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Abr 18

BANDIDO EM HILUX FOGE DA PM, PROVOCA ACIDENTE E MATA MOTOCICLISTA EM RONDONÓPOLIS

Por ripanosmalandros em 18/04/2026 as 12:52
Publicado em: Notícias
Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

Um motociclista identificado como Aldenir de Oliveira Matos, de 44 anos, morreu após ser atingido por um homem que conduzia uma Hilux durante fuga de uma perseguição policial, na noite de ontem, sexta-feira (17), no bairro Jardim Sumaré, em Rondonópolis.

Segundo a Polícia Militar, a ocorrência teve início após denúncia de um homem em atitude suspeita, que teria pulado o muro de uma residência. Ao perceber a aproximação da viatura, ele entrou na caminhonete branca e fugiu em alta velocidade, desobedecendo às ordens de parada e trafegando na contramão por diversas vias da cidade.

Durante a fuga, o condutor avançou a preferencial na Avenida Deputado Emanuel Pinheiro e colidiu com a motocicleta conduzida pela vítima, uma Biz preta. Aldenir foi encontrado caído ao solo e não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a PM, o veículo envolvido no acidente pertence a um homem que afirmou ter emprestado a caminhonete ao irmão. Durante diligências, os policiais também localizaram uma tornozeleira eletrônica rompida, que teria sido descartada pelo suspeito durante a fuga.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte do motociclista no local. Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também estiveram no local do crime, que foi isolado para os trabalhos periciais.

Por RepórterMT


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Abr 18

FORÇA TÁTICA DESMANTELA PONTO DE TRÁFICO PERTO DE ESCOLA E APREENDE DROGAS E DINHEIRO EM CÁCERES

Por ripanosmalandros em 18/04/2026 as 12:48
Publicado em: Notícias
Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

Na noite de ontem, sexta-feira (17/04), por volta das 20h40, a Polícia Militar, por meio da Força Tática, durante a Operação Território Livre, realizava patrulhamento pelo bairro Rodeio quando recebeu informações de populares sobre o aumento da movimentação de usuários de entorpecentes na região. Segundo os relatos, a situação também estaria contribuindo para o crescimento de furtos nas imediações. Ainda conforme as denúncias, um dos fatores seria a existência de uma boca de fumo localizada próxima à Escola Raquel Ramão.

Diante das informações, a equipe seguiu até o local indicado. Ao chegar, os policiais avistaram, em frente à residência denunciada, um indivíduo vestindo camiseta de manga longa azul e calça jeans, que conversava com outra pessoa através das grades do imóvel. Em seguida, foi possível observar que ele recebeu algo da pessoa que estava no interior da casa.

Com base na fundada suspeita, a equipe se aproximou para realizar a abordagem. Nesse momento, o indivíduo, que estava em uma bicicleta, dispensou ao solo uma trouxinha contendo substância análoga à pasta base de cocaína e tentou fugir, sendo rapidamente contido pelos policiais. Simultaneamente, outro homem, sem camisa, que estava na varanda da residência, arremessou uma sacola plástica ao chão e entrou rapidamente no imóvel, enquanto outros indivíduos fugiram pelos fundos do quintal.

Diante da situação, os policiais adentraram a residência. Durante a varredura, foram localizados os suspeitos que haviam tentado fugir, sendo três do sexo masculino e três do sexo feminino.

Durante a abordagem e busca pessoal, sendo que, nas mulheres, a revista foi realizada por policial feminina, não foram encontrados objetos ilícitos com elas. Posteriormente, foi verificado que a sacola plástica dispensada por um dos suspeitos, de 40 anos, continha duas trouxinhas de substância análoga à pasta base de cocaína, além de uma quantidade da mesma droga pronta para embalo e uma trouxinha de substância análoga à maconha.

Em buscas no interior da residência, foi localizada, dentro de um forno, a quantia de R$ 888,00 (oitocentos e oitenta e oito reais) em cédulas de pequeno valor. O suspeito declarou ser o proprietário do imóvel e, em conversa com a equipe, afirmou integrar uma facção criminosa. Já outro suspeito, de 38 anos, relatou ser usuário de entorpecentes e afirmou ter comprado a trouxinha pelo valor de R$ 50,00.

Após checagem, os demais abordados foram liberados por não haver elementos que justificassem suas detenções.

Diante dos fatos, os suspeitos, juntamente com os materiais apreendidos, foram encaminhados ao CISC para as devidas providências.

