RELATÓRIO DO INSTITUTO MARIELLE TRAZ AMEAÇA DE FACÇÃO À VEREADORA DE CÁCERES
em 20/12/2021 as 15:00
A segunda edição da Pesquisa de Violência Política de Gênero e Raça, do Instituto Marielle Franco, lançada em dezembro, traz entre os relatos de mulheres negras que sofreram ameaças por estarem em cargos de poder as intimidações recebidas pela vereadora por Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá), Mazéh Silva. Um deles foi de um suposto integrante de uma facção que convocava criminosos para "dar um salve" na vereadora.
"Dar um salve" significa agredir fisicamente uma pessoa, em alguns casos causando a morte. No caso de Mazéh, o motivo seria que ela estava "passando dos limites". Na pesquisa, Mazéh fala sobre o medo que sua família tem que algo seja feito contra ela.
Em entrevista ao
, Mazéh afirmou que as ameaças, veladas ou escancaradas, fazem parte de sua rotina como parlamentar. "Desde o começo da campanha sofremos ataques de pessoas que reprovam as nossas pautas das mulheres, do povo preto, da comunidade LGBT. Querem nos calar, nos adoecendo, nos atacando para afetar a nossa saúde mental".
Ela afirma que além das ameaças, também é alvo de fake news nas redes sociais e pela cidade. "Fizeram panfletos e distribuíram nas caixas de correio falando que eu era contra a família, por causa de um projeto do Dia do Orgulho LGBT".
Em alguns casos ela chegou a registrar boletim de ocorrência, como na audiência pública virtual que foi invadida por hackers que xingaram a vereadora e ainda exibiram um filme pornográfico. "O Instituto Marielle trouxe visibilidade para esses casos, pois o que eu sofro em Cáceres é igual ao que sofrem colegas em outros estados. Nós temos a obrigação de não esmorecer”.
Por Gazeta Digital
Não acredito nisso não esse negocio de facção e coisa do partido dela deve ser algum acordo que ela não esta cumprindo coisa de esquerda