Um grupo de presos teve a transferência para o Centro de Custódia da Capital (CRC), barrada por agentes penitenciários nesta quarta-feira (23). O grupo saiu do Fórum após audiências de custódia, mas teve de retornar após a recusa dos agentes penitenciários em receber os detentos.
Em greve há dois dias, os agentes prisionais seguem acampados em frente as unidades por todo Estado para garantir que sejam mantidos somente os serviços essenciais. Após o descumprimento da determinação judicial os servidores podem ser presos, segundo determinou um juiz.
A informação sobre a ordem de prisão para os agentes que não cumprirem o pedido judicial, foi repassada à categoria pelo presidente do Sindicato dos Servidores penitenciários do Estado de Mato Grosso (SINDSPEN-MT), João Batista.
João Batista convocou os trabalhadores através do aplicativo whatsapp e cobrou apoio dos profissionais.Quem puder descer para o Centro de Custódia, vamos dar apoio ao pessoal, pois provavelmente eles foram buscar reforço policial, declarou.
A greve, programada para durar cinco dias, teve início nas primeiras horas da última segunda-feira e os presos de todo o estado estão impedidos de receber seus familiares e visitas intimas durante todos esses dias.
Ademir da Mata, secretário-geral do SINDSPEN-MT, disse que os trabalhos na cadeias e penitenciárias do Estado estão lentos, porém está sendo mantida a segurança nas unidades e que apenas será liberada a saída de preso para audiência admonitória, aquela em que o juiz vai determinar restrições de liberdade e, mediante às quais, autorizar a soltura.
A greve foi decretada ilegal pelo Tribunal de Justiça (TJ), ainda no domingo (20).
A motivação da greve é melhorias nas condições de trabalho, assegura João Batista, presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen).
Entre as principais reivindicações estão a realização de concurso público para contratação de agentes, pagamento da jornada voluntária, que seria a hora extra dos agentes que trabalham em dias de folga para suprir a falta de profissionais.
Fonte:VGnews