O caso segue sendo investigado.


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Abr 18

FACÇÕES AVANÇAM NA AMAZÔNIA E PANTANAL; STF EXIGE REAÇÃO

Por ripanosmalandros em 18/04/2026 as 10:15
Publicado em: Notícias
Foto por: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o governo federal apresente, em até 15 dias, medidas imediatas para combater o avanço de facções criminosas na Amazônia Legal e no Pantanal, após apontar que o crime organizado passou a dominar atividades como garimpo ilegal, extração de madeira e invasão de terras públicas.

A decisão foi assinada na segunda-feira (13), no âmbito de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que acompanha políticas de combate a incêndios florestais e crimes ambientais. Segundo o ministro, a presença das organizações criminosas se tornou um dos principais obstáculos para o controle ambiental e a proteção de comunidades indígenas e tradicionais.

Dados citados na decisão apontam que a atuação das facções avançou rapidamente na região. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que a presença do crime organizado na Amazônia Legal saltou de 178 municípios em 2023 para 260 em 2024 e chegou a 344 cidades em 2025, quase metade dos 772 municípios da região.

O estudo também mostra que o Comando Vermelho está presente em 286 municípios e domina exclusivamente 202 cidades, enquanto o Primeiro Comando da Capital aparece em cerca de 90 municípios. Ao todo, 17 facções criminosas atuam atualmente na Amazônia, sendo 14 nacionais e três estrangeiras.

Segundo a decisão, além do tráfico de drogas, as facções passaram a explorar crimes ambientais como principal fonte de renda. Entre as atividades estão o garimpo ilegal, grilagem de terras, extração clandestina de madeira, pesca predatória e tráfico de animais silvestres. As organizações também utilizam essas atividades para lavagem de dinheiro e expansão territorial.

Dados mencionados pelo ministro indicam que 77% do garimpo na Amazônia brasileira era ilegal em 2022, ocupando mais de 2,6 mil quilômetros quadrados. No mesmo período, o ouro ilegal gerou cerca de R$ 18,2 bilhões ao crime organizado, valor superior ao lucro estimado com o tráfico de drogas, que somou R$ 15,2 bilhões.

A decisão também aponta uma evolução na atuação criminosa, com uso de estruturas sofisticadas no garimpo ilegal, incluindo laboratórios clandestinos e substâncias químicas como cianeto, altamente tóxico, além do compartilhamento de rotas logísticas entre tráfico de drogas, armas, madeira e ouro.

O ministro ainda destacou que a presença insuficiente do Estado em áreas remotas facilita o avanço das facções e aumenta a violência contra indígenas, ribeirinhos e comunidades tradicionais. Crimes de grande repercussão na Amazônia, como os assassinatos de lideranças ambientais e indigenistas, também foram citados como reflexo da atuação do crime organizado na região.

Diante do cenário, Flávio Dino determinou que a Advocacia-Geral da União apresente informações dos ministérios da Justiça, Defesa, Meio Ambiente e Povos Indígenas com ações concretas e imediatas. Entre as medidas cobradas estão o reforço de operações da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, além da ampliação da presença das Forças Armadas em áreas críticas e de fronteira.

A decisão também prevê a possibilidade de decretar operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para conter o avanço das facções e reforçar o combate aos crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.

Por Gazeta Digital


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Abr 18

DESACORDO COMERCIAL - CLIENTE SE RECUSA A PAGAR PROGRAMA E ATIRA EM TRAVESTI DENTRO DE MOTEL; VEJA VÍDEO

Por ripanosmalandros em 18/04/2026 as 09:40
Publicado em: Notícias
Ocorrência policial — Foto por: Montagem/RepórterMT

Uma travesti de 29 anos foi baleada na perna após ser perseguida por um cliente armado, de 37 anos, dentro de um motel, na madrugada dessa sexta-feira (17), no bairro CPA 2, em Cuiabá. A vítima e outra mulher trans entraram em luta corporal com o autor dos disparos, que havia contratado um programa com as duas, mas se recusou a pagar o valor combinado.

Segundo a Polícia Militar, a ocorrência começou após denúncia de disparos de arma de fogo no interior do Motel Califórnia. Imagens de câmeras de segurança do circuito interno do estabelecimento mostram que o suspeito iniciou agressões físicas contra uma das vítimas, que reagiu.

