O Ministério Público do Estado (MPE) pediu à Justiça o bloqueio de R$ 42,6 mil dos bens do vereador de Cáceres (225 km ao oeste da Capital) Wagner Sales do Couto, mais conhecido como Wagner Barone (PTB). Conforme investigação do MPE, ele obrigou um de seus servidores a devolver parte do salário para que pudesse contratar outro funcionário.

Através de constrangimento, ele obrigava o assessor parlamentar a repassar o adicional de função a uma mulher que divulgava os trabalhos do vereador nas redes sociais.

Dessa forma, segundo o MPE, possuía dois servidores pagando apenas um, que era quem tinha vínculo com a Câmara de Vereadores. O pedido de liminar consta na Ação Civil Pública (ACP) ajuizada contra o parlamentar, em razão da prática de atos de improbidade administrativa por inobservância dos princípios da administração pública.

“Portanto, conforme articulado no presente arrazoado, resta caracterizado o ato de improbidade administrativa, a partir do momento em que o demandado exigiu de seu assessor a divisão de parte da remuneração licitamente percebida, com a finalidade de viabilizar a ampliação da mão de obra laborativa em seu gabinete, através da contratação ilegal de pessoa para exercer funções de assessoria parlamentar”, argumentou o promotor de Justiça Augusto Lopes Santos ao propor a ação.

Gazeta Digital/ Com informações da assessoria