O aumento da criminalidade em Mato Grosso, principalmente na região de fronteira, foi destaque no discurso do senador Jayme Campos (União Brasil-MT) durante a votação do Projeto de Lei 3780/23, realizada nesta terça-feira (3) no Senado. A proposta endurece as penas para crimes de furto, roubo e estelionato, especialmente nos casos que envolvem celulares e aparelhos eletrônicos, com punições que podem chegar a seis anos de prisão.
Ao defender o projeto, o parlamentar citou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e afirmou que, somente em 2024, Mato Grosso registrou 15 mil ocorrências de roubo e furto de celulares. Ele também ressaltou que o estado possui mais de 700 quilômetros de fronteira seca com a Bolívia, o que contribui para desafios na área da segurança pública.
Segundo o senador, os números refletem medo, prejuízos financeiros e sensação de insegurança para a população. Campos ainda destacou que, além dos crimes urbanos, produtores rurais também têm sido alvo frequente de assaltos, furtos de defensivos agrícolas e outros insumos.
Relatado pelo senador Efraim Filho (União Brasil-PB), o projeto altera o Código Penal para aumentar as penas de crimes patrimoniais, que, de acordo com Campos, deixaram de ser casos isolados e passaram a ter atuação organizada e lucrativa para o crime.
Com a aprovação no Senado, o texto retorna à Câmara dos Deputados para análise das alterações feitas pelos senadores. Se aprovado, seguirá para sanção presidencial.
Por Folhamax
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