Uma mulher foi atacada com cinco golpes de canivete num bar em Pontes e Lacerda, na noite de ontem, quarta-feira (30). O autor do esfaqueamento, antes de atacar a mulher, afirmou que mataria ela igual a um homem. Ele fugiu do local. Um dos golpes atingiu a cintura e as costas da mulher.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a mulher contou que chegou em Pontes e Lacerda nesta quarta-feira para visitar uma amiga, e que foram beber na conveniência do Posto Rondon. Logo após, foram para um barzinho em frente ao posto.
Lá, o suspeito começou a fazer perguntas á amiga dela e, depois, passou a xingá-las. A mulher questionou o motivo daqueles xingamentos, já que nem o conhecia, e o suspeito continuou com as ofensas, dizendo que mataria elas igual a um homem. Nesse momento, a vítima deu um tapa no rosto dele, e o suspeito tirou um canivete do bolso e desferiu cinco golpes na cintura e nas costas. Assim que ela caiu, ele fugiu com um amigo.
Não há informações se o suspeito foi preso. A vítima segue em observação no hospital.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (31.7), a Operação Vultus Legis, para cumprir 28 ordens judiciais contra membros de uma facção criminosa envolvida em crimes de extorsão a comerciantes de Rondonópolis.
Os policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) cumprem sete mandados de prisão preventiva, 10 de busca e apreensão, 11 de quebra de sigilo telemático, além do sequestro de contas bancárias e indisponibilidade de valores no montante de R$ 86 mil, expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá. As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis e no Estado de Sergipe.
As investigações, conduzidas pela GCCO e Draco, iniciaram em janeiro deste ano, após denúncias anônimas sobre a prática de extorsão mediante graves ameaças de morte, realizadas por integrantes de uma facção criminosa, a comerciantes na cidade de Rondonópolis.
Os elementos coletados nas investigações identificaram um esquema amplo de extorsão, envolvendo líderes da facção atualmente presos, lideranças do grupo em Rondonópolis e intermediários ligados ao recebimento dos valores ilícitos (laranjas).
Dois dos mentores do esquema, que têm mandados cumpridos hoje na operação, também foram alvos da operação A César o que é de César, deflagrada em fevereiro deste ano. Eles já estão presos preventivamente pela prática de extorsões praticadas em desfavor dos comerciantes do camelô da cidade de Várzea Grande.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado e também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).
Os trabalhos contaram com o apoio das Delegacias da Regional de Rondonópolis, do Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Rondonópolis e da Polícia Civil de Aracaju (SE), por meio do Centro de Operações Especiais (COPE), para cumprimento do mandado no município de Itabaiana.
Esquema de extorsão
O delegado Antenor Pimentel Marcondes, responsável pela investigação, apontou que o esquema de extorsão desenvolvido pela facção criminosa era muito mais amplo do que se imaginava inicialmente, abrangendo vários setores do comércio e outras cidades do Estado de Mato Grosso.
O esquema criminoso, que inicialmente foi implantado em Várzea Grande, se expandiu para Rondonópolis com o apoio de lideranças locais, com o objetivo de arrecadar valores para a facção por meio das extorsões. Utilizando perfis falsos no WhatsApp, mas ocasionalmente exibindo o rosto, o mentor do esquema, atualmente preso, se identificava como membro da facção criminosa e responsável pelo “setor de contrabando, descaminho e sonegação”.
Em chamadas individuais e coletivas, ele exigia de comerciantes dos ramos de celulares, tabacarias e distribuidoras o pagamento de uma “taxa sobre faturamento”, calculada com base em notas de compra, venda ou inventário dos estabelecimentos, sob justificativa de um novo “projeto” da facção. Os pagamentos eram realizados via Pix, utilizando contas de terceiros (“laranjas”), ou até em espécie.
O esquema contava também com a participação de faccionados locais, organizados por bairros, incluindo menores de idade, encarregados de coagir comerciantes e buscar valores pessoalmente.
