Wellyngton Eduardo da Costa Jardim, de 35 anos, sequestrado por criminosos que se passaram por policiais, foi encontrado morto na tarde desta terça-feira (11), em uma região de mata no Capão Grande, em Várzea Grande.
Informações preliminares apontam que a vítima teria sido decapitada. A condição em que o corpo foi localizado, no entanto, ainda não foi oficialmente detalhada pela Polícia Civil. A confirmação deverá ocorrer após os trabalhos periciais e o exame de necropsia no Instituto Médico Legal (IML).
Conforme o RepórterMTpublicou, Wellyngton foi levado de dentro da própria casa, no bairro São Benedito, durante a madrugada de segunda-feira (10).
Segundo o boletim de ocorrência, doiscriminosos encapuzados invadiram a residência por volta das 4h40 e se apresentaram como policiais. Wellyngton e a companheira foram rendidos enquanto os bandidos vasculhavam o imóvel.
A dupla fugiu levando a vítima, uma quantia em dinheiro e dois aparelhos celulares. A companheira de Wellyngton permaneceu na residência e procurou a polícia para denunciar o sequestro.
Equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionadas para atender à ocorrência no local onde o corpo foi encontrado. A área foi isolada para os trabalhos da perícia.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do crime.
No começo da manhã desta terça-feira, (11), por volta das 05h, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo em uma residência localizada na Rua dos Ferreiros, no bairro Cavalhada, em Cáceres.
De posse das informações e do endereço, uma equipe da Rádio Patrulha seguiu rapidamente até o local e constatou a veracidade da denúncia. Os policiais encontraram o portão da residência danificado e com diversas marcas de tiros, além de estojos de munição espalhados pela área.
Diante da situação, a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas e compareceram ao endereço para realizar os procedimentos necessários e coletar possíveis evidências que possam auxiliar nas investigações.
Em conversa com o morador do imóvel, de 39 anos, ele relatou aos policiais que, por meio das imagens das câmeras de monitoramento da residência, conseguiu visualizar um veículo de cor prata se aproximando e colidindo contra o portão.
Na sequência, segundo o morador, os ocupantes do veículo passaram a efetuar diversos disparos contra a residência. Como não conseguiram entrar no imóvel, os suspeitos fugiram rapidamente do local, tomando rumo ignorado.
A motivação do ataque ainda é desconhecida. O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que busca identificar os autores e esclarecer o que teria motivado a ação criminosa.
A CAÇADA
Uma verdadeira operação de caça aos suspeitos mobilizou equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, ROTAM, BOPE e Agência Regional de Inteligência após a tentativa de homicídio registrada no Bairro Cavalhada, em Cáceres. Três suspeitos foram presos após serem cercados e localizados em uma região de mata.
Em continuidade às diligências para localizar os envolvidos na tentativa de homicídio ocorrida no Bairro Cavalhada, equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, com apoio da ROTAM, BOPE e Agência Regional de Inteligência do 6º Comando Regional, intensificaram as buscas pelos suspeitos.
Durante a operação, os policiais localizaram abandonado na região do Carrapatinho, nas proximidades do acesso à Farinheira, um Hyundai HB20, de cor preta, que teria sido utilizado pelos criminosos durante a ação.
Após a checagem, foi constatado que o veículo possuía registro de roubo/furto.
FUGA PARA A MATA
As buscas continuaram e, durante o patrulhamento pela MT-343, uma equipe policial avistou indivíduos em atitude suspeita tentando abordar e entrar em outro veículo.
Ao perceberem a aproximação da polícia, os suspeitos abandonaram a tentativa e saíram correndo, entrando em uma região de mata.
Diante da fuga, as equipes montaram rapidamente um cerco policial, reunindo policiais do 6º Batalhão, ROTAM e BOPE.
Após buscas pela região de mata, os policiais conseguiram localizar e prender três suspeitos, com idades de 20, 22 e 23 anos, sendo estes, moradores de Cuiabá e Várzea Grande.
ENVOLVIMENTO NA TENTATIVA DE HOMICÍDIO
Durante as diligências, os policiais obtiveram elementos que apontaram a participação dos três detidos na tentativa de homicídio registrada anteriormente no Bairro Cavalhada.
Conforme informações registradas no boletim de ocorrência, dois dos envolvidos teriam efetuado os disparos contra uma residência, enquanto outros integrantes permaneceram no veículo utilizado na ação criminosa.
