Ocorrência Policial — Foto por: Reprodução

A Polícia Civil indiciou Rairo Andrey Borges Lemos, de 21 anos, pelo assassinato do próprio filho, Davi Lucca, de 2 anos. O crime ocorreu no dia 2 de janeiro, em Sorriso.

A conclusão do inquérito foi formalizada na quinta-feira (8) pela delegada Layssa Crisóstomo, da Delegacia de Polícia do município.

De acordo com a Polícia Civil, Rairo foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, com emprego de asfixia, contra menor de 14 anos, além da majorante pelo fato de o crime ter sido cometido pelo pai da vítima. Ele também responderá pelo crime de posse ilegal de munição de arma de fogo de uso permitido.

O crime ocorreu na noite do último dia 02, por volta das 19h50, em um conjunto de quitinetes localizado na rua Alencar Bortolanza, nas proximidades do mercado Filezão, em Sorriso. Inicialmente, a Polícia Militar foi acionada após a informação de uma possível tentativa de suicídio no local.

Quando os policiais chegaram ao endereço, o Corpo de Bombeiros já prestava atendimento a Rairo, que foi socorrido com vida e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Dentro do imóvel, a criança foi encontrada desacordada e levada em estado grave ao Hospital Regional de Sorriso, onde não resistiu, apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica.

Segundo relatos de moradores do conjunto de quitinetes, o homem estava com o som em volume alto durante a noite. Em determinado momento, vizinhos ouviram um barulho estranho e, como ninguém atendia aos chamados, decidiram arrombar a porta do imóvel, que estava trancada com cadeado. No local, encontraram o homem desacordado e a criança deitada sobre a cama, além de uma carta manuscrita com conteúdo de despedida, o que motivou o acionamento imediato dos serviços de emergência.

À polícia, a mãe da criança informou que estava separada de Rairo havia cerca de duas semanas e que ele demonstrava inconformismo após saber que ela havia iniciado um novo relacionamento. Segundo o relato, o homem enviou diversas mensagens ao longo do dia e afirmou que devolveria o filho apenas no domingo. Em mensagens e na carta deixada no local, ele teria escrito que, “pelos seus erros”, levaria o filho consigo para “deixar as pessoas felizes”.

Após receber atendimento médico, Rairo Andrey Borges Lemos foi preso ainda na UPA e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça. 

Por RepórterMT