Violência — Foto por: Reprodução

A Polícia Civil investiga um agravante de extrema brutalidade no assassinato da estudante de Direito Valéria Araújo Corrêa, de 28 anos, ocorrido em Tangará da Serra. O foco da apuração, após a prisão do assassino confesso, José Carlos Gomes de Souza, de 20 anos, é determinar o momento exato em que ocorreu o abuso sexual. A polícia aguarda laudos periciais para confirmar se o crime de estupro foi cometido enquanto a vítima ainda estava viva ou se houve prática de necrofilia.

De acordo com as informações fornecidas pela polícia, o criminoso agiu com requintes de crueldade. Valéria foi encontrada morta com mãos e pés amarrados, sem roupas e enrolada em lençóis.

O assassino confessou ter desferido 31 facadas contra a estudante, concentrando a maior parte dos golpes, um total de 26, na região do pescoço. Em seu depoimento, o agressor detalhou que monitorou a residência por horas, pulou o muro lateral e permaneceu no imóvel por cerca de três horas após cometer o crime.

Vingança

A motivação apontada pela investigação seria uma vingança pessoal. José Carlos relatou que já havia tido encontros anteriores com Valéria e que, após um desentendimento recente em que foi expulso da casa dela, prometeu que voltaria para matá-la.

O criminoso, que já possui passagens por roubo e violência doméstica, entregou aos policiais os pertences roubados da vítima, um celular e um tablet, que estavam escondidos em uma área de mata, além da faca utilizada no crime, descartada em uma caçamba de lixo.

O criminoso responderá pelos crimes de feminicídio, roubo e estupro.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

Por RepórterMT