Ocorrência policial — Foto por: Ripanosmalandros

Uma confusão terminou em agressão, ameaças e caso de polícia no início da noite de ontem, terça-feira (4), por volta das 18h, na Casa de Passagem, unidade destinada ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, localizada no bairro Vitória Régia.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada via CIOSP para atender uma ocorrência de lesão corporal no local.

Em conversa com os policiais, a vítima, um homem de 52 anos, relatou que procurou a Secretaria responsável pela unidade para registrar uma reclamação contra uma das funcionárias, alegando que vinha sendo constantemente provocada por ela. Segundo o denunciante, a servidora pegava sua insulina e a arremessava contra seu corpo, além de praticar maus-tratos.

Ainda conforme o relato, os fatos já haviam sido comunicados ao psicólogo da instituição, na expectativa de que fossem adotadas as providências necessárias. No entanto, segundo a vítima, nenhuma medida teria sido tomada.

O homem afirmou que, ao retornar para cobrar uma solução, o psicólogo teria se exaltado e iniciado uma série de agressões físicas, desferindo diversos socos em seu rosto, provocando lesões e sangramento.

Como se não bastasse, a vítima declarou que, durante as agressões, o psicólogo ainda a ameaçou de morte, dizendo que "daria um tiro em sua cara", o que lhe causou temor por sua integridade física.

Diante da situação, o homem manifestou interesse em representar criminalmente contra o suposto agressor.

Já o psicólogo apresentou outra versão dos fatos. Ele afirmou aos policiais que pediu para que a vítima deixasse a Casa de Passagem por descumprir as regras da instituição. Segundo seu relato, após a orientação, os dois iniciaram uma discussão verbal que acabou evoluindo para agressões físicas.

Diante dos fatos, ambos foram encaminhados ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC), onde foram adotadas as medidas cabíveis.

O caso será investigado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias da confusão e apurar as responsabilidades dos envolvidos.