Um quarto suspeito, apontado como o motorista do grupo, conseguiu escapar durante a fuga e não havia sido localizado até o encerramento da ocorrência.
Durante a abordagem, os suspeitos teriam informado aos policiais que duas pistolas calibre .380, supostamente utilizadas na ação criminosa, haviam sido escondidas na região de mata durante a fuga.
As equipes realizaram uma verdadeira varredura em uma extensa área, porém as armas não foram encontradas.
MOTORISTA DE APLICATIVO TAMBÉM TERIA SIDO ALVO
Ainda durante a ocorrência, os policiais constataram que os suspeitos também teriam tentado abordar uma motorista de aplicativo na MT-343.
Segundo as informações levantadas, havia indicação de que o grupo pretendia subtrair o veículo da vítima.
A ação integrada entre as forças policiais terminou com três suspeitos presos e o veículo utilizado na tentativa de homicídio recuperado, além da identificação de novos elementos que poderão auxiliar na investigação.
A ocorrência reforça a atuação das forças de segurança no combate à criminalidade e às organizações criminosas na região de Cáceres.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 2,5 toneladas de drogas na noite de ontem, segunda-feira (10), durante fiscalização na BR-070, em Primavera do Leste. A carga estava escondida no compartimento de um semirreboque. Os tabletes lotaram 4 viaturas policiais.
A apreensão ocorreu no km 290 da rodovia, na Unidade Operacional da PRF. Durante a abordagem de uma combinação de veículos de carga, formada por caminhão-trator e semirreboque, os policiais realizaram a fiscalização do veículo e da carga.
No compartimento do semirreboque, foram encontrados 1.679 tabletes de skunk, que totalizaram 1.929 quilos. Também foram localizados 463 tabletes de cloridrato de cocaína, pesando 483 quilos, e 43 tabletes de pasta base de cocaína, com 45,95 quilos.
Ao todo, a carga somou 2,4 toneladas de entorpecentes. O motorista foi preso em flagrante por tráfico interestadual de drogas, conforme previsto na Lei nº 11.343/2006.
O suspeito, os veículos e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Primavera do Leste, onde foram adotadas as providências cabíveis.
Na manhã de domingo (9), por volta das 9h, uma mulher de 61 anos procurou a Polícia Militar e denunciou o próprio convivente, de 40 anos, por uma série de abusos durante uma ocorrência registrada na Avenida 7 de Setembro.
Segundo o relato da vítima, o homem teria furtado sua bicicleta, um cachimbo e a quantia de R$ 40. Não satisfeito, ainda teria jogado vinho contra o rosto dela antes de deixar o local, seguindo em direção ao bairro Cavalhada.
Durante rondas pela região, a equipe da Polícia Militar foi abordada pela vítima, que repassou as características do suspeito e indicou possíveis locais onde ele poderia estar.
Os policiais realizaram buscas e conseguiram localizar a bicicleta, porém o suspeito não foi encontrado.
Diante da situação, a vítima foi encaminhada ao CISC (Centro Integrado de Segurança e Cidadania), onde foram adotadas as providências cabíveis.
O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes.
Na manhã de ontem, domingo (9), por volta das 9h30, a Polícia Militar realizava rondas pela Rua das Borboletas, no bairro Cavalhada, quando avistou um indivíduo quebrando o asfalto com uma picareta.
Questionado pelos policiais sobre a situação, o homem relatou que havia sido contratado por outra pessoa, informando inclusive o nome e o número de telefone do contratante. Segundo ele, a justificativa seria localizar o encanamento de uma residência que estaria sem abastecimento de água.
De acordo com a PM, o indivíduo não soube informar detalhes sobre o serviço, o endereço exato da residência onde supostamente deveria realizar o trabalho e nem o paradeiro do contratante. Ele afirmou apenas que havia recebido a ordem para abrir um buraco no asfalto e localizar a tubulação.
Os policiais também constataram que a intervenção era realizada sem qualquer sinalização de segurança. Ao ser questionado se possuía autorização dos órgãos competentes para realizar a obra, o homem respondeu que não.
De posse do número de telefone fornecido, a equipe policial entrou em contato com o contratante, que informou não possuir nenhuma ordem por escrito para a realização do serviço. Ele alegou apenas que um funcionário da Autarquia Águas do Pantanal teria autorizado verbalmente a intervenção.
