Na noite de ontem, quarta-feira (15), por volta das 22h, uma denúncia intrigante mobilizou equipes da Polícia Militar em Cáceres. Informações repassadas pelo CIOSP davam conta de que um homem estaria amarrado e sendo violentamente agredido por várias pessoas na Rua Abolição, no bairro Rodeio.

Com a denúncia em mãos, uma equipe da Rádio Patrulha seguiu imediatamente ao endereço informado. No local, os policiais abordaram algumas pessoas que estavam nas proximidades e que, aparentemente, seriam usuárias de entorpecentes. Apesar das buscas realizadas na região, nenhum homem amarrado foi encontrado, tampouco qualquer vítima apresentando sinais aparentes de espancamento.

Sem elementos que confirmassem a ocorrência, os militares retomaram o patrulhamento ostensivo. No entanto, pouco tempo depois, uma nova denúncia chegou ao CIOSP, mudando completamente o rumo da ocorrência.

Segundo as informações, um homem sem camisa, usando bermuda jeans e com diversos cortes pelo corpo estaria pulando muros de residências na Rua Mangaval enquanto pedia socorro desesperadamente.

As equipes retornaram rapidamente à região e iniciaram novas diligências. Em um primeiro momento, o homem não foi localizado. Diante da situação, foi solicitado apoio das demais viaturas de serviço. Pouco depois, policiais da equipe RAIO conseguiram encontrar um indivíduo com as características informadas escondido em um barracão pertencente a uma igreja, nas proximidades da Rua Mangaval.

Durante a abordagem, o homem, de 32 anos, contou aos policiais que havia sido agredido por outras pessoas. Apesar dos ferimentos, afirmou que não tinha interesse em representar criminalmente contra os agressores nem em registrar um boletim de ocorrência. Ele também disse que não sabia identificar os autores das agressões.

Diante da recusa da suposta vítima em formalizar a denúncia, os policiais apenas confeccionaram o boletim de ocorrência para registro dos fatos.

O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes para esclarecer o que realmente aconteceu e identificar os responsáveis pelas agressões.