Inventaram uma grande mentira e deverão responder por falsa comunicação de crime, entre outros, tanto a mãe quanto casal que levou o mesmo até o pronto atendimento médico em Cáceres
A Policia Judiciária Civil, através da Delegacia Especializada da Mulher, juntamente com a Divisão de Homicídios da 1DP, em um intenso trabalho de investigação conseguiram chegar até a mulher de iniciais E.A.R. de 36 anos, (mãe do recém-nascido) abandonado na madrugadinha de segunda feira, 15/01, próximo a lixeira de uma residência, localizada na Rua das Flores, no Bairro Espírito Santo, em Cáceres, posteriormente encaminhado pelo proprietário da referida residência até o pronto atendimento médico para receber cuidados médicos.
A Dra. Judá Maali, delegada de policia, titular da Delegacia Especializada da Mulher, relatou em uma coletiva de imprensa que na verdade a história não é bem essa e que o proprietário da residência, que na verdade não foi no Bairro Espírito Santo e sim no Residencial Dom Máximo, o senhor de iniciais A.R.C. e sua esposa mentiram no primeiro momento, dizendo que o mesmo encontrou a criança próxima a lixeira, na verdade, ele e sua esposa ajudaram no parto da criança para poderem adotar o mesmo e que devem responder por falsa comunicação de crime entre outros, bem como a mãe do recém-nascido.
O proprietário da residência (que levou a criança até o pronto atendimento médico), disse em seu interrogatório a autoridade policial que na verdade, o fato teve início na noite do domingo, a mãe da criança E.A.R. teria ligado para sua esposa, pedindo para eles fossem lhe buscar, pois a mesma queria dormir na residência deles, alegando que no dia seguinte ela iria no posto de saúde e como eles (casal) possui um veículo poderia leva-la até a unidade de saúde.
Conforme A.R.C. (interrogado) o mesmo ainda perguntou se ela não queria ir naquele momento mesmo até o posto de saúde, mas que ela disse que não, que estava tudo bem, mas que na madrugadinha de segunda feira, por volta das 04 ou 05 horas, ele e sua esposa começaram a ouvir gemidos dela (E.A.R), que já se encontrava em trabalho de parto, que rapidamente se levantaram e foram lhe ajudar, chegando no quarto seguraram a sua mão e ela fez muita força e deu a luz a criança, logo em seguida ele pegou uma tesoura e cortou o cordão umbilical do bebê, depois enrolaram o mesmo em uma coberta, logo após a mãe (E.A.R) pediu para que o casal a levasse embora, sendo que no meio do caminho a mãe pediu que parassem em uma farmácia para comprar leite e mais alguns itens para o bebê.
Segundo ainda o interrogado, nessa hora ele ainda perguntou se ela (mãe) não queria levar a criança até um hospital, mas ela disse que não, que após deixar ela em sua casa, o bebê ficou com eles (casal), mas que eles ficaram nervosos com a situação e passaram no serviço de sua enteada (filha de sua esposa), e ela os acompanhou até o pronto atendimento médico para levarem o bebê e que ele (A.R.C.) e sua esposa sabiam da gravidez da (E.A.R.) desde o início, mas que ela sempre dizia que não queria o bebê, que era uma gravidez indesejada, então ele e sua esposa se manifestaram em adotar a criança e que ela teria concordado.
Por sua vez, a mãe do bebê, (E.A.R.), conduzida até a delegacia de policia, pelos investigadores, relatou em seu interrogatório que é solteira e tem 05 filhos, de outros relacionamentos, mas que apenas 03 moram com ela em sua residência, localizada no Residencial Jardim Universitário, que esta desempregada e não recebe o bolsa família, sendo ajudada pela mãe e pelos pais dos meninos mais velhos, que no mês de abril de 2016, conheceu um rapaz onde vieram a se relacionar, onde durou nove meses, mas que foi conturbado, pois a mesma sofria agressões por parte dele e queria se separar em virtude disso, mas queria resolver isso sozinha e não contava para sua família, depois descobriu que estava grávida, mas não teve a intenção de interromper a gravidez.
Segundo ainda a interrogada, próximo ao oitavo mês resolveu contar para a amiga (esposa de A.R.C.) sendo que a mesma sabia que ela sofria violência doméstica e que durante uma conversa com sua amiga ela resolveu doar a criança para eles, para que o bebê tivesse uma melhor qualidade de vida e que o pai não tivesse conhecimento do nascimento da criança e que na madrugada de segunda feira o bebê nasceu na casa deles (casal) e que ela (mãe da criança) naquele momento disse para eles que dissessem que havia recebido o bebê de uma pessoa desconhecida, para que o nome dela não aparecesse em hipótese alguma.
A interrogada disse ainda que no período da tarde desta terça feira, os investigadores de policia foram até a sua casa dizendo que haviam recebido uma denúncia de que ela estava grávida e que havia perdido a criança, mas nessa hora ela negou a gravidez, dizendo ser uma mulher solteira, sem relacionamento com ninguém, mas no caminho para delegacia ela confessou e revelou a verdade dos fatos, disse ainda que não deseja ficar com a criança, mas que não tentou aborto, o bebê nasceu de forma espontânea.