Após a briga, o homem sacou uma arma de fogo e perseguiu a vítima pelos corredores do estabelecimento, efetuando disparos que a atingiram na panturrilha direita. Em relato preliminar, ele afirmou que havia contratado duas mulheres trans para um programa e que a discussão começou após dizer que teria apenas R$ 120 para o pagamento.

Com base nas informações e na placa do veículo, os policiais localizaram o carro do suspeito no bairro Jardim Vitória. Ele foi abordado fora do automóvel, mas resistiu à prisão, investiu contra a equipe e tentou tomar a arma de um policial, sendo necessário o uso de força para contê-lo.

Durante a ação, foram apreendidas duas cápsulas deflagradas de calibre .380, encontradas no motel, e um coldre localizado no interior do veículo. O suspeito afirmou ter descartado a arma em uma área de mata, mas o armamento não foi localizado.

O homem foi encaminhado ao CISC Verdão, onde o caso foi registrado como tentativa de homicídio, resistência e desobediência. As vítimas não foram localizadas para acompanhamento até a delegacia.

Por RepórterMT


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Abr 18

"CASA DE CARNES SHALOM" AQUI VOCÊ COMPRA CARNES DE QUALIDADE E COM O MELHOR PREÇO DA CIDADE

Por ripanosmalandros em 18/04/2026 as 06:00
Publicado em: Notícias

Na Casa de Carnes Shalom você encontra vários tipos de carnes com qualidade e o melhor preço da cidade, como: linguiças, peixes, costelinhas, ventrechas, frangos, carneiros, suinos, carnes frescal pra assar, torresmos, banha de porco, além de todos os tipos de temperos para o seu churrasco, carvão, refrigerantes, cervejas e muito mais.

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Abr 17

POLÍCIA CIVIL PRENDE HOMEM QUE 4BUS0U S3XU4LMEN7E DE MENOR POR MAIS DE OITO ANOS EM COMODORO

Por ripanosmalandros em 17/04/2026 as 21:25
Publicado em: Notícias
Ocorrência policial — Foto por: Reprodução

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, na tarde de quinta-feira (16.4), um homem de 67 anos, suspeito de abusar de uma menor de idade por mais de oito anos, em Comodoro.

O suspeito trabalhava como caseiro para a família. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de estupro, ameaça, stalking, violência psicológica e posse ilegal de arma de fogo. Na ação, duas armas de fogo foram apreendidas na residência do suspeito.

As investigações iniciaram, ainda na manhã de quinta-feira, quando a mãe da vítima procurou a Delegacia de Comodoro e relatou que a sua filha vinha sofrendo abusos sexuais desde os 8 anos de idade. Atualmente, a vítima tem 16 anos.

O suspeito aproveitava-se da confiança da família e da proximidade com a criança para cometer os crimes, que ocorriam geralmente no sítio da propriedade, na zona rural, enquanto os pais se ausentavam para pescar.

Segundo os elementos colhidos nas investigações, o suspeito intimidava a vítima, afirmava que os atos eram "normais" e utilizava ameaças para garantir o silêncio da menina. No mês de março, o crime voltou a ocorrer na cidade, quando o suspeito forçou relações com a adolescente na ausência dos pais.

O crime foi descoberto quando a menor gravou ligações telefônicas em que o suspeito a importunava e tomou coragem para relatar os fatos à família.

Com base nas informações do estupro e de que ele possuía armamento em sua residência, os investigadores se deslocaram até o endereço do investigado, na área rural, a cerca de 41 km do centro de Comodoro. No local, os policiais localizaram o suspeito. Durante as buscas na residência, foram apreendidas duas armas de fogo calibre 22, seis munições de calibre .22 intactas.

Diante das evidências, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Comodoro e autuado em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e posse ilegal de arma de fogo. Após as providências na delegacia, o preso foi encaminhado para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.

PJCMT


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Abr 17

PADRE É ACUSADO DE DESVIAR DÍZIMO E VIGIAR EX-SEMINARISTA POR “BOY MAGIA” EM MT

Por ripanosmalandros em 17/04/2026 as 21:11
Publicado em: Notícias
Foto por: Reprodução

Uma investigação criminal conduzida pela Polícia Civil de Alto Araguaia foi aberta após o Ministério Público do Estado (MPMT) determinar a instauração de inquérito para apurar denúncias de desvio de dízimos, uso de PIX em conta pessoal e suspeitas de um esquema financeiro dentro das paróquias Senhor Bom Jesus da Lapa, em Ponte Branca, e São José Operário, em Araguainha, ambas pertencentes à Diocese de Barra do Garças. Os fatos teriam ocorrido entre 2023 e 2024, período em que o padre V.P.S, atuava como administrador das unidades.

