Um homem de 43 anos foi preso na tarde desta quinta-feira (16), em Cuiabá, após ameaçar policiais com duas armas brancas e tentar atacá-los durante o atendimento de uma ocorrência.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada por populares para prestar socorro a uma mulher que estava caída ao solo. No local, os militares identificaram que a vítima apresentava sinais de possível crise epiléptica e iniciaram os primeiros atendimentos, acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Durante o atendimento, o suspeito, que se apresentou como companheiro da mulher, passou a ameaçar os policiais. Armado com duas facas, ele afirmou que já teria cometido 4 homicídios e que faria mais um contra a equipe.
Em seguida, o homem avançou contra os militares, sendo necessário o uso moderado da força para contê-lo. Equipes de apoio foram acionadas e auxiliaram na imobilização do suspeito, que resistiu ativamente às ordens policiais durante toda a ação.
Após ser colocado na viatura, o homem continuou agressivo, chutando o compartimento de presos e causando danos ao veículo, além de proferir novas ameaças.
O suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde o caso foi registrado como tentativa de homicídio, resistência, desobediência, ameaça, dano qualificado e uso ilícito de drogas. Durante checagem, foi identificado um mandado de prisão em aberto em seu nome, porém com divergência de dados, o que será apurado pelas autoridades.
Em Cáceres, onde o Brasil se encontra com a Bolívia ao longo de mais de 700 quilômetros de fronteira seca, o Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH) se consolida como um verdadeiro porto seguro contra a invisibilidade e a desumanização. No dia 16 de abril de 2026, a notícia de um possível fechamento da unidade, motivado por contenção de custos, mobilizou a sociedade civil e autoridades em uma audiência pública na Câmara Municipal, transformando o plenário em um espaço de defesa firme e inegociável da dignidade humana.
A coordenadora do centro, Polianna de Souza, abriu o debate com um lembrete essencial: embora o CRDH já tenha alcançado mais de 20 mil pessoas desde sua criação, seu verdadeiro impacto não cabe em números.
Ele se revela nas trajetórias reconstruídas. Como a de Lucia Melo Garrido e de seu esposo, o artesão chileno Hiram Garrido Sanhueza, que por anos viveram à margem, dormindo sob o teto da universidade local apenas quando a cidade silenciava. Ex-moradores de rua, o casal de artesãos encontrou no CRDH a ponte para a documentação e, consequentemente, para a educação.
"Esperávamos a cidade dormir para poder descansar", relatou Lúcia em um depoimento que silenciou o plenário. Hoje, aos 54 anos, ela está concluindo o ensino médio e planeja a faculdade, junto com Irã, e também se especializam em cursos técnicos. O relato deles evidencia que o fechamento da unidade não economiza dinheiro; ele interrompe trajetórias de dignidade.
Essa atuação se sustenta em uma rede institucional que articula diferentes níveis do sistema de justiça. O defensor público estadual Diego Rodrigues Costa destacou o papel estratégico do centro no atendimento a famílias de pessoas privadas de liberdade, um grupo frequentemente invisibilizado e penalizado junto com quem está preso. Segundo ele, o CRDH se tornou a principal ponte entre essas famílias e a Defensoria Pública, especialmente em questões que envolvem saúde mental e dignidade no sistema carcerário.
A mesma percepção foi compartilhada pelo defensor público da União, Renan Souto Maior, que ressaltou a importância da unidade na identificação de casos de trabalho análogo à escravidão e na regularização de crianças brasileiras nascidas em território boliviano. A presença de Grover Paco Arce, representante do Consulado da Bolívia, evidenciou que a atuação do CRDH ultrapassa fronteiras nacionais, lidando com uma realidade transfronteiriça complexa, onde violações de direitos frequentemente não encontram resposta institucional adequada. Sem essa estrutura na ponta, muitas dessas situações sequer chegam ao conhecimento das instâncias judiciais.
O secretário adjunto de Direitos Humanos, Cristiano Nogueira, enfatizou que sua participação no encontro visava, acima de tudo, abrir os ouvidos para as realidades de quem vive na fronteira. Ao se colocar como um elo entre o território e a capital, Cristiano buscou garantir que o trabalho de manutenção do Centro de Referência não ficasse restrito aos debates da Câmara.
