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Um comandante de voo comercial relatou à Aeronáutica ter avistado quatro objetos voadores não identificados (OVNIs) enquanto sobrevoava o estado de Mato Grosso. Segundo o relato, três dos objetos aparentavam estar em formação triangular, enquanto um quarto fazia movimentos circulares acima dos demais.

O registro ocorreu durante um voo que seguia de Manaus (AM) para Campinas (SP). As coordenadas anotadas no documento apontam para uma região dentro dos limites de Sinop, a cerca de 503 quilômetros de Cuiabá.

A ocorrência foi registrada em 7 de agosto de 2025, às 00h30 no horário UTC, utilizado como referência na aviação. No horário de Mato Grosso, o avistamento teria começado por volta das 20h27 do dia 6 de agosto e se estendido até aproximadamente 20h45, totalizando cerca de 18 minutos.

No momento do avistamento, a aeronave estava no nível de voo FL410, equivalente a aproximadamente 41 mil pés, ou 12,5 quilômetros de altitude.

De acordo com o comandante, três objetos estavam abaixo da aeronave e aparentavam formar um triângulo. Um quarto objeto permanecia acima dos demais, realizando movimentos circulares.

O piloto também relatou que os objetos que estavam abaixo apresentavam movimentos em zigue-zague, enquanto o conjunto seguia uma trajetória de norte para sul. As luzes não apresentavam formato definido e alternavam entre as cores branca e vermelha.

Ainda segundo o documento, não houve emissão de sons ou formação de rastros durante o fenômeno.

O comandante não relatou qualquer interferência nos equipamentos eletrônicos da aeronave ou outros fenômenos paralelos. O céu estava claro e a visibilidade foi descrita como ilimitada.

Apesar de o avistamento ter durado vários minutos, não foram realizadas fotografias ou gravações. Também não houve registro de qualquer evidência física relacionada aos objetos.

A identidade do comandante foi preservada. O documento o identifica como piloto comercial e informa que ele possuía conhecimentos técnicos nas áreas de aviação e meteorologia.

A ocorrência foi comunicada ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo IV (Cindacta IV), responsável pelo controle do espaço aéreo na Região Amazônica.

O relato consta em um dossiê preservado pelo Arquivo Nacional e foi registrado em uma ficha do Comando da Aeronáutica destinada a ocorrências envolvendo objetos voadores não identificados.

No formulário, o campo destinado ao município permaneceu em branco. Entretanto, foram registradas as coordenadas 11°52'25" Sul e 55°40'06" Oeste, localização compatível com a região de Sinop.

OVNIs são extraterrestres?

O avistamento levanta uma pergunta que há décadas desperta a curiosidade de pesquisadores e do público: os OVNIs seriam objetos de origem extraterrestre?

Ao g1, o pesquisador de ufologia Ataíde Ferreira da Silva Neto afirmou que a maioria dos especialistas não afirma categoricamente que os discos voadores tenham origem extraterrestre.

Segundo ele, entretanto, alguns relatos apresentam características que, na visão dos ufólogos, poderiam indicar a atuação de inteligências ainda desconhecidas.

“São Objetos Voadores Não Identificados com movimentações que não se encaixam a explicações conhecidas, descartando fenômenos atmosféricos, balões meteorológicos, drones ou quaisquer veículos terrestres conhecidos. Enfim, são acontecimentos desconhecidos aos padrões explicáveis terrestres”, explicou.

Ufólogo é o termo utilizado para designar pesquisadores ou estudiosos dedicados à ufologia, área que investiga relatos e ocorrências envolvendo objetos voadores não identificados.

O pesquisador também afirma que, diante da ausência de uma explicação definitiva para determinados avistamentos, alguns ufólogos consideram a possibilidade de que esses fenômenos estejam relacionados a inteligências não terrestres.

O que dizem os registros da FAB?

A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que documentos, vídeos, fotografias e relatos relacionados a OVNIs transferidos para o Arquivo Nacional são de domínio público.

A instituição esclarece que não realiza estudos ou análises sobre a origem dos objetos, limitando-se a receber, registrar, catalogar e encaminhar as informações para o Arquivo Nacional.

“O Comando da Aeronáutica recebe, registra, cataloga e encaminha as ocorrências para aquele órgão, onde serão disponibilizadas para consulta”, informou a FAB.

Até o momento, o documento não apresenta uma identificação definitiva para os quatro objetos observados pelo comandante. Assim, o caso permanece oficialmente classificado como um avistamento de objetos voadores não identificados.

Por G1MT