<a href="http://www.ripanosmalandros.com.br/ninguem-esta-acima-da-lei-diz-pedro-taques-sobre-prisao-de-silval/taques19/" rel="attachment wp-att-39378"><img class="aligncenter size-full wp-image-39378" src="https://ripanosmalandros.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Taques19.jpg" alt="Taques(19)" width="600" height="400" /></a>“Isso faz parte da democracia; ninguém está acima da lei. Todos nós. Jornalista não está acima da lei, governador não está acima da lei. Ninguém está acima da lei. O cidadão que cometer crimes tem que ser investigado”, declarou o governador Pedro Taques (PSDB) à reportagem do <strong>Olhar Direto</strong>, na manhã desta quarta-feira (16), ao comentar o mandado de prisão preventiva expedido contra o ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Para Pedro Taques, qualquer cidadão está sujeito a ser alvo de investigação. “Infelizmente alguns entendem que estão acima da lei. Eu entendo que todos somos iguais perante à lei. Eu, governador, posso ser investigado? Pode. Você, jornalista, pode ser investigado? Pode. Se cometer ilícito, deve ser investigado. Mas nós não podemos condenar quem quer que seja antes da sentença condenatória. Essa é a vantagem de vivermos em uma república, uma democracia”, disse. Alvo da Operação Sodoma, deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) na tarde de terça-feira (15), Silval Barbosa está foragido e é procurado pela polícia. Os dois homens-fortes do final do seu mandato, o secretário-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf e o secretário de Fazenda Marcel de Cursi, estão presos no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Os três são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os fatos investigados, está a suposta cobrança de propina de R$ 2,6 milhões do grupo Tractor Parts para concessão de incentivos fiscais. <strong>Taques nega participação</strong> O suposto esquema foi detectado em auditorias feitas pelo Governo do Estado, conforme informado pela Polícia Civil. A operação foi deflagrada dentro do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), que conta com a participação de delegados de polícia, que compõem uma estrutura chamada de “Delegacia de Combate à Corrupção”. Apesar de o esquema ter sido descoberto por auditores do governo, e a operação ter sido realizada dentro do Cira, que foi idealizado e criado pelo governador Pedro Taques, além de ser presidido por ele, o atual governador negou ter qualquer participação ou mesmo conhecimento das investigações contra Silval Barbosa. "Eu, como governador, criei o Cira, mas esta é uma ação da Delegacia Fazendária, junto com a promotora Ana Cristina Bardusco. Não é uma ação do Governo do Estado, do Poder Executivo, a não ser via a delegacia que tem a função de fazer isso. Eu não fico cobrando do secretário as ações que são praticadas, as investigações sigilosas. Não me cabe fazer qualquer ingerência, como a presidente da República não faz em relação à Polícia Federal”, afirmou Taques. Fonte:olhardireto