A indignação diante da ameaça de fechamento ganhou dimensão política na fala do vereador Cézare Pastorello (PT). Ele chamou atenção para uma contradição estrutural: enquanto se luta para preservar um equipamento essencial, o município convive com outras violações massivas de direitos. Entre elas, a ausência de transporte público, que compromete o acesso de idosos a serviços bancários, de estudantes às escolas e de pacientes às unidades de saúde. Trata-se, segundo o parlamentar, de uma barreira concreta ao exercício da liberdade, um direito que, na prática, segue negado a grande parte da população.
O debate também apontou caminhos. Rodrigues Schneider, da Ouvidoria Geral de Polícia de Mato Grosso (OGP-MT), sugeriu a evolução do modelo atual para uma unidade especializada de fronteira, capaz de responder a demandas específicas como o tráfico de pessoas e o atendimento a migrantes de múltiplas nacionalidades. A complexidade social de Cáceres, marcada por desigualdades profundas e pelo racismo estrutural, refletido de forma evidente no sistema prisional, como destacou Marcela Profeta, exige não apenas a manutenção, mas o fortalecimento das políticas públicas de direitos humanos.
Outras vozes reforçaram a urgência do tema. Valquíria de Souza, do Conselho Municipal de Educação (CMEC), alertou para os entraves documentais que ainda impedem crianças migrantes de acessarem a escola, perpetuando ciclos de exclusão.
Representantes do Ministério Público, da OAB e da Organização Internacional para as Migrações foram unânimes: a rede de proteção social de Cáceres depende diretamente da atuação do CRDH.
Ao final, muito além do que uma audiência, o encontro consolidou um posicionamento coletivo. A economia de recursos não pode servir de justificativa para o apagamento de vidas. Manter o CRDH ativo é garantir que a fronteira não se transforme em linha de abandono, mas permaneça como território de encontro, acolhimento e afirmação de direitos.
O que era para ser mais uma noite tranquila terminou em terror e morte na cidade de Comodoro. José Gabriel Ferreira Rodrigues, de 26 anos, foi executado a tiros durante um assalto brutal dentro da própria casa, na noite de ontem, quinta-feira (16). A companheira dele foi espancada pelos criminosos na frente do filho do casal, uma criança de apenas 2 anos.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 23h30, após a mulher sair desesperada pedindo socorro em casas vizinhas. Ela relatava ter sido violentamente agredida e que o marido havia sido baleado dentro da residência.
Quando os policiais chegaram à quitinete, na avenida Walter Campos Brandão, encontraram a vítima ainda com o filho pequeno e em estado de choque. Ela contou que dois criminosos arrombaram a porta e invadiram o imóvel. Ambos eram altos, magros e estavam com o rosto parcialmente coberto, um usava capacete e o outro touca preta, dificultando a identificação.
Em relato chocante, a mulher disse que foi arrastada para fora da casa e levada até um cômodo ao lado, onde foi jogada no chão e espancada com chutes e coronhadas na cabeça. Enquanto isso, os bandidos foram até o quarto onde José Gabriel estava, mandaram que ele se deitasse no chão e, sem piedade, efetuaram dois disparos à queima-roupa.
No local, a polícia encontrou cápsulas de munição calibre 9 milímetros. O Corpo de Bombeiros chegou a socorrer José Gabriel, que ainda apresentava sinais vitais, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da ambulância, antes de chegar ao hospital, já na madrugada de sexta-feira (17).
Após o ataque, os criminosos fugiram levando dois celulares, um Samsung J7 prata e um Redmi 11 azul, além de uma motocicleta Honda CG 125 Titan vermelha, que havia sido emprestada ao casal. Eles escaparam na contramão e desapareceram sem deixar pistas.
A área foi isolada pela Polícia Militar até a chegada da Polícia Civil, que assumiu o caso. O crime é investigado como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte, e revolta pela extrema violência praticada diante de uma criança.
Policiais militares do 15º Comando Regional prenderam, na quinta-feira (16 de abril), cinco pessoas suspeitas de roubo mediante sequestro em uma propriedade rural, em Terra Nova do Norte. As equipes apreenderam quatro armas de fogo, munições, dois veículos e dez aparelhos celulares. Entre os envolvidos, estão quatro homens e uma mulher.
