Um homem de 45 anos ficou gravemente ferido após ser brutalmente atacado a golpes de facão pelo próprio vizinho, na noite de ontem, segunda-feira (17), em Sorriso.
A violência teria começado por causa de uma dívida de apenas R$ 40 referente a um serviço de pintura. O agressor fugiu em uma caminhonete Amarok branca e ainda não foi localizado.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima deu entrada na UPA por volta das 21h50, já com vários cortes profundos pelo corpo. Mesmo muito machucado, o homem conseguiu relatar aos policiais o que aconteceu.
Ele contou que havia feito um serviço de pintura na casa do vizinho e que parte do valor — míseros R$ 40 — ainda não havia sido paga. Após esperar o dia inteiro e não receber o acerto, o trabalhador decidiu procurar o morador para cobrar o combinado.
A cobrança, porém, virou discussão. No calor da briga, o vizinho teria pegado um facão e partido para cima da vítima, golpeando-a nos braços, ombro, costas e peito. O ataquesó não terminou em tragédia maior porque o pintor conseguiu fugir e pedir ajuda.
Após ferir o homem, o agressor entrou rapidamente em uma Amarok branca e deixou o local em alta velocidade. A Polícia Militar fez buscas, mas o suspeito não foi encontrado.
O caso foi encaminhado para a Polícia Civil, que agora investiga a tentativa de homicídio.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de hoje (18), terça-feira, a Operação Falso Contato, para cumprimento de 32 mandados judiciais no Estado do Rio Grande do Sul e desarticular um grupo criminoso especializado em crimes de extorsão praticados na internet. A investigação apontou que, bandidos que estão presos, aplicavam o chamado "golpe do nudes" em moradores de Mato Grosso usando o falso perfil de uma adolescente e lesando as vítimas em até R$ 100 mil.
São cumpridos, na operação, 16 mandados de busca e apreensão domiciliar e outras medidas diversas da prisão, dentre elas, afastamentos do sigilo dos telefones investigados, expedidos pelo Juízo 4.0 de Garantias de Cuiabá.
Todas as ordens judiciais são cumpridas em Porto Alegre e outras cinco cidades da região metropolitana do Estado do Rio Grande do Sul. A operação policial tem o objetivo de apreender diversos dispositivos eletrônicos, como smartphones, tablets e notebooks, essenciais para a produção, armazenamento e compartilhamento de arquivos e comunicação dos criminosos.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), resultou na identificação de 16 integrantes do grupo, alguns deles com forte elo à Penitenciária Estadual de Charqueadas (RS), e que aplicavam o golpe conhecido como "sextorsão" contra vítimas em Mato Grosso.
No esquema de extorsão identificado pela DRCI, os criminosos entravam em contato com vítimas por meio de redes sociais, como o Instagram, por meio de um perfil falso de uma suposta adolescente. Com o pretexto de buscar orientações profissionais, a conversa migrava para o aplicativo WhatsApp.
Após conseguir uma foto do rosto da vítima, o grupo criminoso realizava a montagem de vídeos ou fotos íntimas falsas. Na sequência, um segundo criminoso entrava em contato se passando por "policial civil" ou "pai da suposta adolescente", sob a falsa alegação de que a vítima teria trocado imagens íntimas com uma menor, criando uma ameaça de prisão por pedofilia e exposição pública.
A extorsão se consumava com a exigência de pagamentos significativos, chegando a R$ 100 mil (como no caso em Mato Grosso), sob o pretexto de "acordos" ou "multas", para que não dessem andamento a uma possível investigação. Para aumentar a pressão, os bandidos escalavam as ameaças, chegando a afirmar que seriam membros de determinada facção criminosa.
A operação é resultado de uma investigação complexa, que se estendeu por quase dois anos, com diligências cruciais para mapear a rede de atuação dos criminosos, que operavam a partir de diversas contas falsas em redes sociais e e-mails.
Segundo o delegado Guilherme Campomar da Rocha, responsável pelas investigações, o trabalho investigativo permitiu identificar um elo entre todos os 16 suspeitos, sendo os envolvidos reeducandos e ex-reeducandos da Penitenciária Estadual de Charqueadas (RS), além de familiares ou visitantes.
"A operação é a prova do empenho de quase dois anos de investigação, em que utilizamos tecnologia de ponta e análise complexa de dados telemáticos para mapear uma rede interestadual de extorsão. O crime cibernético não é sem rosto; ele deixa rastros, e a Polícia Civil de Mato Grosso já provou que tem a capacidade técnica para identificá-los e responsabilizá-los", disse o delegado.
