Ocorrência Policial — Foto por: Montagem/RepórterMT

A juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri Siqueira, converteu em prisão domiciliar a custódia de Silvana Ferreira da Silva, de 34 anos, presa nessa terça-feira (24), acusada de matar dois ex-namorados em Cuiabá e Várzea Grande. Ela foi detida logo após dar à luz no Pronto-Socorro de Várzea Grande, onde estava internada para o parto.

Silvana foi presa em cumprimento a mandado judicial expedido após o trânsito em julgado da condenação e a revogação de benefício anterior. Ela havia obtido prisão domiciliar, mas o benefício foi suspenso por descumprimento das condições impostas pela Justiça.

Durante a audiência, a defesa pediu a concessão de nova prisão domiciliar, argumentando que a ré está em pleno período de amamentação de uma recém-nascida, com apenas dois dias de vida, além de ser mãe de outra criança de 1 ano e 4 meses, o que exigiria a presença materna.

Condenada pelo Tribunal do Júri, Silvana recebeu pena de 24 anos e 6 meses de reclusão por homicídio qualificado. Além dessa sentença, possui outras condenações que, somadas, totalizam 48 anos, 2 meses e 15 dias de prisão, incluindo homicídio qualificado, ocultação de cadáver e tráfico de drogas.

Apesar do histórico criminal e do descumprimento anterior das medidas judiciais, a magistrada concedeu prisão domiciliar humanitária pelo prazo de seis meses. A decisão levou em consideração o fato de a ré estar em período de amamentação, bem como a necessidade de cuidados maternos à outra filha, de 1 ano e 4 meses.

descumprimento de qualquer das condições implicará na revogação imediata do benefício e retorno ao regime fechado.

Ela também está autorizada a permanecer por até sete dias na maternidade para acompanhamento da recém-nascida antes de retornar ao domicílio, onde cumprirá a medida sob monitoramento eletrônico.

Por RepórterMT