Nos últimos meses, a preferência pelo recebimento em espécie, para evitar rastros bancários, intensificou a coação psicológica e física. Relatos de comerciantes apontam graves impactos psicológicos, com alguns fechando seus estabelecimentos e outros sofrendo complicações de saúde, como infartos e AVCs.
Apesar de conhecerem os faccionados dos bairros, a maioria dos comerciantes se recusa a depor sobre as ameaças que vinham sofrendo, temendo represálias diretas.
Nome da Operação
Vultus Legis, que significa “O rosto da lei”, remete à chegada visível e impositiva da lei onde imperava o medo
“A facção vem tentando expandir seu poder por meio da força e da imposição do terror. O Estado deve enviar uma mensagem clara e direta: O Estado não se desafia, deve ser respeitado. Tolerância zero às facções”, frisou o delegado Antenor Pimentel Marcondes.
A GCCO e a Draco reforçam que denúncias sobre fatos semelhantes podem ser realizadas diretamente à unidade policial, com o sigilo garantido, pelos telefones (65) 98173-0700 ou 197.
O comerciante ou cidadão também pode realizar denúncias anônimas pelo Disque Extorsão. Por meio do número 181, o cidadão pode denunciar crimes de ameaça e extorsão de facções criminosas com garantia de sigilo absoluto.
Um casal viveu momentos de terror no início da madrugada de ontem, quarta-feira, 30, no Jardim Shangri-lá, em Tangará da Serra. Quatro criminosos encapuzados invadiram a residência pela porta da frente, que estava com defeito na tranca, e praticaram um violento assalto, deixando as vítimas com diversos ferimentos e marcas da brutalidade sofrida.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 2h e, ao chegar no local, encontrou a casa totalmente revirada, com sinais de arrombamento. A porta do quarto do casal havia sido quebrada e havia manchas de sangue próximas a uma das janelas, indicando o uso extremo de violência.
As vítimas foram encontradas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tangará da Serra. O homem apresentava lesões corporais graves, incluindo queimaduras, hematomas provocados por espancamento e marcas de agressões com fio de energia elétrica. Ele permanece internado para exames e avaliação médica. A mulher também foi ferida, relatando que teve os punhos amarrados e apresentava lesões visíveis no corpo.
Durante a ação criminosa, os assaltantes roubaram joias pessoais, realizaram transferências bancárias via PIX — cujos valores e destinatários não foram informados, uma vez que os celulares das vítimas foram levados — e fugiram levando o veículo da família, um VW Fox vermelho.
Horas depois do crime, a Polícia Militar localizou o carro em um barracão na Avenida Brasil, próximo à Rodovia MT-339, ao lado do Ecoponto. No local, foi encontrada uma balaclava, peça geralmente utilizada para esconder o rosto durante a prática de crimes.
Diante da gravidade dos fatos e da violência empregada, a Polícia Militar mobilizou uma operação integrada envolvendo a equipe de inteligência do 7º Comando Regional, Força Tática e apoio de policiais militares do município de Nova Olímpia. O trabalho conjunto resultou na prisão de todos os envolvidos ainda no final da manhã desta quarta-feira.
A Prefeitura de Cáceres, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), lançou nesta semana um novo sistema de Call Center voltado à regulação da rede pública municipal. A iniciativa é fruto de uma parceria com a empresa Seeg Fibras, que desenvolveu uma solução digital personalizada para a saúde cacerense.
Com cinco atendentes disponíveis para atendimento simultâneo, o serviço tem como principal objetivo otimizar a regulação das especialidades médicas e oferecer mais agilidade e comodidade ao cidadão. O número disponível para contato é o (65) 3190-0601, que já está em funcionamento.
A nova central telefônica facilitará o acesso da população aos serviços de saúde e promete reduzir filas de espera.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Cláudio Henrique Donatoni, o novo sistema entra em operação em fase de adaptação, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 17h30, acompanhando o horário de expediente da secretaria.
