PF PRENDE CACIQUE QUE LIBEROU GARIMPO EM TROCA DE 20% DO OURO; SERVIDOR DA FUNAI TAMBÉM É PRESO
em 29/03/2022 as 07:40
Servidor da Fundação Nacional do Índio e uma liderança indígena, que não tiveram a identidade divulgada, foram presos na data de ontem, (28), segunda-feira (28), pela Polícia Federal, durante a Operação Onipresente, deflagrada para combater crimes ambientais em terras indígenas de Mato Grosso. Cacíque recebia 20% do ouro extraído no local em troca de 'liberar' as atividades na área.
De acordo com as informações da assessoria da PF, o objetivo também era reprimir a extração ilegal de madeira e a atividade de garimpos clandestinos. Por isso, as equipes junto com o Ibama passaram duas semanas na operação, que contou com 12 policiais, 4 fiscais e 2 helicópteros.
Os 21 pontos escolhidos para a atuação das forças foram monitorados por satélite, por meio do sistema Planet, que é capaz de detectar situações de desmatamento em áreas tão pequenas quanto o quintal de uma casa.
Sendo assim, os locais foram: Terra Indígena Aripuanã localizada entre os municípios de Juína/MT e Aripuanã/MT (etnia Cinta Larga); Terra Indígena Menkü no município de Brasnorte (etnia Menķü) e no Parque Nacional do Xingu em Feliz Natal/MT (etnia Ikpeng).
Diligências
Durante a investigação, foi descoberto a atuação de um servidor da Funai, que passava as informações sobre operações policiais aos garimpeiros. Em paralelo, toda a atividade ilegal era realizada com autorização da liderança indígena, que recebia dinheiro dos madeireiros e garimpeiros.
A ‘dica’, ajudava os criminosos escaparem das repressões. Ele foi preso logo no começo da investigação, junto com uma liderança indígena, que recebia 20% do outro extraído da área protegida. Foi encontrada ainda uma tabela de preço pago aos índios.
Por Gazeta Digital
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