O segurança do aeroporto de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, é um dos três presos nessa quarta-feira (1º) por suposto envolvimento na tentativa de resgate de um avião naquele terminal. As identidades do segurança e dos outros dois presos não foram divulgadas.

De acordo com a Polícia Federal, um grupo invadiu o local e tentou decolar com uma aeronave que havia sido apreendida pela Força Aérea Brasileira (FAB) com 250 kg de cocaína, em junho deste ano. Na época, duas pessoas foram presas.

À polícia, o segurança negou ter percebido qualquer movimentação no aeroporto na noite de terça-feira (31), quando o terminal foi invadido pela quadrilha. Segundo a polícia, o aeroporto também não tem câmeras de segurança.

Ao verificar o histórico do segurança, a polícia descobriu que ele já teria se envolvido em uma situação semelhante - de roubo de avião - no aeroporto de Sinop, a 503 km de Cuiabá. As circustâncias daquele ocorrência e o envolvimento do suspeito, porém, não foram esclarecidas.

Segundo a PF, a suspeita é que eles façam parte de uma organização criminosa do estado de São Paulo, que seria a responsável pelo transporte da droga.

A aeronave que foi alvo da tentativa de resgate transportava cocaína da Bolívia e foi interceptada por pilotos da FAB na região da Serra Tapirapuã, próximo a Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.

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Tentativa frustrada

Os policiais federais já investigavam o grupo e descobriram que a organização criminosa envolvida naquela situação tentaria resgatar o avião no aeroporto de Cáceres.

Para frustrar o plano, os policiais alteraram a parte mecânica do avião para que os suspeitos não conseguissem levantar voo. Eles conseguiram manobrar a aeronave até a cabeceira da pista, mas não conseguiram decolar.

O grupo, então, decidiu abandonar o avião e fugir do local.

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Apreensão da aeronave

A aeronave que transportava cocaína proveniente da Bolívia foi interceptada pela FAB no dia 9 de junho.

O piloto, identificado como Harysohn Pedrosa Pina, de 46 anos, fez um pouso forçado em uma área rural de Salto do Céu, a 383 km de Cuiabá.

Segundo o Gefron, o co-piloto, Aldo Sanchez Sandoval, é membro do exército boliviano.

À polícia, Aldo alegou que receberia 5 mil dólares para ajudar a entregar a carga, que tinha como destino o município de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá.

G1/MT