“Queremos eliminar as filas físicas e eliminar a demanda reprimida, e com isso garantir que o usuário do SUS tenha seu atendimento agendado com mais praticidade. Se todos os atendentes estiverem ocupados no momento da ligação, o sistema registra a chamada e o contato é retornado assim que possível, garantindo que ninguém fique sem resposta”, explica Donatoni.
Outra novidade é que, a partir desta quarta-feira, 30 de julho, o mesmo número também estará disponível para atendimento via WhatsApp, ampliando ainda mais o acesso da população aos serviços da Secretaria de Saúde. Por meio da plataforma, será possível solicitar informações, realizar agendamentos e manter uma comunicação direta com a equipe responsável, facilitando o acompanhamento das demandas do usuário.
“É um avanço importante na modernização da saúde pública de Cáceres. Estamos conectando tecnologia com atendimento humanizado, aproximando o cidadão dos serviços da Secretaria. A expectativa é que, com o tempo, o novo sistema contribua significativamente para a redução da fila de espera por especialidades médicas no município”, destaca o secretário.
O prefeito em exercício, Luiz Landim, elogiou a iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde e destacou a importância da união entre o setor público e a iniciativa privada para promover melhorias nos serviços prestados à população.
“Agradecemos à Seeg Fibras pela parceria e pelo comprometimento em desenvolver uma solução sob medida para a nossa realidade. Essa central vai facilitar a vida dos usuários e representa um passo importante na qualificação da nossa rede de saúde”, afirmou Landim.
Landim conclui dizendo que a implantação do Call Center é parte das ações estratégicas da gestão municipal para garantir mais eficiência, agilidade e acolhimento no atendimento ao cidadão.
Um jovem de 23 anos, identificado como João Victor de Oliveira Fernandes, morreu após capotar o carro que dirigia na manhã desta quarta-feira (30), nas proximidades do posto Rio Verde, em Sorriso.
Segundo informações da Polícia Civil, o acidente ocorreu por volta das 9h40.
Testemunhas relataram que o jovem conduzia uma Strada branca e, ao tentar desviar de uma ema que surgiu repentinamente na pista, perdeu o controle da direção e o veículo capotou várias vezes.
Quando a equipe policial chegou ao local, o carro já estava sendo removido por um guincho.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.
O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) declarou que não vai aceitar o uso de linguagem neutra ou aplicação de elementos de cunho ideológico durante palestras e eventos oficiais enquanto for prefeito da capital. A justificativa é sobre situação embaraçosa registrada na manhã desta quarta-feira (30), quando repreendeu a pesquisadora Maria Inês da Silva Barbosa, mestre em Serviço Social, doutora em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) e professora adjunta aposentada do Instituto de Saúde Coletiva da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), que foi uma das palestrantes da 15ª Conferência Municipal de Saúde de Cuiabá. Na abertura do evento, a estudiosa fez cumprimento inicial saudando “a todes”.
“Ela começou com uma saudação estranha colocando uma linguagem que não existe na língua portuguesa, saudando a todes. Enquanto isso não muda, a gente vai cobrar a aplicação da língua portuguesa. Aí essa pessoa deu continuidade e foi para uma militância ideológica. Eu pedi a ela antes de iniciar a palestra que ‘aqui no município de Cuiabá não usamos a linguagem neutra, usamos a língua portuguesa e se respeita que as pessoas que vão participar da conferência de saúde’, elas não vão ser influenciadas por nenhuma militância ideológica nem de esquerda, nem de direita, de nenhum posicionamento ideológico. Aqui vamos atender a todas as pessoas, como preconiza a língua portuguesa”, disse o prefeito após o evento.
O liberal ainda mencionou que cada pessoa tem o direito de se manifestar da forma que quiser, inclusive com “distorção da linguagem”, em suas palavras, mas destacou que não deve aceitar tal atitude durante eventos oficiais da gestão.
“A conferência é um instrumento oficial patrocinado pelo município, sob a presidência da Secretaria Municipal de Saúde, então discutimos nossas políticas públicas ao nosso município. Aqui eu sou prefeito e, sendo eu, direciono que as políticas estão condizentes com a língua portuguesa”, reforçou.