Os militares foram informados sobre um roubo na zona rural do município. Na ocasião, cinco pessoas haviam sido rendidas pela quadrilha, que estava armada, por cerca de 12 horas. Eles foram ameaçados de morte várias vezes durante a ação.
Os suspeitos também realizaram transferências bancárias que ultrapassaram R$ 50 mil e roubaram uma caminhonete Toyota Hilux, além de outros pertences das vítimas.
Os policiais militares reforçaram o patrulhamento tático na região e receberam informações de que o condutor de um Monza azul prestava apoio aos criminosos. O motorista teria passado pelo município de Terra Nova do Norte e seguia no sentido de Nova Guarita.
O carro foi localizado em um trecho da MT-208, momento em que dois suspeitos foram abordados e detidos. Já os outros três integrantes da quadrilha estavam na caminhonete com um casal de vítimas, que foi liberado em um posto de combustível.
Os policiais militares localizaram os suspeitos que, ao perceberem a aproximação das equipes policiais, fugiram em alta velocidade, dando início a uma perseguição.
O condutor seguiu para uma região de mata. No trajeto, ele perdeu o controle da direção, saiu da pista e capotou. Em seguida, dois homens foram vistos saindo correndo do carro, sendo abordados e detidos. Já outro integrante da quadrilha foi localizado escondido em uma propriedade rural.
Os envolvidos foram identificados como membros de uma facção criminosa, com diversas passagens criminais, como furto, roubo e tráfico ilícito de drogas.
Os militares encontraram as armas e outros pertences das vítimas na caminhonete. A quadrilha foi conduzida à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Dois funcionários da concessionária Energisa foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso na tarde de quinta-feira (16), em Lucas do Rio Verde. A ação foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) do município.
Os suspeitos, de 26 e 29 anos, foram flagrados no momento em que tentavam negociar valores ilícitos com um empresário da cidade. Eles foram autuados em flagrante pelo crime de concussão.
As investigações começaram após a vítima procurar a Polícia Civil e denunciar que estava sendo alvo de extorsão por parte de funcionários da concessionária de energia. Segundo o relato, os fatos tiveram início no dia 14 de abril, quando os suspeitos realizaram uma vistoria no estabelecimento.
No dia seguinte, eles retornaram ao local alegando a existência de uma suposta ligação clandestina e propuseram um “acordo financeiro”, exigindo o pagamento de R$ 15 mil para não proceder com a autuação.
Já na tarde desta quinta-feira (16), os funcionários voltaram à empresa com o objetivo de concluir a negociação ilícita. Nesse momento, policiais da Derf realizaram o flagrante. Os suspeitos estavam uniformizados e, segundo a polícia, coagiam a vítima.
O empresário informou que adquiriu a empresa recentemente e que desconhecia qualquer irregularidade. Ainda assim, a exigência de pagamento para evitar autuação caracteriza o crime de concussão.
Diante dos fatos, os dois funcionários receberam voz de prisão e foram encaminhados à delegacia. Após serem interrogados pela delegada Paula Moreira Barbosa, foram autuados em flagrante e colocados à disposição da Justiça.
Uma operação integrada das forças de segurança resultou na apreensão de um veículo suspeito de envolvimento em homicídios e na condução de quatro suspeitos à delegacia, no dia 16 de abril, em Pontes e Lacerda.
Segundo informações do 12º Comando Regional, equipes da Força Tática, RAIO, ARI e Polícia Civil levantaram dados indicando que um veículo Nissan Versa, de cor prata, poderia ter sido utilizado em pelo menos dois homicídios recentes — um registrado dias antes em Vila Bela da Santíssima Trindade e outro ocorrido na madrugada do próprio dia 16, no assentamento Barra do Marco.
Durante checagens, foi identificado que um veículo com as mesmas características circulava regularmente em Cuiabá, levantando a suspeita de que o automóvel localizado em Pontes e Lacerda poderia ser um “dublê”.
Em patrulhamento nas proximidades do campo do bairro Vila Guaporé, a equipe da Força Tática localizou o carro sendo guardado em uma funilaria. No local, um dos suspeitos foi abordado ao sair do estabelecimento. Outro homem também foi encontrado dentro da oficina.