Para o delegado titular da DRCI, Guilherme Fachinelli, a Operação Falso Contato demonstra o trabalho incansável da Polícia Civil de Mato Grosso em dar respostas duras a todos aqueles que se aventuram a vir ao Estado de Mato Grosso buscar vítimas, mesmo que de forma virtual.
A operação contou com apoio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor), da Polícia Civil de Mato Grosso, e do Departamento Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCCP), da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
Na manhã de ontem (17/11), segunda-feira, a senhora Juliene da Silva, moradora do Bairro Santo Antônio, procurou a 1ª Delegacia de Polícia para relatar um acidente envolvendo seu pai, Eurico Ventura da Silva, de 80 anos.
Segundo Juliene, no dia 13/11 (quinta-feira), ela recebeu uma ligação realizada do telefone do próprio pai, na qual uma pessoa informou que ele havia se envolvido em um acidente de trânsito na BR-070, próximo à entrada do bairro. O idoso pilotava uma motocicleta Traxx quando colidiu com um veículo Volkswagen Saveiro. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atendeu a ocorrência.
Eurico foi encaminhado ao Hospital Regional, onde permaneceu internado. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, ele não resistiu e veio a óbito na data de ontem.
Diante da situação, a filha procurou a delegacia para registrar o caso e comunicar oficialmente o falecimento decorrente do acidente.
Na noite de ontem (17/11), segunda-feira, Ronald Junior, 27 anos, procurou a 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres para relatar um caso de homicídio ocorrido em San Matías, na Bolívia, onde atua como médico no posto de saúde local.
Segundo o profissional, durante a tarde ele recebeu um chamado para atender uma ocorrência médica em uma propriedade rural. Ao chegar ao endereço, encontrou Lupércio Leonel de Menezes, 43 anos, gravemente ferido após ser atingido por um disparo de arma de fogo no olho direito. A vítima foi encaminhada imediatamente ao hospital de San Matías.
Devido à gravidade do quadro, Lupércio foi transferido para o Hospital Regional de Cáceres. No entanto, durante o trajeto, nas proximidades do posto operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da ambulância.
A polícia boliviana já iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime.
Lupércio era filho da conceituada advogada Cibelia Lente, que atuou como professora da Unemat e procuradora do Estado. Ele também era servidor da Universidade do Estado de Mato Grosso, que decretou luto oficial nesta terça-feira em razão de sua morte.
O corpo está sendo velado na Capela Park dos Ipês, em Cáceres.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (18.11), a Operação Guns, para cumprimento de 17 ordens judiciais com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado no comércio ilegal de armas de fogo, com conexões interestaduais.
As equipes cumprem nove mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Juízo 4.0 de Garantias da Capital. As ordens judiciais são cumpridas em endereços localizados em Cuiabá, Várzea Grande e Santa Rita do Trivelato.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), apuram os crimes de comércio ilegal de arma de fogo e integrar organização criminosa, além de indícios de lavagem de dinheiro.
A utilização de armamentos com numeração raspada e produtos de roubo agrava a conduta dos investigados. A ação busca apreender armas de fogo, munições, dispositivos eletrônicos, documentos e valores em espécie relacionados às atividades criminosas.
Investigações
A investigação teve início em 25 de abril de 2024, quando, em uma ocorrência policial, foram localizadas duas armas de fogo municiadas, descartadas pelos ocupantes de uma caminhonete S10. Na abordagem, foram apreendidas uma pistola Glock calibre 9mm com numeração raspada e uma pistola Taurus calibre .45, produto de roubo. Na chácara de onde os investigados haviam saído, a equipe policial também localizou drogas.
A partir de elementos colhidos durante as investigações, as equipes da Denarc descortinaram um complexo esquema de comércio ilegal de armamentos. O grupo criminoso negociava diversos tipos de armas, incluindo pistolas, revólveres, fuzis e metralhadoras.
Os armamentos eram comercializados por valores que variavam entre R$ 4 mil e R$ 19 mil, além de transações envolvendo munições e acessórios.
Lavagem de dinheiro e conexões interestaduais
As investigações revelaram que o grupo criminoso utilizava contas bancárias vinculadas a duas empresas para movimentação financeira ilícita. Os CNPJs estavam registrados em nome de indivíduos com passagens criminais, configurando fortes indícios de uma estrutura voltada para lavagem de capitais.
