PILOTO ACIONA AERONÁUTICA E GARANTE TER VISTO OVNIS NO CÉU DE MT
em 14/08/2026 as 20:46
Um comandante de voo comercial relatou à Aeronáutica ter avistado quatro objetos voadores não identificados (OVNIs) enquanto sobrevoava o estado de Mato Grosso. Segundo o relato, três dos objetos aparentavam estar em formação triangular, enquanto um quarto fazia movimentos circulares acima dos demais.
O registro ocorreu durante um voo que seguia de Manaus (AM) para Campinas (SP). As coordenadas anotadas no documento apontam para uma região dentro dos limites de Sinop, a cerca de 503 quilômetros de Cuiabá.
A ocorrência foi registrada em 7 de agosto de 2025, às 00h30 no horário UTC, utilizado como referência na aviação. No horário de Mato Grosso, o avistamento teria começado por volta das 20h27 do dia 6 de agosto e se estendido até aproximadamente 20h45, totalizando cerca de 18 minutos.
No momento do avistamento, a aeronave estava no nível de voo FL410, equivalente a aproximadamente 41 mil pés, ou 12,5 quilômetros de altitude.
De acordo com o comandante, três objetos estavam abaixo da aeronave e aparentavam formar um triângulo. Um quarto objeto permanecia acima dos demais, realizando movimentos circulares.
O piloto também relatou que os objetos que estavam abaixo apresentavam movimentos em zigue-zague, enquanto o conjunto seguia uma trajetória de norte para sul. As luzes não apresentavam formato definido e alternavam entre as cores branca e vermelha.
Ainda segundo o documento, não houve emissão de sons ou formação de rastros durante o fenômeno.
O comandante não relatou qualquer interferência nos equipamentos eletrônicos da aeronave ou outros fenômenos paralelos. O céu estava claro e a visibilidade foi descrita como ilimitada.
Apesar de o avistamento ter durado vários minutos, não foram realizadas fotografias ou gravações. Também não houve registro de qualquer evidência física relacionada aos objetos.
A identidade do comandante foi preservada. O documento o identifica como piloto comercial e informa que ele possuía conhecimentos técnicos nas áreas de aviação e meteorologia.
A ocorrência foi comunicada ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo IV (Cindacta IV), responsável pelo controle do espaço aéreo na Região Amazônica.
O relato consta em um dossiê preservado pelo Arquivo Nacional e foi registrado em uma ficha do Comando da Aeronáutica destinada a ocorrências envolvendo objetos voadores não identificados.
No formulário, o campo destinado ao município permaneceu em branco. Entretanto, foram registradas as coordenadas 11°52'25" Sul e 55°40'06" Oeste, localização compatível com a região de Sinop.
OVNIs são extraterrestres?
O avistamento levanta uma pergunta que há décadas desperta a curiosidade de pesquisadores e do público: os OVNIs seriam objetos de origem extraterrestre?
Ao g1, o pesquisador de ufologia Ataíde Ferreira da Silva Neto afirmou que a maioria dos especialistas não afirma categoricamente que os discos voadores tenham origem extraterrestre.
Segundo ele, entretanto, alguns relatos apresentam características que, na visão dos ufólogos, poderiam indicar a atuação de inteligências ainda desconhecidas.
“São Objetos Voadores Não Identificados com movimentações que não se encaixam a explicações conhecidas, descartando fenômenos atmosféricos, balões meteorológicos, drones ou quaisquer veículos terrestres conhecidos. Enfim, são acontecimentos desconhecidos aos padrões explicáveis terrestres”, explicou.
Ufólogo é o termo utilizado para designar pesquisadores ou estudiosos dedicados à ufologia, área que investiga relatos e ocorrências envolvendo objetos voadores não identificados.
O pesquisador também afirma que, diante da ausência de uma explicação definitiva para determinados avistamentos, alguns ufólogos consideram a possibilidade de que esses fenômenos estejam relacionados a inteligências não terrestres.
O que dizem os registros da FAB?
A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que documentos, vídeos, fotografias e relatos relacionados a OVNIs transferidos para o Arquivo Nacional são de domínio público.
A instituição esclarece que não realiza estudos ou análises sobre a origem dos objetos, limitando-se a receber, registrar, catalogar e encaminhar as informações para o Arquivo Nacional.
“O Comando da Aeronáutica recebe, registra, cataloga e encaminha as ocorrências para aquele órgão, onde serão disponibilizadas para consulta”, informou a FAB.
Até o momento, o documento não apresenta uma identificação definitiva para os quatro objetos observados pelo comandante. Assim, o caso permanece oficialmente classificado como um avistamento de objetos voadores não identificados.
Por G1MT
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