MULHER É INTERNADA EM ESTADO GRAVE EM BELO HORIZONTE APÓS USAR CANETA EMAGRECEDORA COMPRADA NO PARAGUAI
em 22/01/2026 as 07:02
A internação de uma mulher de 42 anos, em Belo Horizonte, em estado grave após o uso de uma caneta emagrecedora comprada no Paraguai reacendeu o alerta sobre os riscos da automedicação e do consumo de medicamentos vendidos de forma ilegal, especialmente aqueles que imitam fármacos utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes.
Segundo o endocrinologista Marcio Mancini, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo (SBEM-SP), o principal perigo está na ausência de controle sobre a composição desses produtos.
“Resta saber o que tem nessa caneta que foi utilizada”, afirmou o especialista em entrevista ao portal Metrópoles.
De acordo com Mancini, canetas fabricadas e comercializadas sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) podem conter substâncias diferentes das versões aprovadas oficialmente. O problema se agrava porque alguns medicamentos ainda estão protegidos por patente — como o Mounjaro, recentemente aprovado no Brasil — e não deveriam ter versões alternativas circulando fora dos canais legais.
O risco, segundo o endocrinologista, não é apenas teórico. Em 2024, no Rio de Janeiro, foi identificado um caso em que uma caneta falsificada rotulada como Ozempic continha insulina, expondo o paciente a sérios riscos à saúde.
No caso de Belo Horizonte, há suspeita de que a paciente, identificada como Kellen Oliveira, tenha desenvolvido a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica rara, grave e de origem autoimune, que pode causar paralisia progressiva.
Apesar da gravidade do quadro, especialistas reforçam que não há evidência científica que associe medicamentos aprovados para o tratamento da obesidade a reações autoimunes graves. Marcio Mancini afirma que não existe base biológica para essa relação.
O neurologista André Cleriston, membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), também destaca que não há associação comprovada entre o uso de canetas emagrecedoras e a Síndrome de Guillain-Barré.
“Nenhum caso foi relatado em bula, seja do Ozempic, Wegovy ou Mounjaro”, explicou.
O caso reforça o alerta de especialistas para os perigos da compra de medicamentos sem procedência, fora do sistema de fiscalização, e sem acompanhamento médico.
Por Canal Diário
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