"CÁCERES" - Pai de bebê que morreu em hospital registra BO contra médico por violência durante o parto em MT
em 07/06/2017 as 00:15
O filho dele morreu cinco dias após o nascimento e a mulher dele está internada no hospital. Segundo ele, médico perguntou à paciente se ela queria que ele 'parisse' no lugar dela.
A dona de casa Rosa Maria Martins Pires, de 27 anos, estava grávida de nove meses quando deu entrada no Hospital São Luís, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, no último dia 29, já em trabalho de parto. Ela teve hemorragia durante o parto e o bebê morreu nessa segunda-feira (5), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade de saúde. A família alega despreparo do médico.
A direção do Hospital São Luís informou que o médico Jarbes Balieiro Damasceno, especialista em ginecologia e obstetrícia, foi afastado no dia seguinte ao parto até que o caso seja investigado.
"Iremos notificar o CRM (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso) e vamos esperar o resultado da investigação da comissão de ética (do CRM) para tomar outras providências", afirmou o diretor da unidade, Mário Kaoro.
O marido dela, Roni William Cuiabano do Couto, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil contra o médico, que, segundo ele, agiu com violência durante o parto. Ele também procurou o Ministério Público Estadual (MPE) pedindo que o caso seja investigado, além de formalizar uma denúncia na Ouvidoria do hospital.
No boletim, o marido alega que a mulher, que ainda está internada na unidade, e o filho foram vítimas de violência obstétrica.
A irmã de Roni, Carmem Regina Cuiabano do Couto, contou que a cunhada entrou em trabalho de parto por volta de 9h daquele dia e foi atendida pelo médico.
Um exame de ultrassom, feito às 15h, indicou que a mulher já estava sem líquido amniótico, responsável também por proteger o feto de movimentos bruscos.
"O médico que fez o exame falou que seria necessário fazer uma cesárea, mas o médico [obstetra] disse que o parto seria normal e então ela ficou internada tomando soro e sentindo dores", relatou Carmem.
Conforme relatado pelo marido da vítima no boletim de ocorrência, ela foi atendida apenas às 21h, quando as dores já eram insuportáveis.
"Nesse horário, a cabeça do bebê já podia ser vista, mas o médico empurrou o bebê de volta para o ventre materno, pois uma enfermeira gritou que não era para sujar o local de sangue", diz trecho do documento.
A mulher foi encaminhada para o centro cirúrgico duas horas depois, às 23h. De acordo com a cunhada da paciente, Rosa Maria teve uma hemorragia interna, pois as enfermeiras começaram a pressionar a barriga para forçar o parto normal.
"Os pontos da cesárea [decorrentes de um parto anterior] estouraram. Por isso, ela precisou passar por uma cirurgia e foi para a UTI. Ela sentia tanta dor que pensou que estava com as costelas quebradas", disse.
O bebê também foi encaminhado para a UTI, pois nasceu praticamente sem sinais vitais, mas não resistiu e faleceu nesta segunda-feira (5).
Segundo o boletim, a mulher sofria agressões verbais por parte do médico a todo momento. "Ele perguntava se ela queria que ele parisse no lugar dela, pois ela era muito mole", diz o boletim de ocorrência.
O marido alegou que tentou ter acesso ao prontuário médico, o que lhe foi negado.
A Polícia Civil informou que o caso que vai ser investigado e que paciente e funcionários do hospital serão ouvidos.
G1/MT
esse doutor que não vale a pena para esse burro ele deveria ser veterinario pois ele trata as pacientes dele como se fosse vacas se dependesse dele minha filha que hoje esta com 19 anos teria morrido esse bababca pensei que este animal já tivesse aposentado e ido embora daqui pois a população cacerense merece médicos melhores e mas bem preparados sai seu cavalo...