As investigações apontaram a dimensão interestadual das operações, com armamentos sendo adquiridos e negociados entre criminosos de Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro.
Estrutura hierarquizada
As investigações identificaram um grupo criminoso hierarquizado e estruturado, com possível vinculação a uma facção criminosa, que atua de forma permanente e contínua no comércio ilegal de armamentos. O líder do grupo coordenava as ações criminosas de dentro do sistema prisional, utilizando terceiros para operacionalizar as transações.
Segundo o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pela coordenação da operação, os investigados ocupam diferentes posições na estrutura criminosa – intermediação, armazenamento, repasse de armamentos, fornecimento de munições e movimentação financeira.
“O líder exercia o comando das operações mesmo estando recluso; intermediadores negociavam e transportavam armamentos; operadores logísticos auxiliavam no armazenamento e repasse; fornecedores mantinham estoque de munições; havendo, ainda, a movimentação de valores por meio de contas de terceiros e empresas”, explicou o delegado.
As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos, aprofundar a materialidade dos delitos e mapear a extensão das operações do grupo criminoso.
“A análise de dispositivos eletrônicos que venham a ser apreendidos poderá revelar novas informações sobre a estrutura, logística e integrantes da organização, além de identificar possíveis conexões com outras atividades ilícitas”, completou Muniz.
Guns
O nome da operação faz referência ao objetivo central da investigação, o combate ao comércio ilegal de armas de fogo.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.
Oassada de uma pessoa ainda não identificada foi encontrado enterrado na zona rural da cidade de Cocalinho, na manhã de ontem, segunda-feira (17). Parte da ossada foi encontrada para fora da cova.
De acordo com as informações apuradas pelo , a equipe da Polícia Civil estava em diligências apurando um desaparecimento na cidade e recebeu informações sobre um corpo.
Segundo apurado, o cadáver estava em uma área na MT-100, sentido Goiás, próximo de uma lavoura de soja. As equipes foram até o local e fizeram buscas com o auxílio de um drone.
Em determinado ponto, perceberam que parte da terra estava revirada. No local, encontraram uma camisa enterrada com algumas partes para fora. Parte da ossada, que é de um pé, também estava para fora.
Cena foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e Perícia Oficial (Politec), que vai realizar os exames para identificar a vítima. Caso segue sob investigação.
Policiais militares do 1º Batalhão de Cuiabá resgataram, na manhã desta segunda-feira (17.11), dois homens que estavam sendo submetidos a agressões por membros de uma facção criminosa às margens do Rio Cuiabá. Um dos suspeitos foi preso em flagrante após ser encontrado no local mantendo as vítimas amarradas e sob ameaças.
A ação criminosa teve início por volta das 6h, quando a equipe policial recebeu informações via Ciosp de que dois homens estariam sendo agredidos atrás de um barracão na região do bairro Praeirinho. Durante as rondas, os policiais localizaram uma motocicleta nas proximidades, o que levantou suspeitas sobre o local.
Ao descerem o barranco, os militares visualizaram os suspeitos, que fugiram ao perceber a presença da PM. Dois homens e uma mulher pularam no rio e não foram localizados. Já um dos envolvidos, de 20 anos, foi detido pela PM.
Após a prisão, os policiais encontraram as duas vítimas amarradas e com diversas lesões pelo corpo. Elas relataram que estavam em um bar quando foram abordadas pelo grupo, retiradas do estabelecimento e levadas ao local onde sofreram as agressões.
Segundo as vítimas, todos os suspeitos estavam armados e faziam constantes ameaças de morte. Elas foram agredidas com socos, chutes, pauladas e golpes com um espeto de ferro.
Os criminosos também vasculharam os celulares das vítimas em busca de informações sobre outras facções. Um dos homens informou que uma das suspeitas era sua ex-namorada, apontada como mandante do sequestro. O grupo também roubou duas motocicletas e três celulares.
Durante varredura no local, os policiais encontraram uma bolsa com 18 porções de substância análoga à maconha, três porções de pasta-base e materiais utilizados para embalagem de entorpecentes.
Diante dos fatos, o suspeito detido foi encaminhado para a Central de Flagrantes. Em consulta ao sistema, foi constatado que ele possui diversas passagens criminais por tráfico ilícito de drogas.