Um idoso de 65 anos foi preso pela polícia civil na manhã de terça feira, suspeito de abusar sexualmente de sua própria neta, de 12 anos, aqui na cidade de Cáceres, o fato, segundo a delegada Dra. Judá Maali, titular da delegacia especializada da defesa da mulher, se deu após a mãe da vítima procurar a referida delegacia relatando que foi chamada na escola onde a mesma estuda e foi informada pela professora que sua filha aparentemente apresentava problemas psicológicos, ficava chorando nos corredores da escola, andava triste e que ela (vítima) havia dito que o seu avô materno teria passado as mãos nas pernas dela.

A mãe da vítima disse ainda que levou sua filha até um psicólogo e que o profissional lhe contou a mesma história, dizendo que o seu avô teria passado as mãos em suas pernas, depois não disse mais nada, diante da situação, ela (mãe) pediu que a delegacia investigasse o caso.

Após tomar conhecimento dos fatos, a delegada ouviu a vítima, onde a mesma relatou que sua mãe, ao sair para o trabalho deixava ela e um irmão (também menor), na casa do avô, sendo que nessa ocasião sofria os abusos por parte do suspeito, disse ainda que o fato acontece desde quando a mesma tinha 11 anos.

A menor contou ainda que em certa ocasião, estava na casa do avô, dormindo na sala, acordou com o suspeito passando a mão na parte superior de sua coxa (verilha), e quando se afastou do mesmo, este lhe mandou lavar louças e notou que o suspeito ficava o tempo todo lhe observando, disse também, que em outra ocasião estava com ele no quarto quando o mesmo lhe puxou e tentou lhe beijar a força, mas lhe empurrou e conseguiu fugir, mas sempre que ficava a sós com ela tentava passar as mãos em suas partes íntimas.

A vítima disse que a situação a cada dia se agravava ainda mais, ao ponto do avô dizer que isso era normal e que não era para ela contar a ninguém, que fazia isso porque parentes dizia que ela era sapatão, sendo que no natal, o suspeito disse que lhe daria um celular se a mesma fizesse sexo com ele, sempre insistindo para ela fazer com ele primeiro, evitando com isso de cair na mão da "gurizada" na rua.

A menor disse que só teve coragem de dizer oque acontecia após ouvir palestras na escola sobre abusos sexuais.

Após ouvir a vítima e a mãe, a Dra. Judá Maali, representou pela prisão do avô, argumentando ser imprescindível proceder à prisão preventiva do suspeito para escorreita garantia da ordem pública, pois este tipo de crime revolta a sociedade, vez que envolve abuso sexual contra uma criança, com isso, prontamente foi decretada pelo poder judiciário e com isso, na manhã de terça feira o suspeito foi preso e já se encontra a disposição da justiça.