Na tarde de ontem, quarta-feira (7), por volta das 15h30, a Polícia Militar foi acionada via CIOSP após denúncia de que um indivíduo estaria ameaçando de morte seus vizinhos na Rua do Lobo, no Bairro Boa Esperança.
De imediato, a guarnição deslocou-se até o local e fez contato com a vítima, um homem de 35 anos, que relatou estar participando de um almoço em família na residência de sua mãe. Segundo ele, após a refeição, diversas crianças, inclusive menores de idade, brincavam em um pula-pula instalado no local para a confraternização familiar.
Nesse momento, o suspeito, um vizinho de 36 anos, teria surgido portando uma pedra e passou a ameaçar a vítima e as crianças, afirmando que iria matá-los e, posteriormente, atear fogo na residência. Ainda conforme o relato, o agressor disse ser integrante de uma facção criminosa e que acionaria outros membros para executar as ameaças.
A guarnição realizou a checagem do suspeito, constatando que ele possui diversas passagens criminais anteriores. Inicialmente, a vítima informou que não registraria boletim de ocorrência, pois deixaria o local com as crianças. Diante da presença policial, o suspeito afirmou que cessaria as ameaças.
Entretanto, após a equipe retomar o patrulhamento, a vítima passou a desmontar o pula-pula para ir embora, quando o suspeito novamente saiu de sua residência e voltou a proferir ameaças de morte, ainda mais alterado. A guarnição retornou ao local e, ao tentar realizar a abordagem, o indivíduo resistiu à ordem de prisão, sendo necessário o uso de algemas.
Durante a condução, o suspeito passou a desacatar e ameaçar os policiais, afirmando que iria persegui-los pela cidade e que atentaria contra a vida dos agentes e de seus familiares, além de proferir diversos xingamentos de baixo calão. Ele também passou a chutar o porta-malas da viatura.
O indivíduo foi conduzido ao CISC, algemado e sem lesões aparentes, para as providências cabíveis. Durante a confecção do boletim de ocorrência, o suspeito permaneceu extremamente alterado, chutando portas e cadeiras, desferindo cabeçadas no vidro e continuando com insultos e ameaças à guarnição, alegando que “não daria em nada” por ser usuário de drogas.
O caso foi devidamente registrado e encaminhado às autoridades competentes para as medidas legais cabíveis.