aplicativo Whatsapp, dizendo que comandaria um massacre nas escolas Jaime Veríssimo de Campos Junior e Marlene Marques. 

A atitude gerou um alerta na comunidade escolar. Pais e alunos ficaram assustando chegando a registrar diversos boletins de ocorrência.

Em um print de conversas em Whatsapp, revela-se a criação de um grupo denominado Massacre em MT. Diversos adolescentes estariam participando dos diálogos.

Um dos jovens que estava no grupo relatou a polícia que a jovem mandou os áudios e depois registrou BO, como medo de sofrer represálias. A Polícia Militar foi até a casa da suspeita, que apontou um rapaz identificado como B.L. como o criador do grupo  com o objetivo de planejar um ataque a escolas.

A jovem disse que mandou mensagem para o criador do grupo dizendo: "eu tô de boa mano" e saiu do grupo. No entanto, antes teria tirado um print e depois postou em seu próprio status  com a legenda o baguio vai ficar louco". A jovem foi detida e levada para delegacia para prestar esclarecimentos do caso.

Na semana passada, em Cáceres, uma diretora de escola procurou a polícia para relatar a denúncia de um pai, que descobriu um grupo em que adolescentes estavam brincando com o ocorrido em São Paulo e afirmando que iriam repetir o massacre.

Na semana passada, dois ex-alunos efetuaram disparos dentro de uma escola em Suzano (Grande São Paulo) matando ao menos oito pessoas. Antes, os assassinos mataram um comerciante na região, tio de um dos atiradores. Um vídeo de uma câmera de segurança mostra os dois atiradores chegando à escola no veículo branco, em frente à entrada da unidade de ensino.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o interior da escola após o massacre. Nas imagens é possível ver pelo menos quatro corpos no chão, enquanto outros estudantes correm desesperados e gritando. Assim que a polícia chega no local, um dos atiradores mata o comparsa e em seguida se suicida.

NOTA SEDUC 

A Secretaria de Estado de Educação esclareceu que está acompanhando o caso e tratando assunto de forma criteriosa e tentando resolver a situação internamente com a comunidade escolar para evitar que sejam criados caos e pânico em relação ao caso. "Em relação ao caso de possível apologia ao crime em uma escola estadual do município de Cáceres, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa que:

1 - Está acompanhado o caso de perto e, juntamente com a Promotoria de Justiça da Comarca de Cáceres e a Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), está tomando todas as providências para tranquilizar e garantir a segurança de toda a comunidade escolar;

2 - Nesta segunda-feira (18.03), pela manhã, a assessoria pedagógica de Cáceres e a direção da escola se reuniram com a Promotoria de Justiça do município para tratar do assunto. No período da tarde, a assessoria se reunirá com a comunidade para repassar, aos pais e alunos, as orientações recebidas;

3 - A Seduc está tratando do assunto de forma criteriosa e tentando resolver a situação internamente com a comunidade escolar para evitar que sejam criados caos e pânico em relação ao caso."

Folhamax