As denúncias feitas por um ex-seminarista, que também é jornalista, vieram à tona nesta sexta-feira (17). O caso ganhou um ingrediente inusitado.

Em um print anexado à denúncia, o padre repreende um jornalista, que é ex-seminarista, por supostamente seguir “boys magia” nas redes sociais. “Acabei de deixar de seguir um boy magia bombado… isso gera desconfiança por parte de alguns clérigos”, escreveu o sacerdote, sugerindo julgamento sobre a conduta pessoal. O jornalista rebateu dizendo que segue perfis de forma aleatória e negou qualquer comportamento inadequado.

Segundo o material entregue às autoridades, o sacerdote é investigado por supostas irregularidades na administração de recursos das paróquias por onde passou, incluindo Ponte Branca e Araguainha. Fiéis relatam que valores de dízimos, ofertas e até arrecadações de festas religiosas estariam sendo direcionados para contas pessoais do padre, por meio de transferências via Pix, driblando o controle da Diocese. O próprio salto nos valores após a saída dele chamou atenção: o dízimo, que antes girava entre R$ 2,5 mil e R$ 3,5 mil, praticamente dobrou com outro pároco.

Além da questão financeira, a denúncia aponta um rastro de abusos psicológicos, humilhações e intimidações contra o jornalista que denunciou o caso. O material cita práticas degradantes dentro da casa paroquial, como privação de comida, exposição pública durante missas e até a obrigação de dividir utensílios com animais.

Paralelamente, o denunciante também acionou instâncias máximas da Igreja, incluindo o Vaticano. Em um dos documentos, ele pede o afastamento imediato do padre com base no Direito Canônico, alegando risco de escândalo e interferência nas investigações.

A denúncia ainda detalha episódios considerados graves, como cobrança de despesas pessoais ao seminarista, suspeita de pagamentos indevidos, além de relatos de fiéis que descrevem o padre como autoritário, apelidado nos bastidores de “coronel”.

O documento completo, com mais de 180 páginas, reúne laudos médicos, prints de conversas, comprovantes e depoimentos que, segundo o denunciante, evidenciam um padrão contínuo de abuso de poder e possíveis crimes.

Os abusos

Segundo a denúncia, os abusos teriam começado em dezembro de 2023, quando a vítima chegou à Diocese para um período de discernimento vocacional com vistas à ordenação sacerdotal. De acordo com o relato, o padre Vandilson teria submetido o seminarista a um conjunto sistemático de práticas de degradação psicológica, que incluíam privação de alimentos, obrigação de usar utensílios contaminados pelos animais do sacerdote, humilhações públicas durante celebrações de missas e em grupos de WhatsApp paroquiais, além de intimidações constantes.

A situação teria se agravado a ponto de a vítima ser internada em UTI coronária do Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, em decorrência direta do clima de tensão e violência psicológica imposto pelo sacerdote. Laudos médicos e psicológicos documentam o quadro de saúde da vítima. Registros do Hospital Nossa Senhora da Abadia, em Ribeirãozinho, também apontam internações por pressão alta e febre emocional causadas pelos abusos. Testemunhas confirmam os atendimentos. O próprio padre teria ironizado publicamente a internação em UTI durante uma missa, atribuindo-a a hábitos alimentares da vítima.

No âmbito doméstico, o tratamento dispensado ao seminarista também era degradante. Segundo o relato, quando chegava para jantar, a refeição já havia sido dada aos cachorros do padre, obrigando-o a se virar com o que restava. Em outras ocasiões, o sacerdote servia primeiro os animais e somente depois permitia que o seminarista se alimentasse.

Ex-paroquianas das comunidades onde o padre atuou relatam um padrão consistente de abuso e irregularidades financeiras. Uma ex-paroquiana de Ponte Branca afirmou que o padre recebia não apenas valores da festa do padroeiro, mas também doações depositadas diretamente em sua conta pessoal. Outra relatou que o dízimo praticamente dobrou após a saída do sacerdote, levantando suspeitas.

