Ocorrência Policial — Foto por: Reprodução

A 1ª Vara Criminal de Sorriso oficializou a abertura de processo penal contra Rairo Andrey Borges Lemos, acusado de assassinar o próprio filho, Davi Lucca da Silva Lemos, de apenas 2 anos. Ao aceitar a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o juiz Rafael Depra Panichella transformou o acusado em réu pelo crime de homicídio, ocorrido no início de janeiro.

Além de dar prosseguimento à ação, o magistrado decidiu manter a prisão preventiva do denunciado, reforçando que a liberdade do réu representaria um risco, dada a brutalidade e os fundamentos do caso.

O crime teria sido motivado por um sentimento de posse e ódio após o término do relacionamento entre Rairo e a mãe da criança. De acordo com as investigações e a própria confissão do acusado, a morte de Davi Lucca foi planejada como uma forma de retaliação contra a ex-mulher.

O estopim teria sido uma foto da mãe da criança ao lado de um amigo, o que gerou um ataque de ciúmes no agressor. Em uma carta deixada antes do crime, Rairo detalhou que pretendia atingir a ex-companheira em seu "ponto mais sensível", utilizando a vida do filho como instrumento de vingança.

Na decisão que aceitou a denúncia, o juiz enfatizou a gravidade da conduta, lembrando que o acusado detinha o dever legal de guarda e proteção sobre o menino. O promotor Luiz Fernando Rossi Pipino, autor da denúncia, sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante asfixia, agravantes que elevam a pena em caso de condenação.

O Ministério Público pleiteia ainda que o réu seja condenado a pagar uma indenização mínima de R$ 1 milhão à mãe da vítima pelos danos morais sofridos, pedido que será analisado detalhadamente durante a instrução processual.

Davi Lucca foi morto no dia 2 de janeiro e chegou a ser levado pelo próprio pai a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas já não apresentava sinais vitais.

No imóvel onde o crime ocorreu, a Polícia Militar apreendeu munições de calibre 380, embora nenhuma arma tenha sido localizada. Agora, o processo segue para a fase de colheita de depoimentos de testemunhas e interrogatório do réu, que permanece preso aguardando julgamento.

Por RepórterMT