Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

O homem que foi executado com oito tiros em Várzea Grande, no domingo (4), tinha sobrevivido a uma chacina que deixou cinco mortos em 2014, no bairro São Mateus, em Várzea Grande. Naquela ocasião, ele se fingiu de morto e conseguiu escapar, mas agora, 12 anos depois, não teve a mesma sorte.

Marton da Silva Lisboa Jr., de 37 anos, conhecido como “Júnior da BMW”, foi assassinado no Parque Sabiá, região do bairro São Mateus. Ele usava tornozeleira eletrônica e tinha uma extensa ficha criminal.

Segundo informações divulgadas no Cadeia Neles, da TV Vila Real, Marton atravessava a Rua 15 para ir ao mercado quando um Gol prata se aproximou. Um dos ocupantes desceu do veículo e atirou várias vezes contra a vítima. Os disparos atingiram diferentes partes do corpo, inclusive a cabeça.

Marton caiu no meio da rua e morreu no local. A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas e fizeram o isolamento da área até a chegada das equipes responsáveis pela perícia e investigação.

Mas a história criminal de Marton não começou agora. Segundo a apuração policial citada pelo Cadeia Neles, ele já havia sido alvo de outras tentativas de homicídio e sobreviveu a uma chacina ocorrida em 2014, no bairro São Mateus.

Naquela ocasião, cinco pessoas foram mortas e outras três ficaram feridas. Marton estava entre os sobreviventes. Conforme relatado na reportagem, ele conseguiu escapar da morte ao se fingir de morto após o ataque.

Anos depois, ele voltou a ser alvo de uma execução. Desta vez, não teve a mesma sorte.

Ainda segundo as informações divulgadas no programa, Marton era conhecido no meio criminoso pelo apelido de “Júnior da BMW” e estaria jurado de morte por uma organização criminosa. Essa informação, porém, ainda deverá ser apurada pela Polícia Civil e não há confirmação oficial sobre a motivação do assassinato.

Marton tinha passagens por pelo menos três homicídios, além de tráfico de drogas e roubo. Ele havia deixado recentemente o sistema prisional e cumpria a medida em liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica.

O assassinato será investigado pela Polícia Civil.

Por Folhamax