Uma ex-paroquiana de Ribeirãozinho destacou o contraste entre a postura do padre e a do seminarista, descrevendo o segundo como atencioso e próximo da comunidade, mesmo diante das restrições impostas.

A denúncia descreve ainda que o padre teria cobrado do seminarista o pagamento da conta de energia elétrica da casa paroquial como condição para uso do ar-condicionado, apesar de o equipamento ter sido instalado por determinação do bispo. Também há relato de exigência de pagamento para substituição da bateria de um veículo da paróquia, com comprovante anexado.

Um dos episódios mais graves envolve um ex-coroinha menor de idade, a quem o padre teria pago para realizar massagens em seu corpo. O caso é corroborado por áudio já entregue à Polícia Civil e anexado ao inquérito.

Caixa 2

As irregularidades financeiras descritas vão além de casos pontuais. Segundo a denúncia, o padre teria direcionado sistematicamente para suas contas pessoais recursos que deveriam ir para as contas oficiais das paróquias, incluindo dízimos, ofertas, rifas, festas religiosas e doações diversas.

O método, conforme o relato, consistia em convencer fiéis a depositarem valores diretamente via Pix em sua conta, sob a justificativa de dificuldades financeiras das paróquias e para evitar repasses obrigatórios à Diocese.

Há ainda a suspeita de uso de nota fiscal simulada de um supermercado para viabilizar doações de uma instituição pública, o que pode configurar improbidade administrativa.

A denúncia também aponta tentativas de obstrução, como um áudio em que uma secretária assume a responsabilidade pelos desvios. Segundo o relato, as prestações de contas eram manipuladas, com retirada de notas fiscais para reduzir valores declarados à Diocese.

O aumento nos valores de dízimos após a saída do padre reforça, segundo os denunciantes, a suspeita de desvio sistemático.

“O bispo sempre me protegerá”

De acordo com a denúncia, o padre criava um ambiente de intimidação ao afirmar que qualquer denúncia ao bispo não teria efeito, pois ele próprio seria designado para tratar do assunto.

Um episódio citado envolve um jovem com pensamentos suicidas, cujo atendimento foi interrompido pelo padre, que teria pressionado o seminarista a encerrar a conversa.

Em novembro de 2024, o sacerdote proibiu a realização de exéquias para um jovem de 18 anos, alegando falta de batismo. A declaração pública gerou revolta na comunidade. Posteriormente, o seminarista comprovou que o jovem havia sido batizado em circunstâncias válidas e realizou a cerimônia.

Desvio de função

A denúncia também aponta que uma secretária paroquial teria sido obrigada a exercer funções de cozinheira sem remuneração adequada.

A vítima formalizou três pedidos de afastamento cautelar do padre, com base no Direito Canônico, mas nenhum foi atendido pelo bispo diocesano.

Segundo a denúncia, o bispo já tinha conhecimento dos fatos desde agosto de 2024 e não teria adotado providências.

Em fevereiro de 2025, o Conselho Presbiteral não formou maioria para afastar a vítima do processo vocacional, mas o bispo determinou o afastamento de forma unilateral, sem processo formal.

O bispo também é alvo de denúncia junto à Santa Sé, com base em normas que preveem responsabilização por omissão.

Após as denúncias, o padre foi transferido para a Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Barra do Garças. A mudança é apontada como tentativa de proteção institucional.

Antes de sair da paróquia, o seminarista registrou relatos no Livro de Tombo. Há suspeita de que essas páginas tenham sido removidas, o que pode configurar supressão de documento.

A denúncia pede a apreensão do documento pelas autoridades.

Também é apontado que os conselhos paroquiais funcionavam apenas formalmente, sem participação efetiva nas decisões.

Em resposta, o padre apresentou queixa-crime contra a vítima por calúnia e difamação. Especialistas apontam possível retaliação, prática vedada por normas da Igreja.

A vítima já foi convocada para prestar depoimento na Polícia Civil de Alto Araguaia.

Histórico do sacerdote

Segundo a denúncia, o padre é egresso da Diocese de Osasco, onde teria sido desligado do seminário. Foi ordenado diácono em 2019 e sacerdote em 2020 na Diocese de Barra do Garças, onde ocupou diversos cargos de destaque.

A vítima afirma ter abandonado carreira e rendas significativas para seguir a vocação religiosa. O afastamento do processo vocacional, sem processo formal, teria causado prejuízos pessoais e profissionais.

Por Folhamax


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