Durante as abordagens, os envolvidos apresentaram versões divergentes. Um deles afirmou que apenas realizava serviços no local e que teria sido solicitado para guardar o veículo. Já o responsável pela oficina declarou que o carro foi deixado por uma pessoa não identificada, com a chave próxima ao muro do estabelecimento.
As diligências seguiram e levaram os policiais até um terceiro suspeito, que relatou que o veículo já havia permanecido em sua residência anteriormente, e que teria sido solicitado por um indivíduo conhecido apenas como “Véio” para guardar o automóvel.
Na sequência, a Polícia Civil identificou um quarto envolvido, apontado como responsável por conduzir o veículo até a oficina. Ele foi localizado em um estabelecimento comercial da cidade. Em depoimento, afirmou que transportou dois indivíduos até a região e, posteriormente, conduziu o Nissan Versa até as proximidades de um motel, onde deixou os passageiros e retornou.
Durante buscas na residência desse suspeito, os policiais encontraram uma camiseta utilizada no dia dos fatos e uma embalagem vazia de munição, possivelmente de calibre 9mm.
Na análise do veículo, foram constatados diversos indícios de adulteração, incluindo alterações na numeração do motor, inconsistências em etiquetas identificadoras e possíveis remarcações. Também foram observados vestígios semelhantes a sangue na porta do passageiro.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e investigadores da Polícia Civil estiveram no local e realizaram os procedimentos necessários.
Posteriormente, foi confirmado que o Nissan Versa é produto de furto ocorrido no mês de março, na cidade de Cuiabá.
Ao todo, quatro suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil. Durante a ação, também foram apreendidos dois veículos, quatro aparelhos celulares e outros materiais que podem contribuir com as investigações.
O caso segue sob apuração das autoridades, que buscam esclarecer a participação dos envolvidos e a ligação direta com os homicídios investigados.
A juíza da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Helícia Vitti Lourenço, concedeu liberdade provisória, sem fiança, a Raquel Teodoro Pontes, de 19 anos, que confessou ter assassinado a facadas o padrasto, Sandro Rodrigues de Assis, de 40 anos, na quarta-feira (15), no bairro Voluntários da Pátria, na Capital. Em decisão proferida na quinta-feira (16), a magistrada entendeu que ela agiu para defender a mãe, que estava sendo agredida.
Helícia Lourenço também levou em consideração o fato de que a autora confessa possui residência fixa e trabalho, mesmo já tendo sido condenada por agredir a própria mãe.
“Isto porque, embora a autuada possua uma condenação por vias de fato, possui trabalho lícito, residência fixa, telefones para contato, e as circunstâncias do fato autorizam a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, as quais se mostram mais adequadas ao caso concreto, o que não o eximirá da responsabilização por seus supostos atos, nos termos da lei, porém, neste momento, não há que se falar em necessidade da prisão preventiva”, diz trecho da decisão.
Raquel foi submetida a medidas cautelares, como manter endereço, WhatsApp e telefone atualizados; comparecer a todos os atos processuais quando intimada; não se ausentar de Cuiabá sem autorização; não portar qualquer tipo de arma; não ingerir bebida alcoólica; e não frequentar bares, restaurantes, prostíbulos ou locais semelhantes.
A magistrada determinou ainda que Raquel frequente os Alcoólicos Anônimos (A.A.) e apresente comprovante por 30 dias.
O crime
Sandro Rodrigues de Assis foi assassinado com duas facadas no peito, na tarde de quarta-feira.
De acordo com o registro da ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender ao homicídio e, ao chegar ao local, encontrou a vítima já sem vida.
A mãe de Raquel, Rosana de Fátima de Melo Teodoro Pontes, e um conhecido do casal estavam na casa. A mulher relatou aos policiais que consumia bebidas alcoólicas com a filha quando Sandro chegou e passou a demonstrar ciúmes, partindo para cima dela.
Raquel discutiu com o padrasto, o atacou com golpes de faca e fugiu na companhia do marido.
A Polícia Militar foi até o endereço indicado por Rosana e encontrou Raquel. Ela confessou a autoria do crime e disse ter sido retirada do local pelo marido.