O contratante foi solicitado a comparecer à unidade policial para prestar esclarecimentos, porém, segundo a PM, recusou-se a atender à solicitação.
Diante da situação, o indivíduo que estava realizando o serviço foi encaminhado ao CISC (Centro Integrado de Segurança e Cidadania), para as devidas providências.
Uma mulher indígena de 25 anos foi encontrada com escoriações, hematomas e as roupas do avesso após bebedeira com alguns homens no último sábado (8), em Rondonópolis.
Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na casa de um tio, e levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). No local, os profissionais de saúde levantaram a suspeita de estupro e acionaram a Polícia Militar.
Aos policiais, a mulher disse que não se lembra de nada.
De acordo com a PM, a ocorrência foi registrada por volta das 19h38. A vítima estava bêbada e relatou não se lembrar do que havia acontecido após ingerir bebidas alcoólicas em uma praça do bairro Jardim Atlântico.
Ela informou apenas que foi socorrida pelo Samu na casa do tio, localizada na Avenida Joaquim Nabuco.
A mulher apresentava ferimentos pelo corpo, incluindo hematomas nos braços e no rosto. Ela também estava com as roupas sujas e vestidas pelo avesso, circunstâncias que chamaram a atenção dos profissionais de saúde da UPA, que acionaram a polícia.
A vítima contou aos policiais que se lembrava de estar acompanhada por alguns homens que havia conhecido naquele momento, mas não soube informar os nomes deles. Ela mencionou apenas um homem que já conhecia da Aldeia Indígena Gomes Carneiro.
A mulher permaneceu em observação médica até aproximadamente 2h e, após receber alta, foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil.
Por se tratar de uma vítima indígena, um delegado da Polícia Federal foi comunicado sobre o caso e orientou que a ocorrência fosse registrada normalmente junto à Polícia Judiciária Civil. A Polícia Militar também tentou contato com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), mas não obteve atendimento.
Após o atendimento na UPA, policiais realizaram buscas pelo bairro Jardim Atlântico na tentativa de localizar o homem citado pela vítima e obter mais informações sobre o ocorrido. Ele, no entanto, não foi encontrado.
A ocorrência foi registrada e encaminhada às autoridades competentes, que investigam o caso.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
O Núcleo da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), em Tapurah, conseguiu a liberdade e a absolvição de L.C.P., de 26 anos, que permaneceu preso por 167 dias sob acusação de tentativa de homicídio por supostamente envenenar o vizinho.
O homem foi preso em fevereiro deste ano, depois que o vizinho precisou ser internado. No hospital, a vítima relatou que começou a passar mal após consumir uma dose de cachaça oferecida por L.C.P. A acusação, inicialmente, se baseou no relato da vítima, enquanto a perícia que poderia confirmar a presença de veneno ainda não havia sido concluída.
L.C.P. foi encaminhado para a unidade prisional de Sinop e permaneceu preso mesmo sem a existência de prova pericial que comprovasse o suposto envenenamento.
A Defensoria Pública sustentou a ausência de nexo de causalidade e a falta de prova mínima da materialidade do crime. Segundo a defensora pública Renata Ferreira da Silva, o laudo que poderia esclarecer a acusação ainda estava pendente.
Em junho, a Vara Única de Tapurah negou os pedidos da Defensoria e manteve a prisão preventiva. Diante disso, a defesa ingressou com habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
O pedido foi acolhido pelo desembargador Orlando Perri, que reconheceu a ilegalidade da prisão e determinou a liberdade do acusado.
Um dia antes da decisão, porém, o processo recebeu o laudo pericial que colocou a acusação em xeque: nenhuma das duas amostras analisadas apresentou substâncias de interesse toxicológico ou farmacológico, compostos controlados ou qualquer substância tóxica.
Com a perícia descartando a presença de veneno na bebida, a Justiça de Tapurah acolheu o pedido da Defensoria Pública e absolveu o jovem.
Na decisão, a juíza Patricia Bedin destacou que, sem a comprovação técnica da presença de substância tóxica na bebida, não havia suporte probatório mínimo para afirmar que o acusado teria utilizado veneno em uma tentativa de homicídio.
Assim, após passar 167 dias atrás das grades, L.C.P. foi colocado em liberdade e absolvido da acusação.