Após cumprimentar a plateia ouvinte da conferência, a palestrante Maria Inês teve a fala interrompida por Abilio, que pediu que não fizesse o uso do termo, do contrário pediria que se retirasse. Com o uso da palavra, Inês disse que tornaria a usar o termo e que a saúde pública é para "todas, todos e todes" e saiu o local.
“Estamos num espaço democrático e contraditório. Com todo respeito, eu penso que os princípios do SUS dizem que a política de estado vale mais que a política de governo. Eu considero todos, todas e todes, não tenho como falar de acesso universal e igualitário sem me referir a todes. O LGBT e quantas letras a mais tiver, cada um tem sua identidade, mas deixemos claro, estou falando de direito a saúde, o acesso será a todos, todas e todes. Não se preocupe que o senhor não vai precisar me reiterar da sala, pois eu me retiro”, disse.
A 15ª Conferência Municipal de Saúde de Cuiabá é realizada nos dias 30 e 31 deste mês e 1º de agosto, no Hotel Fazenda Mato Grosso, no período das 7h às 18h. O evento vai avaliar a saúde de Cuiabá, oportunizando debates a respeito de políticas de aperfeiçoamento no atendimento aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde).
Na tarde desta quarta-feira, (30), por volta das 16Hs, a Polícia Militar foi acionada vi CIOSP informando sobre disparos de arma de fogo ocorrido nas proximidades da Ponte Marechal Rondon.
Após a informação as equipes imediatamente seguiram ao local indicado, sendo que, durante o trajeto uma das equipes avistou dois indivíduos com as mesmas características descritas na denúncia em uma moto Suzuki de cor preta, que de pronto foram abordados, sendo o passageiro de iniciais A.S.N. de 18, morador da cidade de Diamantino e o condutor de iniciais W.D.P. de 28 anos, morador de Cáceres.
Durante a revista pessoal foi encontrado com o passageiro um revólver calibre 38 contendo cinco munições deflagradas e uma percutida, não deflagrada, já com o condutor foi encontrado um aparelho celular que o mesmo alegou ser de sua propriedade.
Dando continuidade a ação policial os suspeitos apontaram dois possíveis ponto de apoio, sendo uma residência no Bairro Luz do Sol e outra no Bairro Jardim Imperial, porém, durante buscas nos imóveis nada de ilícito foi encontrado.
O corpo de bombeiro foi acionado para prestar socorro a vítima que havia sido alvejada pelos disparos efetuados pelos suspeitos que posteriormente foi encaminhado em estado grave ao hospital regional onde permaneceu recebendo cuidados médicos, sendo um homem de iniciais R.B.R. de 30 anos.
Segundo ainda a polícia, após efetuar os disparos na vítima a dupla tentou fugir na moto de cor vermelha YBR de cor vermelha em que estavam, porém, na fuga a moto apresentou problemas, com isso, os suspeitos roubaram a mão armada a moto Suzuki de cor preta da vítima que trabalhava em uma escolinha de futebol, próximo onde o fato aconteceu.
Durante a entrevista com o suspeito A.S.N. o mesmo passou a relatar que veio a cidade para vingar a morte do seu pai, sendo a vítima dos disparos, supostamente o autor do homicídio. O suspeito disse ainda que efetuou um disparo contra a vítima, que reagiu e entrou em luta corporal fazendo com que a arma caísse ao solo, em seguida, o comparsa teria pegado a arma e efetuado outros disparos contra a vítima, em seguida, fugiram.
Por outro lado, o suspeito W.D.P. negou que tivesse efetuado qualquer disparos contra a vítima, alegando que somente deu carona ao colega na moto YBR de cor vermelha até o local do crime, que, após o fato tentaram fugir na moto em que chegaram, porém, apresentou problemas mecânicos, com isso, tentaram fugir a pé e, avistaram a moto Suzuki de cor preta com a chave no contato onde usaram para se evadir do local até o momento em que foram abordados pela PM.
Diante da situação os suspeitos, bem como, os materiais apreendidos, foram conduzidos ao CISC para as devidas providências.